Uma “novela” da vida real

19 05 2013

Pensando no fim que a Glória Perez deu para este casal (Bianca e Zyah) na novela Salve Jorge, que terminou nesta sexta-feira (17/05/2013), decidi compartilhar uma história com meus leitores. Para não ter problemas, ela se chama Maria e ele, Alberto (nomes fictícios).

Maria conheceu Alberto em 2005, quando um amigo dela a apresentou para ele e outros amigos durante um encontro de jovens em um Centro Espírita que ela frequentava. Desde essa época, se tornaram grandes amigos. Ele passou a ligar sempre para ela, a fim de lhe contar sobre coisas de sua vida, falava de seus relacionamentos e amizades. Até que Maria se viu apaixonada, e incomodada com a situação, decidiu revelar seus sentimentos para ele.

Contou com as facilidade tecnológicas, e escreveu um e-mail. Ela pensou que, com esta atitude, ou poderia afastá-lo dela de vez, ou aproximá-lo, por isso, resolveu tentar. Não tinha nada a perder.

Ele se afastou. Não conversaram mais com tanta frequência como antes, embora continuassem se vendo na Mocidade Espírita. Maria começou a namorar no início do ano seguinte e, alguns meses depois, Alberto se declarou, dizendo que a amava. Ela passava por algumas dificuldades em seu relacionamento naquela época e se emocionou com aquela revelação, porém não teve forças para terminar tudo, pois também estava envolvida com seu então namorado.

Maria teve momentos que ficarão eternamente em sua lembrança, como o natal de 2006, em que passou com Alberto e amigos da mocidade, ajudando crianças carentes e compartilhando de sorrisos e alegrias  juntos, sempre admirando um ao outro em suas atitudes.

No início do ano seguinte, Maria se viu solteira em um dos inúmeros términos que teve com seu namorado da época. Alberto a procurou. Se encontraram em um show, que acontecia na mesma cidade em que moravam. Dançaram juntos e curtiram a companhia um do outro. Alberto decidiu que tentaria ficar com Maria naquela noite, porém, Maria ainda estava pensando muito em seu ex e, por isso, se sentia ainda como se estivesse com ele. E não conseguiu se entregar ao momento, apesar de sentir muita vontade naquele dia.

O tempo passou, Maria voltou com seu ex, e Alberto começou a namorar uma garota do mesmo centro que frequentava com Maria, a qual daremos o nome aqui de Thaís (também fictício).

No final do ano seguinte, Alberto ligou para Maria. E foi aí que perceberam que eles sempre se falavam sem que passasse um único ano que ficassem sem notícias um do outro. Eles passaram dias  conversando por telefone em 2008. Alberto estava trabalhando em uma empresa que o levava a viajar pelo Brasil afora, e, nesta época, ele estava alocado em Belo Horizonte. Quando estava no Espírito Santo, também continuou ligando para Maria. E falava de sua saudade, do que fazia e, principalmente, que estava solteiro.

Porém, Maria ainda namorava com a mesma pessoa. Mesmo assim, ela se sentia muito bem conversando com ele e, por isso, não queria colocar um fim nesses momentos.

amoreternoEles, finalmente, se encontraram em março de 2009. Foi quando conversaram por horas e o primeiro beijo aconteceu. Maria se sentiu feliz e ele também. No parque onde estavam, o ambiente era sereno, exatamente como a tranquilidade da sensação que os rodeava. No carro, enquanto se despediam, ele oferecia para ela a música “Apenas mais uma de amor“, de Lulu Santos.

No dia seguinte, ele ligou para ela pedindo para que ficasse com ele, definitivamente, mas ela apenas disse para que ele não pedisse para ela fazer essa escolha. Ela se sentiu muito mal quando desligou o telefone, mas sua falta de coragem não a fazia perceber o quanto estava no  caminho errado e a vida ia fazê-la sofrer muito por essa escolha. Tudo isso, porque a Vida só nos traz sofrimentos para nos mostrar que o caminho que estamos trilhando está longe do que é o correto.

Infelizmente, ela descobriu isso da pior maneira: seu namorado da época, no final daquele mesmo ano, terminou com ela, dizendo que não sabia mais o que sentia, e apareceu com outra pessoa dias depois. Ela chorou tudo o que podia, entrou em depressão e sua luz no fim do túnel foi uma viagem internacional, seguida de uma terapia.

Enquanto ela viajava, já em 2010, Alberto fez contato com ela pela internet. Maria contou que não estava mais namorando e que, dessa vez, era definitivo. Ele ficou surpreso por não saber disso e contou a ela que fazia um ano que havia voltado com Thaís. Maria sentiu um aperto no coração e decidiu marcar um encontro com ele, quando voltasse ao Brasil. Eles combinaram, porém, não foi possível porque Thaís ficava o tempo todo com ele, e eles acabaram se encontrando “ao acaso” no centro espírita, muito embora os dois não acreditem no acaso.

Se falaram, mesmo com Thaís presente. Maria entregou uma lembrança da viagem para ele sem se importar com a presença dela, e se foi. Depois disso, em outro dia, Maria foi surpreendida por Alberto, quando o pegou a admirando, com um sorriso no rosto, sentado na mesma direção dela no centro que frequentavam, sem que ela percebesse. Ela retribuiu o sorriso. Mas, depois disso, ficaram um bom tempo sem se ver.

Voltaram a se encontrar em 2011. Ele ainda namorava Thaís, mas Maria continuava solteira. Sem que percebessem, os papéis pareciam estar invertidos, mesmo que o sentimento dos dois permanecesse o mesmo. Se beijaram com muito amor, e a conversa deles era cheia de planos para o futuro, como se estivessem juntos oficialmente. Neste dia, até de casamento ele falou. Mas, Maria logo percebeu que ele estava um pouco confuso. Havia passado muito tempo, e ainda estava com Thaís. Mesmo assim, Maria decidiu tentar e sugeriu a ele que ficassem juntos. Mas, Alberto acabou dando a mesma resposta que Maria deu a ele há alguns anos: que ela não pedisse para ele escolher.

No ano seguinte, ele também a procurou decidido a marcar um encontro, porém, ele estava a, aproximadamente 4 horas de onde Maria estava morando e, devido às circunstâncias, acabou não dando muito certo esse encontro. E ele ainda estava com Thaís.

Ao longo desses anos, Maria viveu outras grandes histórias, que deram certo e que a fizeram sofrer também. Mas, nenhuma delas chegou a ser tão forte quanto a que viveu com Alberto. Eles sempre se procuraram, sempre pensaram um no outro. Sempre fizeram planos, sempre se quiseram. E, principalmente, sempre desejaram profundamente tornar real esse sonho de amor. E, apesar de todas essas dificuldades de concretização, eles nunca sofreram um pelo outro e, muito menos, cobraram nada um do outro. Simplesmente, se uniam e se apaixonavam cada vez mais quando estavam juntos.

Em 2013, Maria pensou muito nele. Decidiu procurar notícias de Alberto. Encontrou o Facebook dele e, para sua pouca surpresa, viu que ainda estava com Thaís. Decidiu ver  as fotos e procurar mais detalhes de como andava sua vida. E, com um aperto forte no coração, descobriu que estavam noivos!

Sem entender o que estava acontecendo e justamente pelo sentimento muito forte que mantiveram ao longo dos anos, Maria decidiu escrever um breve e-mail para Alberto, que respondeu em seguida, falando como andava sua vida, sem mencionar o noivado. Vendo que ele estava aberto e havia assinado com “imensas saudades”, Maria colocou todo o sentimento que carregava no peito ao longo desses 8 anos em outra mensagem de e-mail. Ela não esperava respostas, só desejava entender por que a história dos dois não teve o desfecho merecido.

Ele não respondeu, mas 2 semanas depois, ele a surpreendeu com uma mensagem no celular. Pediu desculpas por não responder o e-mail, mas queria muito conversar pessoalmente com ela. Trocaram mensagens naquele dia inteiro.

Se encontraram, e ele foi direto ao assunto, dizendo que havia mudado muito ao longo de todos aqueles anos e que sua então companheira não havia acompanhado sua evolução. Pensando em tudo o que Maria havia escrito naquele e-mail e, tendo conversado com sua família, naquele mesmo dia em que se viam, ele contou que havia terminado o noivado.

Maria se emocionou, mas se controlou. Perguntou a ele se tinha certeza da decisão tomada. Alberto disse que não, mas, que se sentia muito aliviado por ter tomado aquela decisão. Depois dessa revelação, conversaram muito. E o tão esperado beijo só aconteceu mais tarde, e era sempre como se fosse a primeira vez. Naquele mesmo dia, o amor dos dois foi concretizado em uma troca de carícias mais profunda do que nunca houveram trocado antes…

Não combinaram nada depois disso. A vida profissional de Alberto, embora tenha mudado bastante, tomou outros rumos que o leva a fazer inúmeras viagens.

Maria entende perfeitamente a dificuldade da situação e até chegou a sugerir que ele ficasse um tempo sozinho, porque o “estar só” nos leva a um conhecimento profundo de nós mesmos, e ela sabe disso por experiência própria. Mas, ela nem precisou completar sua sugestão, ele já havia pensado na mesma coisa – a transmissão de pensamentos entre eles também é muito intensa – e disse a ela que ele precisava mesmo desse tempo. Alberto não queria precipitar nada, disse a Maria que, para que ele pudesse voltar inteiro para ela, ele precisava ficar um tempo só, a fim de colocar suas emoções em ordem.

Maria entendeu perfeitamente, e foi assim que se despediram, depois de uma noite intensa de amor.

Não foi um dia comum. Foi um encontro inesquecível. Maria pensava assim. Ela se envolveu muito e sentiu que, dessa vez, era pra valer. Mas, mesmo assim, devido a tantos sofrimentos, decidiu pisar no freio. Foi com calma nas mensagens, nos e-mails, justamente para sentir como as coisas andavam. E, no final, tomou a decisão de deixar sua história nas mãos do tempo.

Maria sabe que a Vida sempre nos ensina, sempre nos mostra o caminho certo a seguir. Então, ela resolveu confiar nas ações do tempo. Nada acontece por acaso e, se for para ficarem juntos, ela sabe que o destino vai colocar os dois frente a frente novamente, sem pressões e nem sofrimentos.

Ela apertou o botão imaginário “stop” e decidiu seguir em frente apesar de. Fez isso justamente para que as lembranças de amor perfeito continuassem fortes em sua memória, e para que ela não estragasse todo o amor maduro que os une, com uma atitude precipitada.

Parafraseando a personagem Bianca da novela Salve Jorge, quando “desistiu” de continuar lutando por Zyah, “…foi melhor ter sumido para ficarmos apenas com a lembrança do que foi bom. Ele sempre vai se lembrar de mim e eu dele, mesmo que não fiquemos juntos“.

É assim que essa história termina…ou está apenas começando…

Independente do rumo que tomar, o importante é sempre seguir adiante, sem pensar no que poderia ser diferente, afinal, as coisas sempre são do jeito que devem ser e nada acontece por acaso.

Se você ama duas pessoas ao mesmo tempo e tiver que escolher só uma delas, escolha a segunda, pois se realmente amasse a primeira, não teria segunda opção“. (desconheço o autor)

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Um bate papo com Zibia Gasparetto

11 05 2013

2013-05-09 19.27.18A escritora espiritualista e médium, Zibia Gasparetto, esteve na livraria Saraiva do Shopping Center Norte nesta quinta-feira, dia 09 de maio, na capital paulista. Ela discorreu sobre o mundo espiritual e tirou algumas dúvidas dos que ali estavam presentes. Falou um pouco sobre seu mais recente livro, “Só o Amor Consegue“, autografou alguns e tirou algumas fotos.

Em um ambiente composto por famílias e adeptos das ideias que fazem parte dos mais de 40 livros psicografados pela Zibia, a conversa começou. Aos 86 anos, a autora de “Laços Eternos” e “Nada é por acaso“, alguns de seus muitos sucessos, possui uma mente serena e um ar de tranquilidade, que pôde ser transmitido para o público presente.

Ela descobriu a mediunidade por volta dos 22 anos de idade, após dois anos de casada com Aldo Luiz Gasparetto, e exatamente quando tinha pouco conhecimento aprofundado sobre a doutrina espírita. Após ter sido surpreendida por um formigamento no corpo certa noite, tendo se levantado falando com voz de homem com sotaque alemão, começou a estudar o Livro dos Espíritos com seu marido, acostumando-se a fazer a leitura do evangelho no lar. Foi dessa forma que Zibia deu início à psicografia. Sentiu uma imensa vontade de escrever e, pelos conhecimentos que o marido já tinha, colocou lápis e papel em sua frente e, em cinco anos, ela escreveu seu primeiro livro “O Amor Venceu“. Ela só descobriu a autoria no final da história, quando o espírito amigo assinou Lucius. Desde então, ele a inspira em todos os romances que escreve. Atualmente, Zibia escreve três livros por semana.

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Começou a palestra dizendo: “Nosso desafio é nos sentirmos bem conosco mesmos, equilibrando nossas energias, apesar do que possa nos atrapalhar diariamente. Nós nos deixamos influenciar o tempo todo pelos pensamentos dos espíritos vivos e desencarnados, por isso é importante encontrarmos nosso equilíbrio mental, para que possamos atrair o que é bom”. E ela continua: “Quando nos indignamos com qualquer coisa ou alguém, acabamos entrando em contato com a energia daquilo, e nos deixamos influenciar. Existem muitas coisas que nos indignam hoje em dia. A política é uma delas. Não há nada de mal nisso. Só temos que cuidar de nossas vibrações”.

Questionada sobre a mediunidade, ela afirma: “As pessoas não devem se preocupar quando começam a despertar para a mediunidade, se o que estão escrevendo ou transmitindo é seu ou de algum espírito. Essa é uma dúvida muito frequente. O que importa é o conteúdo da mensagem. Se for bom, você passa adiante; se não, apenas esqueça, ignore. Sabemos que estamos com espíritos bons não somente pelo conteúdo da mensagem transmitida, como também pela sensação. Se o conteúdo e a sensação forem bons, certamente o espírito que nos acompanha também é”.

E ela continua: “No começo, eu era incomodada por espíritos perturbadores a qualquer hora do dia; depois, fui orientada a marcar hora para psicografar. Fui estudando, e só assim me alinhei com espíritos bons”.

“As pessoas têm medo do que desconhecem, e a ignorância faz com que interpretem fatos espirituais de forma  equivocada”, finaliza.

Alguém perguntou sobre como funcionam os sonhos, e ela respondeu: “Existem sonhos relacionados a vivências espirituais, sonhos espíritas e sonhos psicológicos. Há inúmeras vertentes sobre essa questão. Os psicólogos ligados à vida espiritual, que entendem sobre o assunto, têm muito material e bagagem para trabalhar com seus pacientes. Nos desligamos do corpo, enquanto dormimos, e é nesse momento que nos ligamos ao mundo espiritual. Ficamos sujeitos até mesmo a espíritos perversos, que nos golpeam, nos batem durante a noite. É por isso que acordamos com dores no corpo, muitas vezes”, brincou ela, provocando risadas no auditório.

Ela explicou para quem quis saber o que a levou a escrever seu último romance “Só o Amor Consegue”, dizendo que foi a essência do amor incondicional, conforme consta na sinopse deste recente trabalho.

Em seguida, alguém perguntou como funciona o processo de comunicação com o Lucius, e ela respondeu: “Eu nunca sei o que o Lucius vai me contar. Quando ele falou na minha cabeça sobre o livro Onde está Teresa?, que é um romance policial, já no meio da trama, fiquei indagando como ele iria desenrolar aquela história. No dia seguinte, ele me chamou no meio da madrugada e me disse ‘não queira se meter na minha história, tentando adivinhar a sequência‘” – os presentes riram. “Já aconteceu, muitas vezes, de eu me sentir muito bem com a descrição de Lucius sobre um determinado lugar, como se eu já tivesse estado ali. E muitos leitores que me encontram, sempre com muito carinho, me descrevem a mesma sensação sobre o lugar da história dele”, finaliza.

Como o  Dia das Mães está chegando e, por ser ela, mãe de 4 filhos, alguém perguntou: “Qual o papel das mães?”

Ela respondeu: “O papel das mães é o de passar valores profundos aos filhos”.

zibiaEm seguida, todos foram orientados a formarem fila a fim de tirarem foto e receberem autógrafo da autora. Fui uma das primeiras e, quando chegou a minha vez, aproveitei para questioná-la sobre a tal Escola da Vida, que a personagem principal de seu último livro (que eu já li)  tinha criado. Quis saber se realmente existia, pois me interessei muito pelas ideias dessa escola, que, no livro, tinha o objetivo de divulgar os valores ligados à eternidade da vida e toda a essência que envolve essa filosofia. Ao que ela me respondeu: “Essa escola não existe, mas é tida como uma escola ideal pelo plano espiritual”.

Aproveitei a oportunidade para fazer outra pergunta: “Todas as histórias que Lucius conta são reais?”. Mas, para essa pergunta, não obtive respostas. Ela terminou de autografar o livro que levei, em silêncio; tiramos a foto, e dei lugar para outra pessoa. Como não obtive resposta, gravei essa pergunta para o programa semanal dela…

No caminho de casa, pensando nesse vácuo no qual ela me deixou, cheguei a uma conclusão: seus livros são romances escritos por um espírito de vasto conhecimento, que a acompanha por muitas vidas. Segundo Chico Xavier afirmou certa vez, Lucius é amigo de Zibia há muitos anos, desde o tempo em que viviam no Egito. Ainda segundo Chico, eles têm muita afinidade. Penso que Zibia é muito abençoada e merece todo o carinho que diz receber dos inúmeros fãs que cruzam seu caminho, os quais dão méritos a ela, quando na verdade deveriam agradecer ao seu amigo espiritual. No entanto, penso que o poder que as mensagens que ela transmite só tem essa força capaz de envolver muitas almas, por causa da qualidade de seu espírito, tão evoluído quanto o de Lucius, o qual está, de alguma forma, ligado ao dele. Por isso, ela é tão merecedora de todo esse carinho quanto ele.

E, minha resposta está nas entrelinhas… “…é uma escola ideal…”. Os romances dela transmitem a mensagem que cabe a cada coração que lê.

Zibia Gasparetto possui um programa de TV semanal na Web: www.almaeconscienciatv.com.br e ainda realiza trabalhos diversos em sua editora Vida e Consciência, que fica na Rua Agostinho Gomes, 2312, Ipiranga – São Paulo/SP.

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Bombardeio de emoções

23 04 2013

sigacoracaoDevemos aprender a nos calar, ou se falamos demais; devemos, pelo menos, ter a maturidade de separar o que podemos absorver de opinião e o que temos que descartar.

A tendência, quando estamos aflitos, preocupados ou cheios de dúvidas e/ou incertezas, é de nos abrirmos para o “mundo” a fim de encontrarmos uma resposta que nos agrade. Nunca para nos deixar piores, mesmo que digamos querer encontrar verdades. Acontece que nunca são elas que nos satisfazem.

A questão é que devemos desabafar sobre um assunto apenas uma vez, com alguém de confiança. Caso contrário, estaremos sujeitos a receber um bombardeio de opiniões, muitas vezes, maldosas, capazes de nos tirar do nosso eixo e nos fazer cometer erros pelas influências que exercem sobre nós.

Mas, se necessitamos ser  ouvidos, é necessário que nos preparemos emocionalmente para a participação, muitas vezes, colaborativa do outro. Afinal, um bom ouvinte, deve também saber opinar.

Maturidade para enfrentar e selecionar ideias é a solução para a proteção contra energias negativas ou influências emocionais desnecessárias. Com ela, no fim, saberemos sentir a verdade, muito mais do que definí-la. Afinal, a verdade está em nosso coração, que está exatamente onde nos faz bem. Por isso, seguir o coração sempre foi o melhor conselho.

Se só quem está dentro da situação pode “entender”, é preciso tomar cuidado com o bombardeio de emoções, pelo qual não precisamos passar, mesmo que, de vez em quando, seja importante termos uma visão de fora (imparcial) de tudo o que nos rodeia. Mas, guardar segredos, também faz parte da felicidade.

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Almas Afins

22 04 2013

almasafinsO amor é transcendente e cresce a medida em que é alimentado ou valorizado. Para quem acredita, existem almas afins, que se encontram uma vez e, inconscientemente, permanecem ligadas por laços profundos de amor.

Algo muito forte acontece toda vez que se encontram e até quando pensam uma na outra. Suspeito até que haja transmissão de pensamentos. Nem sempre elas ficam juntas, porque a Vida se dispõe a nos mover sempre para processos de escolhas, ou livre arbítrio. Quando isso acontece, é porque um pode não estar tão pronto para continuar o processo junto com o ser amado. Precisa viver outras coisas a fim de não “atrapalhar” o crescimento evolutivo e pessoal do outro.

Essas almas não sentem medo do fim, porque ele não existe. A certeza do amor é tão grande, que quando o olhar se cruza, a emoção é notável (até mesmo nas lembranças). A segurança existe porque a certeza da eternidade é o que os une. A única necessidade que carregam é a de se manterem juntos, mesmo distantes. As “coincidências” que os rodeiam são tão intensas, que já não se surpreendem mais, justamente pela compreensão que possuem de todas as suas afinidades.almasafins2

Eles se respeitam. Aceitam as escolhas um do outro, porque acreditam na sinceridade de seus sentimentos. São autênticos. Não existem máscaras que se sustentem quando estão juntos. Não há ciúmes, não há medos, não há loucuras, só amor.

Eles se entregam e se amam a cada encontro, a cada vontade, a cada saudade. E, mesmo que não estejam juntos fisicamente, estão unidos pela eternidade.

Alguns chamam de Almas Gêmeas. Eu acredito que sejam Almas Afins, que viveram muitas vidas juntas em uma construção rodeada de amor, cumplicidade e amizade, que carregam dentro de si mesmos, como uma espécie de instinto que aflora toda vez que estão juntos.

Eles têm a certeza de que significam tudo um para o outro, que não estão “juntos” por acaso, e que não há razão capaz de explicar a lógica desse amor. Sabem e sentem que se amam. Não dependem um do outro, mas se pertencem por toda vida.

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Você não precisa entender, apenas aceitar!

21 04 2013

aceitarTudo o que deve importar em nossas vidas é o que temos e faz parte do nosso dia a dia. Tentar encontrar explicações para tudo o que nos acontece pode ser um tanto doloroso e incoerente, porque nossa tendência sempre será analisar tudo segundo nosso ponto de vista. As pessoas possuem os motivos mais complexos e variados para tomar decisões inesperadas e diversas. Usar de “matemática” para compreender uma situação, pode não ser o mais sensato, e é exatamente quado o sofrimento acontece.

Nos torturamos demais com os porquês e nos esquecemos que as pessoas nos dão somente aquilo que podem dar. Sem percebermos, por olharmos demais para as nossas próprias razões, acabamos nos esquecendo da importância de se viver. Racionalizar sentimentos e situações pode ser tão penoso quanto criar expectativas demais com coisas e pessoas. Tudo o que se nos apresenta é o  que é, e o que devemos enfrentar com toda nossa bagagem de experiências e inteligência.

A cobrança de iniciativas que dizem respeito ao que queremos porque percorreu as áreas mais escuras de nossa mente, pode significar o mesmo que desrespeitar o tempo do outro. Pensar na ideia de que as coisas são como são porque é assim que deve ser, e nada é por acaso, é mais do que acreditar em “destino”; é aceitar nossas condições para evitar sofrimentos, e seguir adiante sempre que o que queremos, por algum motivo que desconhecemos, estaciona.

Seguir em frente é deixar as coisas acontecerem quando não podemos fazer nada, quando não podemos “tomar partido”. O que sentimos em relação a essas decisões ideais, dependerá de nossa maturidade.

Esperar o incerto e viver de ilusões é o mesmo que assassinar o nosso Eu, nos anulando para o que nos é possível viver hoje e agora. Colocar responsabilidades sentimentais nos ombros de alguém pode nos trazer a mesma sensação de jogar “poeira no ventilador”: ela vai voltar para sujar ainda mais a nossa casa. A responsabilidade é sempre nossa, por mais que tenhamos a melhor história do mundo, desejando um desfecho “feliz para sempre”.

Aceitar que nem sempre as coisas acontecem como queremos é se prevenir para o que pode ser doloroso, e viver um momento de cada vez, sem que fantasiemos demais com as incertezas que nos sufocam. A racionalização de situações só deve existir para ser favorável para nós; nunca, para o outro.

Deixar-se surpreender é receber as circunstâncias, respeitar os limites alheios e se amar acima de qualquer coisa, priorizando a valorização pessoal, antecipando, dessa forma, a felicidade.

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Maturidade é a experiência dos erros e acertos vistos de uma forma prática

17 04 2013

serenidadeAs pessoas se enganam ao julgar a Vida da mesma forma como Ela as tratou. Na verdade, aquilo que vivemos e sofremos, é apenas um modelo de como não agir novamente no futuro, o que não significa dizer, que todas as pessoas são iguais, ou que nunca mais cometeremos ousadias devido às defesas que criamos para nos proteger.

As defesas são importantes até certo ponto, mas se existirem em excesso, podem nos impedir de encontrar maravilhas pelo caminho. A verdade é que a Vida se apresenta mais serena quando o tempo passa e nos enxergamos mais maduros. As confusões já não são tão grandes em nossa mente, e passamos a resolver tudo com a praticidade de uma pessoa racional. Não que sejamos 100% assim, mas é porque a vida é curta para desperdiçarmos com tolices.

A maturidade nos faz entender as diferenças, respeitar nossos próprios sentimentos, e compreender a necessidade que as pessoas têm de se expressar. Passamos a ser mais sensíveis, porém exigentes e, dessa forma, convivemos bem conosco, sem a necessidade de um apoio emocional. Mas, continuamos humanos: com nossas carências e erros.

E não pense que maturidade tem algo a ver com idade! A experiência é o único movimento responsável por nossa evolução.

E, mesmo assim, apesar de tudo, continuamos os mesmos, com apenas uma única diferença: nossos sofrimentos também evoluem e, por isso, definitivamente, não são iguais!

O processo não é tão simples, mas é assim.

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