Cesar Cielo e Fabíola Molina: buscando o Mundial
01 de dezembro de 2010
Sério, simpático e profissional. Essas são algumas das qualidades do campeão olímpico e mundial recordista dos 50m e 100m livre, Cesar Cielo. Ele nadou hoje na piscina curta (25m) do Itaguará Country Club, venceu os 100m livre e se classificou para o Open.
O nadador está se preparando para o Mundial que será em Dubai (nos Emirados Árabes) ainda neste mês.
Em meio a alguns fãs tirando fotos, consegui uma brecha para a entrevista. Segue:
Qual a sensação de nadar na preparação para Dubai, depois de quase 3 meses sem competir?
Eu acho que é importante para voltar a ter o ritmo de competição, voltar a pegar uma rotina de preparação para a prova. Aqui é realmente aquele teste, tanto de treino quanto da rotina que eu vou querer fazer no Mundial. Então, eu vou aproveitar isso daqui pra deixar tudo certinho e chegar lá em Dubai e estar com a cabeça e rotina prontas direto para a prova.
E como está sendo sua preparação para o Mundial?
Está bem forte né. Eu tenho treinado junto com o Nícolas e com o Marcelo que estão no revezamento também. Então, eu tenho certeza de que eu estou com dois dos melhores que tem no Brasil pra treinar junto.
Voltando um pouquinho, em 2008, quando você conseguiu o primeiro ouro olímpico, qual foi a sua sensação? Foi um momento marcante para você não é?
Foi o melhor momento da minha carreira. Apesar de ter passado um tempo já, é um momento que me dá muito orgulho e pretendo chegar em 2012 e tentar repetir.
Além de outros tantos recordistas olímpicos, a nadadora de São José dos Campos, Fabíola Molina, também esteve lá. Ela integra a equipe da natação brasileira desde 1991 e acumula uma sucessão de títulos nacionais e internacionais.
Atualmente, além de continuar participando de campeonatos, Fabíola é dona e garota propaganda da grife de moda esportiva que leva seu nome, assina o aberto de natação “Peixinhos e Golfinhos” com o prêmio que também leva seu nome e também é a sargento Molina do Exército Brasileiro. Foi a primeira vez que nadou na piscina semi-olímpica do Itaguará e disse ter gostado, apesar de a temperatura não ter sido a que está acostumada nos treinos.
Simpática e atenciosa, ela fez uma cara de quem pergunta se vai demorar a entrevista. Não hesitei e disse que seria rápido, ela só me disse: “Eu nem pergunto se é rápido porque sei que eu falo muito”. Ela disse isso porque estava indo embora.
Primeiramente, o que a natação significa para você?
A natação eu faço desde os meus 4 anos de idade. Ela significa você acreditar em algo saudável, você acreditar em algo positivo. A natação, para mim, representa o esporte. Eu acho que o esporte tem esse poder de trazer para a sua vida lições, desde criança porque ele traz um crescimento muito grande para você. Então, a natação para mim é crescimento, é descoberta, é desafio e é um prazer né. Eu acho que é um privilégio.
Depois de tantas conquistas, quais são as suas expectativas em relação à natação?
O ano que vem vai ser um ano importante porque é um ano pré-olímpico. Vão ter 3 campeonatos importantes que é o Mundial Militar – os jogos mundiais militares – que vai ser no Rio de Janeiro. Aí, tem também o Mundial de Xangai, que é o Mundial de longa e tem os jogos pan-americanos, que vai ser em outubro no México. Então, no ano que vem tem essas três competições, que vão estar nos preparando para as Olimpíadas de 2012, que é o foco do futuro.
Você participa de vários eventos e está envolvida em vários projetos. Também tem o “Peixinhos e Golfinhos”, que você sempre está presente. Você acredita que o esporte pode moldar a conduta de uma pessoa ou transformar uma pessoa?
Com certeza. Não tenho dúvida disso. Não só o esporte em alto nível como a gente faz, mas o esporte para você aprender a nadar, o esporte na escolinha, o esporte em qualquer nível que você faça. Se você está praticando algo, você está se exercitando, primeiro que já faz bem para você fisicamente, mas eu acho que o maior ganho nem é o físico, é o ganho, eu diria que, emocional, porque o esporte te faz sentir parte de algo maior com as amizades que você também cria. Isso transforma as pessoas. Não é a parte física. Eu sou uma pessoa, hoje, diferenciada, de repente das outras, não porque eu treinei a minha vida inteira, mas por causa das experiências que o esporte me trouxe através dessas vivências com os outros atletas. Enfrentar alguns desafios junto, faz você crescer. Isso vai fazendo você encarar as coisas de uma maneira que vai moldando quem você é como pessoa e traz essa transformação e definição do atleta como uma pessoa de garra, determinação, uma pessoa que sempre luta pelos seus objetivos e acaba sendo esse exemplo para a sociedade. Isso por tudo o que o esporte envolve: a superação, você querer ser sempre melhor. Com certeza, se todas as pessoas fizessem um esporte de uma maneira saudável, as pessoas iam conseguir viver melhor umas com as outras.
Existe algum sonho ainda não realizado?
A gente tem que sonhar sempre né. A gente tem que sonhar cada vez maior, mais alto. Então, a gente sonha com medalha em Mundial, sonha com medalha olímpica. Esse ano eu fui recordista mundial militar, mas ano que vem tem jogos mundiais militares. Então, você sonha também em conseguir medalha de ouro, medalha de ouro também em pan-americano, porque no ano passado eu fui prata. Então, a gente está cheio de sonho! (risadas).
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Deputado Padre Afonso visita Guaratinguetá e discute propostas
20 de novembro de 2010
O deputado eleito pela terceira vez, Padre Afonso, está em Guaratinguetá desde sexta-feira para participar de um evento na Fazenda da Esperança neste sábado (20/11). O evento discute a preservação dos mananciais, maneiras de o pequeno produtor produzir água com a recuperação de minas – pequenas atitudes de preservação ambiental que são revertidas em ajudas governamentais. Por isso, a reunião é voltada aos agricultores e pequenos proprietários de terra para a implantação da proposta concreta de preservação, que é o projeto Produtor de Água, votado recentemente na Câmara de Vereadores de Guaratinguetá.
Após este evento, o deputado vai embora da cidade e só volta na próxima semana para visitar a Santa Casa e o Hospital Frei Galvão (este último, que tem uma proposta que está sendo levada ao Governo do Estado com o objetivo de melhorar o atendimento neste ambiente de saúde que atende não somente Guaratinguetá, como também as demais pequenas cidades da região).
Ontem, como padre, ele celebrou uma missa na cidade.
Dentre as ações realizadas como deputado, em Guaratinguetá, estão o investimento de R$ 480.000,00 na Santa Casa; R$ 1.800.000,00 na Fazenda da Esperança e R$ 200.000,00 no asfaltamento dos arredores da Igreja Frei Galvão.
O deputado está envolvido com os seguintes assuntos:
- Aprovação do relatório conclusivo da CPI da Pedofilia na Assembleia;
- Obras de recuperação em rodovias estaduais na região;
- Projetos que regulamentam serviços públicos de água e esgoto, eletricidade, telefonia e gás;
- Articulação com entidades sociais e de tratamento de dependentes químicos para esclarecimentos sobre destinação de emendas orçamentárias.
Conversamos com o deputado sobre suas principais propostas para a região do Vale do Paraíba neste novo mandato.
O senhor conseguiu um total de 87.674 votos, sendo 1945 das cidades de Guaratinguetá, Aparecida e Potim. A que o senhor deve esse sucesso?
Tinha um slogan na campanha que era “O trabalho justifica o voto”. Nós não tínhamos uma campanha com muitos recursos, mas nós tivemos um trabalho em todas as cidades do Vale do Paraíba. E nós estamos focando a região justamente para dar atenção às cidades do Vale. Nós achamos que o Vale é uma região extremamente importante e que não tem, da parte do Governo do Estado, a atenção merecida. Nós procuramos, então, organizar os deputados, através da Frente Parlamentar, como grande instrumento em defesa aos nossos municípios, e o eleitor respondeu agora, nas urnas, ao trabalho. Eu acho que eu devo isso aos eleitores que acreditaram reconhecendo o nosso trabalho.
Quais são as metas de investimento para Guaratinguetá?
Não existe meta específica para uma cidade. O que existe são metas gerais regionais. Por exemplo, trabalhar na recuperação de nossas estradas; trabalhar na duplicação da Tamoios, que é extremamente importante; trabalhar na continuidade da Carvalho Pinto até Queluz, que vem a ajudar Guaratinguetá; continuar o apoio, através de emendas parlamentares, às Santas Casas e aos hospitais. Também vamos continuar apoiando as casas de recuperação de dependentes químicos como forma de diminuir o impacto na violência. Nós temos apoiado a Fazenda da Esperança e vamos continuar o nosso apoio efetivo à Fazenda da Esperança. Vamos trabalhar também na implantação de uma Casa de Recuperação em Taubaté para atender a outras cidades que não possuem esse tipo de trabalho, como São Luiz do Paraitinga, Lagoinha, Redenção da Serra e Tremembé.
Uma das propostas do senhor foi a melhoria na Segurança Pública. De que forma serão realizadas melhorias neste setor?
Uma das propostas que nós colocamos foi continuar nosso trabalho na questão de segurança pública. Isso, dentro dessa questão das drogas, como cargo-chefe da violência em todo país, mas especificamente no Vale. Sabemos que a droga atua, sem dúvida nenhuma, na questão da violência, da segurança pública. Então, isso é uma forma até preventiva, se trabalharmos e apoiarmos projetos não somente de recuperação, mas também de prevenção na questão das drogas, como cultura, esporte, lazer, qualificação desses jovens para o mercado de trabalho, escola de tempo integral de qualidade. Então, são todas ações que terão apoio como forma de prevenir e minimizar a questão da droga que vem destruindo vidas, famílias e a sociedade. E aí, continuar nossa luta por melhores salários dos policiais, continuar nossa luta pelo aumento do efetivo na região. Nós temos cidades onde não possuem delegados. Então, vamos ampliar e cobrar isso.
Como vai funcionar o Plano de Defesa da várzea do Rio Paraíba nas cidades, considerando essa como uma de suas propostas?
A várzea é extremamente importante porque o rio é importante. As margens possui a importância como forma de manutenção da qualidade da vida do rio. Vamos trabalhar pela recuperação dessa mata ciliar. O Rio Paraíba, em alguns pontos, está assoreado. Vou viabilizar o desassoreamento desse rio. Por exemplo, na várzea nós temos dois desafios, que é a questão da ocupação desordenada da várzea ou mesmo a especulação imobiliária dessa várzea que é um problema grave. Você tem que preservar essa várzea. Embora esse trabalho já tenha começado, a gente precisa continuar vigilante com a fiscalização e na atenção a isso. Outro desafio nosso é também diminuir o impacto da extração de areia na várzea, ao longo do Vale do Paraíba. O Legislativo não tem poder de mando ou de executar, pois não é o Executivo. Mas, o Legislativo tem o importante papel de fomentar discussões, trazer os problemas à tona e levar as pessoas a refletirem e tomarem consciência para amadurecer ideias a fim de buscar alternativas que provoquem diversos setores para tomarem uma posição.
Para finalizar, como o senhor concilia a vida de padre com a política? Existe envolvimento entre uma e outra?
Não. Eu já estou no meu terceiro mandato. Então, é algo que eu trabalho de maneira muito tranquila. Desde o primeiro dia em que eu assumi o mandato, não existe nenhum conflito entre uma atividade e outra. Foi exatamente essa visão que eu procurei romper. As pessoas acham que o padre tem uma atividade que fica no interior da igreja. Na verdade, a igreja é um elemento da atividade do padre – é um momento celebrativo, um momento da paixão litúrgica na igreja. Mas, depois tem todo um trabalho que é feito fora do templo. É isso que nós precisamos provocar nos cristãos. Eles precisam entender que não devem ser cristãos apenas dentro do templo, mas fora do templo, atuando na sociedade e procurando transformar essa sociedade para que ela seja melhor. O próprio Jesus deu a missão aos apóstolos dizendo “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo. Se o sal perde o sabor, para que serve? Não serve senão para ser pisado”. Então, se o cristão não procura transformar essa sociedade, a pressionando para melhor, para que servem os nossos cantos, os nossos hinos e os nossos louvores a Deus; se não servirem também para transformar essa realidade de dor, de sofrimento, de miséria, de marginalidade numa realidade melhor? Para que serve? Será que nós agradamos a Deus com nosso culto quando existe fome, miséria, exploração do ser humano e tráfico de pessoas, que é uma grande realidade? Nós vamos ficar aí batendo palmas para Jesus, enquanto Jesus, que está nas pessoas, sofre sem nenhuma atuação nossa? É nesse sentido que eu tenho provocado os cristãos a tomarem uma atitude e transformar a sua fé e o seu culto numa luta de mudança da sociedade. É dessa forma que eu concilio as duas coisas.
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“Guaratinguetá Ontem e Hoje”: Thereza Maia fala sobre sua mais recente obra
20 de novembro de 2010
Autora de mais de 50 livros de memória nacional, sendo dois de Portugal, a historiadora Thereza Maia lançou no último dia 23 de outubro, mais uma obra: “Conto, canto e encanto com a minha história…Guaratinguetá ontem e hoje”.
Por ser um trabalho voltado especialmente aos estudantes, pesquisadores e turistas, o livro já ganhou, nesta semana, do Instituto de Estudos Vale Paraibanos, o Prêmio Eugênia Sereno, na modalidade paradidática.
“O livro reúne os assuntos mais procurados no Museu Frei Galvão para pesquisa”, conta a historiadora.
A capa do livro ilustra o Rio Paraíba e as sete maravilhas de Guaratinguetá (votadas pela população), que são: a Catedral de Santo Antônio (que foi a capela que deu início à vila); a Casa de Frei Galvão (local onde nasceu o santo); a Estação Ferroviária; a Gruta Nossa Senhora de Lourdes; a Escola de Especialistas de Aeronáutica (focalizando a casa do Brigadeiro). Além destas, são consideradas integrantes do conjunto das sete maravilhas da cidade: a Cavalaria de São Benedito e o Gomeral com sua paisagem da Serra da Mantiqueira.
Talvez pelo fato de a autora ser descendente de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro, mais precisamente da sexta geração, foi que homenageou o livro a ele e também ao Conselheiro-Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves, uma das figuras de extrema importância para a história da cidade.
O livro aborda a ecologia, focalizando o Rio Paraíba. Também há a parte histórica da obra, que remonta Guaratinguetá na época dos índios, a formação das vilas, a vinda dos africanos, o ciclo do ouro e do café e, atualmente, o do turismo.
“A linguagem é prática e também aborda os tropeiros, os bandeirantes, as nossas principais praças, lendas, mitos e também assombrações”, complementa Thereza, com risadas ao final.
Ela se refere à história de Maria Augusta (a filha do Visconde ou a “Loira do Banheiro”) que morava onde hoje é o Colégio Conselheiro Rodrigues Alves, o Instituto; entre outras histórias fantasmagóricas conhecidas na cidade.
O livro reúne informações selecionas durante muitos anos, mas ele começou a ser desenvolvido em 2007. “A ideia era lançar a obra junto à canonização de Frei Galvão, no entanto, isso não foi possível porque não houve ajuda financeira da prefeitura que, na época, se dizia sem recursos para colaborar. Eu acabei vendendo alguns terrenos que possuía para que conseguisse publicar por meio de uma editora”, comenta.
Temas como a antiga Igreja do Rosário, Inquisição de Guaratinguetá, Guerra do Paraguai, as Casas de Fazendas com destaque para o café e o turismo também são mostrados no livro. “Acredito que o turismo de Guaratinguetá seja o futuro da cidade, tanto na parte religiosa como na parte ecológica, porque é uma indústria sem chaminé, principalmente, pela cidade ser o local onde nasceu o primeiro santo brasileiro e, ao lado de Aparecida, que já pertenceu a Guaratinguetá e que é a sede da Casa da Padroeira do Brasil. Além de também ficar perto da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, integrando o Circuito Turístico Religioso, que é o único roteiro religioso existente no Brasil. Tudo isso fica ainda maior com o fato de Aparecida ter sido incluída no Roteiro Internacional Mariano”, explica Maia.
O trabalho também relata olhares de escritores, viajantes, fotógrafos e artistas que passaram pela cidade desde 1717.
Este último lançamento de Thereza Maia, bem como a maioria de suas obras conta com a ajuda ilustrativa de seu marido, Tom Maia. Há muito tempo que os livros seguem com a assinatura de ambos. Juntos, também são diretores do Museu Frei Galvão. Hoje, eles possuem até um site com informações, que Thereza afirma que são sempre atualizadas. “Eu gosto muito de tecnologia. Tenho dificuldades em lidar com ela e tenho uma pessoa que me ajuda com isso, mas acho importante esse universo porque nos permite estar em contato com o mundo, além de colaborar com a divulgação do nosso trabalho”, compartilha a autora com sua simpatia contagiante, que nos recebeu em sua casa para dividir conosco essas preciosas informações.
O endereço do site é o http://www.therezaetommaia.com.br.
O livro está disponível para compra em bancas de jornal, na Casa de Frei Galvão e no Museu Frei Galvão.
“…porque a cidade que não possui registros de sua história, não existe”, finaliza a historiadora.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (12) 3122-3674.
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Procon orienta consumidor para Natal e festas de fim de ano
19 de novembro de 2010
As festas de Natal estão chegando e o consumidor sempre fica mais propício a gastar mais com presentes para familiares e amigos nesta época.
No entanto, é importante lembrar que o início do próximo ano é momento de colocar as contas em dia e, para não ficar endividado, vale a pena economizar.
O diretor do Procon (Serviço de Proteção e Defesa do Consumidor) de Guaratinguetá, Lauro Avellar, orienta a população para não ter prejuízos neste período de festas. “No momento da compra, é importante nunca se esquecer de solicitar a nota fiscal, porque vai ser a garantia do consumidor se houver um problema futuro. É com ela que ele vai fazer valer os seus direitos”.
Ele ainda conta que um dos problemas mais comuns registrados no Procon, são os pós-compra, em que os gastos excessivos ocasionam dívidas para o ano seguinte.
Para quem não sabe, o Serviço de Proteção e Defesa ao Consumidor, como o próprio nome já diz, é um estabelecimento que pode ser encontrado em todas as cidades do Brasil, com o objetivo de promover o cumprimento dos direitos dos consumidores, que podem reivindicar problemas neste setor governamental. Deve ser registrado aqui também que o Procon também existe para se evitar problemas. Por isso, em caso de dúvidas em relação à aquisição de um determinado produto, o serviço deve ser solicitado.
E, na lista de reclamações de Guaratinguetá, o “campeão é o celular”, segundo o diretor. “O telefone celular tem mais reclamações do que a soma de todas as outras reclamações”, afirma. Sempre giram em torno de tarifas indevidas.
Em relação a este natal, Avellar lembra que o comerciante não é obrigado a trocar uma mercadoria se não tiver defeito. “Por exemplo, uma roupa que não serviu ou um produto que a pessoa recebeu de presente e não gostou, o comerciante não é obrigado a trocar. É preciso que o consumidor tenha consciência de que precisa solicitar uma nota fiscal e peça ao comerciante que escreva na nota, as condições de troca, a fim de que haja mais segurança”, explica.
Vale lembrar que, em caso de compra pela internet, o comerciante terá um prazo de sete dias para experimentar essa mercadoria e, em caso de problemas, poderá solicitar a troca.
Sobre o Código de Defesa do Consumidor, Lauro enaltece o consumidor que está, cada vez mais, inteirado sobre seus direitos e deveres. “Há seis anos atrás nós tínhamos, no Procon de Guaratinguetá, 600 processos de reclamação gerados por ano. Hoje, nós temos esse número por mês”, comenta.
O Procon de Guaratinguetá funciona na Rua Joaquim Miguel, 49, no Centro.
Outras informações podem ser obtidas no site http://www.procon.sp.gov.br ou pelo telefone (12) 3132-6247.
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Casa Ambiente e Saúde de Guaratinguetá-SP é pioneira no Brasil
16 de novembro de 2010
Pioneira em todo o Brasil, a Casa Ambiente e Saúde tem o objetivo de promover a saúde. A instituição segue a Constituição de 1988, que garante que o Sistema Único de Saúde (SUS), promova, por meio de políticas sociais e econômicas, a redução do risco de doença e de outros agravos.
A Casa Ambiente e Saúde desenvolve a Educação Ambiental há 2 anos. Inaugurada em 24 de junho de 2008, possui diversas salas: sala do consumidor, que busca ensinar a importância do consumo consciente, a sala de fauna e flora, de pragas, de animais peçonhentos, de microorganismos e de vacinas.
“A intenção da Casa é, através de suas salas temáticas, abordar temas que são voltados ao ambiente natural da cidade”, afirma o responsável técnico pela Casa Ambiente e Saúde, Danilo Correa.
A sala que mais chama a atenção é a de Fauna e Flora devido à presença de animais empalhados da região. “A relação desta sala com a saúde é a seguinte: várias espécies de animais podem se transformar em praga urbana. Então, nesta sala, falamos da importância de se preservar uma espécie de um ecossistema para não acarretar na presença excessiva de outra, que pode ser transformada em uma praga urbana”, esclarece o responsável técnico.
O espaço funciona com o agendamento de visitas técnicas que vão desde escolas municipais até cursos de pós graduação. Uma visita dura de duas à três horas e meia, sendo que, em cada sala, a média é de meia hora de explanações. Por semana, o local recebe uma média de 50 visitas. Só neste ano, já foram registradas 5025, sendo que o espaço, apesar de ser piorneiro em todo o Brasil, não possui tanta divulgação.
“Nossa divulgação acontece por meio de palestras que realizamos em outras cidades, como Caraguatatuba por exemplo, e devido à parceria que temos agora com o Programa Semente do Amanhã, o Inpe – com o qual trabalhamos a medição da qualidade do ar – e a Secretaria da Educação”, explica Danilo.
Além do Danilo Correa, integram a equipe: a coordenadora administrativa, Alessandra Duarte e o coordenador técnico, Luiz Antonio Andrade.
Os interessados em agendar uma visita, individual ou em grupo, devem enviar um e-mail para ambientesaude@guaratingueta.sp.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou ligar para o telefone (12) 3132-5527.
A Casa Ambiente e Saúde fica na Avenida Brasil, número 1488, no bairro Engenheiro Neiva.
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TCC: o mal necessário
Final de ano é época de algumas dores de cabeça para estudantes universitários que estão terminando seus cursos de graduação. O motivo principal é o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), cujos principais sintomas são estresse, nervosismo anormal e desespero.
Exageros à parte, a verdade é que isso tudo ocorre somente com aqueles que deixam para se preocupar com este trabalho na última hora, como foi o caso da estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Fatea (Faculdades Integradas Teresa D’Ávila), Karina Pontarolo, que a, exatamente, dois meses da entrega do TCC começou a pensar em seu tema e produto. Ela conta que foi um desespero e correria para conseguir entregar ainda neste ano. “Quase deixei para apresentar no ano que vem, mas, graças a Deus, deu tudo certo”, diz.
Além dela, outros tantos alunos pensaram no TCC na última hora, mas resolveram adiar a entrega para o próximo ano. Isso aconteceu com a colega de classe de Karina, Elisangela Cavalheiro, só que em seu caso, além de ter começado no 3º ano, adiou porque acredita que seu trabalho seja muito complexo e, pelas entrevistas que já realizou, ela pensa que não seria legal fazer um trabalho de qualquer jeito. “O meu TCC trata de um assunto muito amplo e complexo, a Bioética. Resolvi fazer um site multimídia que tratasse deste tema de forma a esclarecer o que é, o que discute, quem são os envolvidos e apresentar ao cidadão como ele está incluído neste tema. Assuntos como eutanásia, aborto, anencefalia e células-tronco são alguns dos temas que permeiam a bioética. Com toda essa realidade que inclui discussões de várias disciplinas, o tema começou a exigir um pouco mais de tempo”.
Embora o trabalho das duas seja diferente, ambos possuem suas dificuldades. O de Karina, por exemplo, era um vídeo-documentário sobre um projeto social do Santuário Nacional, o Pemsa (Projeto de Educação Musical do Santuário Nacional), que fez com que ela vencesse barreiras como a da timidez a fim de que pudesse gravar o vídeo apesar dessa dificuldade.
Considerando que o trabalho de conclusão de curso demanda tempo e concentração em pesquisas, leituras e, muitas vezes, entrevistas; faz-se necessário começar a pensar no tema e produto o quanto antes, e se possível, nos primeiros anos do curso de graduação. Segundo a rede de cooperação universitária que reúne 1126 instituições de nível superior na América Latina e Península Ibérica do Grupo Santander Banespa, a Universia, é importante começar o trabalho de conclusão com uma estruturação de toda a sustentação teórica do TCC, que seria o trabalho de pesquisa, o quanto antes; depois é o momento de transformar conhecimentos em produto. “Independente do formato ou do tema escolhido, o TCC deve aliar o conhecimento obtido durante a etapa de investigação com a criação de projetos que mostrem as opiniões e conclusões do aluno ou grupo”.
A aluna de Jornalismo também da instituição Fatea (Faculdades Integradas Teresa D’Ávila), Meire Moreira, diz que, para ela, não foi difícil elaborar seu TCC porque já tinha sua ideia focada e muito bem estruturada. Seu trabalho foi a elaboração de um livro-reportagem sobre o ex-prefeito de Aparecida/SP, José Luiz Rodrigues, mais conhecido por Zé Louquinho. Ela conta que sempre foi fã dele e, apesar disso, soube ser imparcial no livro, que é composto por intertítulos que contam, de forma engraçada, trajetórias da vida desse ‘mito regional’.
Ao contrário de seus colegas, Meire começou seu livro nos primeiros anos da faculdade. “Quando comecei a fazer faculdade e descobri que o ideal era que fosse um produto como trabalho de conclusão, na hora já pensei no Zé Louquinho”. E ela acrescenta que, assim que começou a escrever, terminou o livro em apenas um mês.
A psicóloga, Sandra Cecília, diz que a atitude de Meire tem mais a ver com os hábitos que se iniciam dentro do lar como responsabilidades, limites e educação. “Eu, por exemplo, fui criada num lar onde meu pai era muito severo. A gente aprendeu sobre responsabilidade logo cedo. E acabei me tornando a ‘certinha’ da sala. Amizades também influenciam muito. O jeitinho brasileiro de deixar tudo para depois influencia em parte. Acho que é no lar, grupos de amigos, que as influências se arraigam no comportamento do jovem”, explica.
Sandra ainda acrescenta detalhes sobre esse tipo de comportamento que, muitas vezes, é controverso. “Já atendi alguns jovens em cujo lar havia muita responsabilidade, mas desenvolveram um comportamento irresponsável na escola. Isso devido às más companhias. Aqueles que cumprem tudo na data certinha também podem ter sido muito influenciados pelo lar e amizades. E, muitas vezes, são mal compreendidos dentro do ambiente da escola e são chamados: de cdf. Podem até ser discriminados. Acontece com certa frequência com filhos mais velhos. Os filhos mais velhos são, muitas vezes, mais pressionados do que o caçula e o do meio. Os pais são mais inexperientes e o filho mais velho pode ser mais superprotegido. Um aluno muito certinho pode ser muito perfeccionista e se cobrar muito porque foi muito cobrado pelos pais. Aqueles que não se importam com nada também sofrem a influência de um lar permissivo. Não tem limites. Atendi há alguns anos um pré-adolescente que estava sendo muito irresponsável na escola. A mãe me contou, horrorizada, que ele mexia na carteira dela. Pegava dinheiro da carteira da mãe e ela via. Não falava nada! Esse rapaz causou muitos aborrecimentos, sofreu acidentes, foi mal na escola. Só amadureceu algum tempo depois quando se casou e formou família. O ideal é o equilíbrio. Crianças que sofrem muita pressão dentro do lar para serem perfeitas ou as primeiras da classe podem crescer inseguras”.
A aluna Meire finaliza: “Independente do produto é importante que se conheça bem sobre ele; é importante conversar com as pessoas que já fizeram esse trabalho para saber sobre suas dificuldades, o que não significa dizer que você não terá as suas, mas para evitar cometer alguns sem esquecer que é um projeto experimental. Não se cobre tanto, afinal você está dentro de um processo de aprendizado. Faça o seu melhor, respeitando o seu limite, sabendo que ainda não é o momento de ser cobrado profissionalmente, você está apenas começando”.
Michelly Ribeiro
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Para vencer: muita determinação!
Álvaro Toledo ou ‘Alvinho’, como é chamado pelos mais íntimos, possui uma paixão pela corrida, paixão esta que leva consigo desde os 22 anos de idade, quando foi convidado por um amigo próximo para correr. “Nunca me dei bem com outros tipos de esportes, comecei a correr e não parei”, conta. Sua primeira corrida foi nos jogos Estaduais que ocorreram em Guaratinguetá (SP), porém, não se deu tão bem, mas ele diz que serviu de incentivo para melhorar cada vez mais.
Toledo já viajou por todo o Brasil competindo, desde São Paulo à Belo Horizonte. Em sua casa, possui uma sala reservada só para os troféus e medalhas que ganhou ao longo desses dez anos. A corrida de São Silvestre e a Maratona de Porto Alegre foram as que mais marcaram para ele por causa da colocação que tirou nas duas: 45º lugar e 5º lugar respectivamente. “Considerando que as duas competições levam para a pista milhões de pessoas, minhas colocações foram boas. A Maratona de Porto Alegre, na época (1990), tinha umas 15 mil pessoas”.
Quem olha para Álvaro hoje, não imagina as dificuldades que enfrentou para competir. Demorou dois anos para que ele conseguisse algum patrocínio. Durante esse tempo, ele sobrevivia com o trabalho como despachante para bancar as despesas com as viagens que fazia por causa das competições como atleta amador. Já com 24 anos, ele conseguiu patrocínio do Cruzeiro, da Unimed e da Kaiser. “Foi difícil, porque ninguém te dá patrocínio, ninguém abre as portas pra você se você não tiver resultado. E pra você chegar ao resultado, é complicado. Tem que ter muita força de vontade e determinação porque se não você não consegue”. A partir de então, suas viagens e salário eram bancados por todas essas empresas. “Eu vivia da corrida. Não trabalhava e nem fazia nada além de correr. Foram seis anos assim”. E por que parou? “A corrida, como tudo, tem seus altos e baixos e eu já tinha uma família para sustentar e não podia deixar tudo para sair pelo mundo competindo, além de ter o fator ‘idade’ também para atrapalhar”. Então, foi quando ele voltou para o trabalho de despachante em Guaratinguetá, interior de São Paulo.
A corrida, que antes era feita diariamente e duas vezes ao dia, somando 180 quilômetros por semana, hoje é feita diariamente, uma vez ao dia, somando 70 quilômetros por semana. “Quando você é um corredor de elite, você treina todos os dias procurando dividir os treinos em duas partes. Como eu era fundista (participava de corridas longas, a partir de dez quilômetros), tinha que ter todo um preparo, até a alimentação tinha que ser muito bem regrada. Hoje, eu diminui esse ritmo.”, diz.
Embora ele tenha voltado a correr amadoramente, ele não deixa de competir. Sempre que surge uma corrida na região do Vale do Paraíba ou uma maratona, ele se prepara e vai. Como todo brasileiro, é sempre bom conseguir um dinheiro a mais além da paixão pela corrida. Em média, uma corrida comum, de até 500 pessoas, tem como premiação o valor a partir de 2 mil reais e uma maratona como a de São Silvestre, gira em torno de 10 mil reais.
Michelly Ribeiro
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Universitários do Vale do Paraíba realizam trabalhos sociais
Há um mês Cláudia Guedes, que está cursando o segundo ano de Enfermagem na FATEA – Faculdades Integradas Teresa D´Ávila de Lorena – trabalha voluntariamente no ambulatório médico vinculado à instituição. Ela organiza a sala de materiais para atender aos enfermos no tratamento de feridas. Para ela, o trabalho que desenvolve é de extrema importância. “É um trabalho complicado por se tratar exclusivamente de feridas, que exigem acompanhamento, principalmente em pessoas com doenças mais complicadas como o diabetes”.
Cláudia trabalha quatro horas por dia e acredita que esta seja uma experiência valiosa, pois quer comandar uma equipe no futuro e, para ela, significa uma aquisição de conhecimento profissional, um aditivo para a sua carreira.
A UNISAL – Universidade Salesiana de Lorena – desenvolve projetos sociais com seus alunos do curso de Psicologia. A brinquedoteca é um dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos. No total, são dez estagiários atuando neste projeto, que foi criado por três professores: Antonia Cristina Penuso Azevedo, Isabel Maria Nascimento da Silva Máximo e Anelise de Barros Leite Nogueira.
O projeto da brinquedoteca existe há doze anos e trabalha com a Psicologia Escolar com o objetivo de atender crianças com histórico de problemas escolares e diagnosticá-las, trabalhando com o tripé aluno/escola/família.
Existem profissionais que sentem prazer em realizar trabalhos sociais sem a obtenção de lucro. Este foi o caso dos exemplos já citados e é o caso da enfermeira e mestre em engenharia biomédica, Regina Célia, que criou o ambulatório da FATEA em agosto de 2003. Ela conta que enfrentou dificuldades na implantação do ambulatório. “A maior dificuldade foi criar um ambulatório diferente, sem a presença de médicos, e com somente enfermeiros atendendo porque nosso trabalho é de procedimentos de curativos e, quando necessário, encaminhamos os pacientes à Santa Casa de Lorena”, conta.
Hoje, o ambulatório atende cerca de cinquenta pessoas por dia, abrangendo todo o Vale do Paraíba. No começo, chegava a atender em período integral, hoje ele atende somente no período da manhã. No total, trabalham seis alunos bolsistas, dois enfermeiros, além de professores e alunos que fazem extensão. O atendimento varia entre casos simples e clínicos. Executam trabalhos de controle de glicemia e trabalho especial com hipertensos. “Hoje não podemos chamar este local só de ambulatório, mas também de um ambiente de saúde”, disse a enfermeira.
O trabalho que a equipe de enfermagem executa é totalmente gratuito e a manutenção do ambulatório é feita por meio de doações da prefeitura e do governo. “Temos, hoje um respeito muito grande da classe médica e isso é muito gratificante para nós”, finalizou Regina.
Michelly Ribeiro