Chega uma época em que as crianças que nasceram ontem começam a te chamar de velha por conta de alguns comportamentos que você adotou porque se acostumou com eles. A sua vontade é de gritar e dizer: “Não sou velha! Só estou mais sensível e cheia de experiências…”. Aí, você começa a refletir sobre suas próprias palavras.
Pois é, quando as características do seu signo ascendente começam a ficar mais evidentes do que as do solar, e o corpo começa a ficar mais quente, já é motivo para começar a se preocupar: são os sinais da idade…
Chega um tempo que você se perdoa por todos os erros cometidos porque entende que se não fossem por eles, você não seria quem é hoje. Chega um momento da sua vida que você percebe que os antigos tijolos não constróem mais edifícios consistentes, e suas teorias passam a ser também outras. E tudo isso só te dá mais motivação para escrever sua autobiografia.
Chega um momento que você começa a sentir necessidade de ter alguém do seu lado para viver uma vida, e até constituir família (aquela ideia que talvez antes você abominasse). Você se sente só e cansada dessa situação, ao mesmo tempo que ama tudo o que te fez chegar aonde está. Você desacelera e também quer acelerar, mas a ânsia pelo sossego fala sempre mais alto.
Mas, chega um momento que você desiste de continuar pensando da mesma maneira, e decide renovar seu visual. Muda de cabelo, porque “algo em você também mudou”, como diz uma colega.
Você se olha no espelho e não tem mais aquele corpo que causava suspiros, não tem mais aquele cabelo que provocava inveja, e muito menos a disposição de dez anos atrás…
Chega uma hora que você se cansa de entrar em depressão e começa a se jogar na vida de outras vidas, porque entende que a vida social é importante para a saúde mental.
Chega um momento que você passa uma borracha em tudo o que não valeu a pena e afirma que só vai ao encontro do que te faz realmente feliz, e o mais importante: Vai fazer sempre tudo valer a pena!
Chega um momento que você pára de se apegar, mas, ao mesmo tempo, sente a necessidade do apego de outrora. Tudo isso porque a experiência te feriu com suas altas doses de verdade, mas a sensibilidade dentro de você não morreu. Por isso, é mais paciente, e ao mesmo tempo, muito impaciente.
A idade aumenta e você só precisa alimentar a sua essência. Você precisa cada vez mais de tempero para a sua vida, porque a velhice tem mais a ver com a inércia do que com o tempo.
O tempo que chegou, ou o momento que se inicia, é mais um ciclo de sua existência confirmando apenas aquilo que você não quer ver: você continua a mesma criança de antes.
Tem os mesmos desejos, os mesmos antigos sonhos, exatamente a mesma necessidade de ser feliz, com apenas uma única e grande diferença: o peso da responsabilidade que a idade te implica.
Você é um ser humano que não está morto, por isso, vai sempre desejar algo novo, que te edifique, que te complemente, que te faça ir ao encontro da sua própria verdade. Algo que te multiplique, te torne maior do que já é e sempre foi. Tem coisas que só a idade te mostra, e nem por isso é tarde demais.
Chega um momento que você entende tudo isso e, naqueles momentos de desânimo, se pergunta: “E agora?”.
Aí a vida te responde com outra pergunta: “Vai desistir?”…
Hoje, uma situação me incomodou, mas, de repente, uma voz me inspirou a escrever algo e meu coração se confortou, mesmo que durante alguns instantes…
Alguém sussurrou isso em meu ouvido e eu apenas direcionei:
Tranquilize seu coração. Quando alguém escreveu lá atrás que o amor é o sentimento mais poderoso que existe, não mentiu. Quis dizer que é o sentimento que se materializa em transparência nos fazendo trilhar pelos caminhos da verdade.
Dessa forma, o amor verdadeiro (da família – mãe e pai) torna os laços eternos, mesmo que, por ora, tenhamos que nos separar para cumprir “obrigações” impostas pelo status e vaidades de algumas pessoas.
O sofrimento faz parte da prova que temos que refazer na escola da vida. No final, entenderemos com clareza a frase imperativa: “Nada acontece por acaso”.
Sensação de missão cumprida é aquela que temos depois de termos feito nossa parte, ou tudo o que podíamos, sem dor na consciência.
Neste sábado (29/09/2012) fui consultar uma médium. Não vou entrar em detalhes, mas repeti o que havia feito há um ano e quase 9 meses. Ouvi várias previsões. Se são verdades ou não, muito do que escutei dessa mesma pessoa no ano que passou, se concretizou, por isso, fui confiante, porém não com o mesmo entusiasmo.
Compartilho isso, porque nem tudo o que queremos acontece exatamente na proporção que nos agrada, e talvez nem tudo nos é permitido saber em relação ao nosso futuro justamente por não estarmos preparados para enfrentar ou por não termos condições de impedir determinados acontecimentos.
O fato é que a vida é cheia de propósitos, de encontros e desencontros, e também é feita de mudanças…
Se ninguém mudasse, não seríamos melhores que antes; se ninguém mudasse, continuaríamos sofrendo pelos mesmos motivos de outrora; se ninguém mudasse, admitiríamos sempre as mesmas pessoas em nossas vidas; se ninguém mudasse, não ousaríamos viajar, conhecer, estudar; se ninguém mudasse, ficaríamos estagnados e destinados à mesma posição dentro de uma empresa; se ninguém mudasse, não casaríamos, não tínhamos filhos, não nos divorciaríamos; se ninguém mudasse, o mundo seria eternamente o mesmo – sem tecnologia, sem cura, sem carros sofisticados – porque estaríamos destinados a viver eternamente na Idade da Pedra, já que não existiria evolução.
Você pode estar me perguntando “aonde você quer chegar com tudo isso?”. Vou te responder:
Ficar sabendo do futuro pode ser reconfortante porque nos ajuda a desapegar de certas coisas, de certas pessoas, nos levando para caminhos mais tranquilos em direção ao que realmente nos “pertence”. Porém, saber do futuro pode nos causar desesperos desnecessários que, dependendo do autocontrole da pessoa (ou da ausência do mesmo), pode levá-la a se precipitar em determinadas atitudes.
A verdade é que a Vida nos ensina a caminhar com passos lentos. Não adianta apressarmos a chuva. No momento certo, ela vai cair. E, observando a ansiedade dos paulistanos em relação à essa situação nos últimos dias, pude perceber o quanto o ser humano é inconstante – ou uma verdadeira “metamorfose ambulante” – porque ora quer chuva, ora quer calor. Se chove, reza para vir o sol, se faz sol, reza para chover.
A própria natureza sabe os caminhos certos para seguir. Não devemos apressar nada. As coisas sempre voltam para o seu devido lugar, se porventura estejam bagunçadas.
Amores vão e vêm, sonhos podem ser reconstruídos e as tristezas jamais serão eternas. Nenhum amor acaba, apenas se transforma. Ninguém deixa de gostar. Os sentimentos apenas se modificam. E assim a vida caminha rumo à evolução, como nós mesmos, porque nós também fazemos parte dessa Natureza. O ódio é o lado obscuro do amor, e o amor é o espelho de uma alma disposta a se abrir.
A Vida também nos ensina que nem sempre é bom para nós fazermos alguém acreditar em uma verdade, porque nem sempre as pessoas estarão dispostas a acreditar no que temos para dizer, e sim no que elas querem enxergar como verdade. Talvez não seja perda de tempo para nós, afinal, estamos lutando para defender um ponto de vista, porém, o que é um ponto de vista perto de milhões de mentes pensantes – com culturas, religiões e pensamentos divergentes?
Não adianta nos desgastarmos por quem ou por alguma coisa que não está disposta a mudar. A mudança acontece para todos, mas ela desponta a partir da vontade. Se não há vontade, a mudança só vai demorar um pouco mais para acontecer. E é aí que nos cabe a paciência, não somente em relação ao outro, como em relação a nós mesmos. Afinal, nós também mudamos, e da mesma forma, nossos sentimentos se modificam. E por isso, um dia acharemos graça do que hoje dói, ou vamos olhar para trás com um certo alívio.
O amadurecimento chega para todos, e ele nos ensina que nos desgastar para provar para alguém o quanto estamos certos ou o quanto estão errados por nos julgarem da forma como não somos, não vale a pena. Cada pessoa é diferente e tem um ponto de vista. Só acredita em nós aquele que realmente nos conhece. Os que não acreditam, a Vida nos explica que eles não precisam mais de nós ou simplesmente são incompatíveis em alguns aspectos. Tudo o que vai volta, e o que não volta é porque simplesmente “não era para ser”, como dizem.
Independente do motivo, que pode ser até mesmo o orgulho, temos que deixar ir, temos que nos distanciar de tudo aquilo que estranhamente nos fez bem um dia, mas que hoje nos faz mal. Nada é por acaso. Tudo faz parte de um processo de aprendizado. Só temos que ter coragem para aceitar e, dessa forma, trilharmos novos caminhos que sejam capazes de nos reconstruir.
Tudo o que não podemos mudar e que porventura esteja mal resolvido, a Vida se encarrega de ajeitar e iluminar a escuridão dos corredores sombrios…
“…Só quem perdoou na vida sabe o que é amar Porque aprendeu que o amor só é amor Se já provou alguma dor E assim viu grandeza na miséria Descobriu que é no limite Que o amor pode nascer.”
Alguns repudiam nossas atitudes, outros muitos (que devem) nos ameaçam. Outros, concorrentes, insistem em nos bater. Tudo isso porque dizemos a verdade, com provas ou não. A população sempre está ao nosso lado, porque nós estamos do lado dela. Trabalhamos para a sociedade, da mesma forma que os políticos (em sua maioria CORRUPTOS), deveriam fazer.
Cidades pequenas estão mais próximas da “idade da pedra”, ou melhor dizendo, do coronelismo, em que quem detém o poder pode comprar uma vitória, supondo esta ter sido democrática, apenas para forjar inverdades e enganar quem paga impostos, ou seja, NÓS.
Os jornalistas denunciam SIM! Não temos medo de AMEAÇAS! Pagamos pra ver e defendemos os JUSTOS! Sempre….
Me incomoda ter que aceitar uma vitória injusta, principalmente quando é COMPRADA. Fico indignada quando todos “têm que engolir” sem ter coragem para tomar quaisquer iniciativas para provocar uma mudança justa.
Fico indignada quando somos enganados por políticos que roubam, que tiram o dinheiro da população em benefício próprio ao invés de investir em tudo aquilo que a sociedade tem direito, como: ÁGUA, SANEAMENTO BÁSICO, SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO.
E aí, sociedade? Vai cruzar os braços ou tomar uma iniciativa? Vai continuar assinando em baixo da frase antiga “vence quem tem o poder”?
Gostaria de ter um pouco mais de poder, justamente para poder fazer JUSTIÇA. A justiça que a população merece!
Da mesma forma que insistimos em dizer que lugar de bandido é na cadeia, lugar de POLÍTICO CORRUPTO, também no mesmo lugar, porque são bandidos escondidos em pele de cordeiro, só resta a população enchergar isso.
Se as vozes do povo falassem tão alto quanto as vozes dos poucos artistas e profissionais conhecidos que gritam a verdade, certamente teríamos um país melhor.
Hoje fui assistir ao filme “Tropa de Elite 2” e voltei cheia de inspiração para escrever sobre minhas percepções. Claro que não poderia ser diferente!
O filme explorou mais a política brasileira do que a conduta do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) ou sua maneira de combater a criminalidade, como aconteceu no primeiro filme. E eu gostei demais disso, porque se fosse em outros tempos, esse filme teria sido proibido pela censura e o autor poderia até ter sido morto, se antes não fosse exilado do Brasil.
No entanto, existem outras formas de censura no país, que passam pelos nossos olhos sem que tenhamos a perspicácia para notar ou meios de saber. Um exemplo são os políticos que estão no poder e que, detalhe, foram eleitos por nós, e esbanjam o dinheiro público em benefício próprio fazendo de tudo para que sejam bem vistos diante da mídia e da população, a fim de que se mantenham por mais tempo às custas da ignorância dos brasileiros, ou da maioria dos brasileiros. Porque a verdade é essa: os políticos estão no poder para nos fazer de trouxas; poucos são os que realmente pensam no bem comum.
A censura hoje está na corrupção, ou seja, no suborno que gira em torno da individualidade que se sobrepõe à humanidade, favorecendo o egoísmo que nutre, cada vez mais, os atos de violência.
A censura sempre visa o bem pessoal, próprio do indivíduo ou de um grupo político que está voltado mais para sua ostentação de poder e dinheiro do que para o benefício do bem estar da população. O que acontece de bom é mera politicagem – o que parece bom é para dar a impressão de que o governo está fazendo o que é certo, então ele presta.
‘Se está bom para mim, viver na pobreza e ainda ganhar um “Bolsa Família”, porque mudar?’ E é aí que o governo se sustenta por mais 4, 8, e até 12 anos. Percebeu alguma semelhança ou, como diz no próprio filme, “qualquer semelhança é mera coincidência”?
O filme diz que sua história é ficção com um ar de sarcasmo, mas, na minha opinião, tudo o que acontece nesta dita ‘ficção’ é a mais pura realidade. E essa realidade não é atual. Alguém se lembra do Tim Lopes? Ele foi um jornalista investigativo que foi assassinato por saber de informações importantes. Foi “queima de arquivo”, como dizem. Ele trabalhava numa reportagem que visava favorecer os moradores da Penha no Rio de Janeiro.
“De bermuda, com uma velha camisa amarela e sandálias, como um típico carioca do morro, o jornalista Tim Lopes, 51 anos, saiu da sede da TV Globo no dia 2 de junho de 2002 para fazer a sua última grande reportagem investigativa. Levava uma microcâmera escondida dentro da pochete presa à cintura para filmar um baile funk na favela da Vila Cruzeiro, uma das 12 favelas integrantes do morro conhecido como Complexo do Alemão, no bairro da Penha, subúrbio do Rio de Janeiro. Ele havia recebido uma denúncia dos moradores da favela de que nos bailes patrocinados por traficantes acontecia a exploração sexual de jovens e o consumo de drogas. Os moradores pediam ajuda.
Aquela seria a quarta vez que Lopes subiria à favela para realizar esta reportagem. Nas duas primeiras, fez o reconhecimento de área. Na terceira, levou a microcâmera, mas as imagens não foram consideradas boas o suficiente para sustentar a denúncia – ele não tinha imagens do baile. Por isso, voltou ao local. A combinação era que o motorista, contratado pela TV Globo especialmente para o serviço, o pegasse no morro às 20h. No horário previsto, entretanto, Lopes avisou que precisaria de mais tempo para completar o trabalho. Pediu que o buscasse novamente às 22h. O motorista voltou como foi combinado, mas o jornalista não apareceu.
Marcelo Moreira, 32 anos, chefe de reportagem da TV Globo no Rio de Janeiro, conta que, quando o motorista ligou para a redação avisando que o jornalista não havia aparecido, foi recomendado que ele esperasse por Lopes até a meia-noite. “A questão do horário é rígida, mas ele foi num baile funk, não tinha horário para acabar, e fomos levados a crer que o baile tinha se estendido por causa do jogo do Brasil (durante a Copa Mundial de Futebol)”, explica Ali Kamel, 40 anos, diretor-executivo de Jornalismo da TV Globo.
Moreira chegou mais cedo na redação, por volta das 4h, devido ao jogo, que começaria às 6h. “Quando desconfiamos que algo de errado havia acontecido, ligamos para todo mundo”, disse Moreira.
O que se seguiu foi o início da busca de Lopes que culminou, uma semana depois, com o anúncio de sua morte e a troca de farpas entre autoridades locais e nacionais na tentativa de encontrar os culpados e pela ineficiência do poder público diante do poder estabelecido pelos traficantes de drogas.
A morte de Lopes foi confirmada depois da prisão de Fernando Sátiro da Silva, o Frei, e Reinaldo Amaral de Jesus, o Cabê, dois integrantes da quadrilha do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, um dos líderes do grupo criminoso Comando Vermelho, que detém o poder no Complexo do Alemão. Os depoimentos dos presos indicam que o jornalista pode ter sido identificado pelos traficantes como sendo o autor da reportagem “Feira de Drogas” veiculada pela TV Globo em agosto de 2001. Na reportagem, Lopes filmou, com uma microcâmera escondida, a venda de drogas nas ruas do morro do Alemão. Depois que sua reportagem foi ar, foram presos traficantes e o negócio foi interrompido por um tempo, causando prejuízos aos narcotraficantes.
Segundo os depoimentos colhidos pela polícia, os traficantes teriam levado o jornalista da favela Vila Cruzeiro para a favela da Grota, onde estava Elias Maluco. Ali teriam feito um “julgamento” para decidir se o matariam. Ele foi barbaramente espancado e torturado. Seu corpo foi esquartejado e queimado em pneus numa gruta, método conhecido como “microondas” e muito usado por traficantes para matar policiais ou informantes e eliminar rastros que podem servir de provas contra seus assassinos.
A prisão de Elias Maluco, que passou a ser chamado de “bandido mais perigoso do Rio de Janeiro”, e dos demais assassinos do jornalista foi definida como uma “questão de honra” por representantes do governo do Rio do Janeiro. Durante uma semana, a polícia realizou incursões diárias no morro, em busca do corpo do jornalista e dos culpados, ou de testemunhas que possam levar aos assassinos. Até o dia 17 de junho de 2002, foram identificados nove integrantes da quadrilha de Elias Maluco que teriam participado do assassinato de Lopes. Dois estão presos.
Ângelo Ferreira da Silva, preso em 13 de junho, confessou que estava no carro Palio que teria transportado Lopes da Vila Cruzeiro para a favela da Grota, onde estava Elias Maluco. Segundo Silva, Lopes estava amarrado e ferido à bala na perna quando foi colocado no carro. Ele relatou as cenas de tortura pelas quais passou o jornalista, mas disse que não estava presente quando Lopes morreu. Revelou também os nomes de outros dois envolvidos no assassinato.
Elizeu Felício de Souza, o Zeu, preso em 14 de junho e apontado como um dos seguranças de Elias Maluco que teria assistido à execução de Lopes, confessou que comprou gasolina e diesel em um posto de gasolina perto da entrada da favela Nova Brasília, que integra o Complexo do Alemão. Zeu disse ter entendido que um inimigo da quadrilha teria o corpo queimado, mas não confirmou se era o de Lopes”.
Clique aqui para assistir ao depoimento de William Bonner no Jornal Nacional sobre o fato em 2002
O filme Tropa de Elite 2 não foge muito dessa realidade. Em torno da política também existem os que buscam por justiça, como os jornalistas, por exemplo. Lógico que eu não poderia deixar de comentar este fato.
Devo dizer que a jornalista do filme não foi feliz em suas atitudes. Um profissional deveria usar de cautela em situações como aquela. E, mesmo assim, correria riscos. Aliás, vale lembrar, que o jornalista investigativo corre riscos o tempo inteiro.
Os dois casos, do Tim Lopes e o do filme, foram casos de queima de arquivo. A justiça, mais uma vez, perdendo para a corrupção. E o pior de tudo é que este fato não ocorre só no Brasil, mas no mundo inteiro. De forma menos intensa ou não, sempre estaremos envolvidos ou próximos da corrupção. O ser humano, infelizmente, ainda tem muito para evoluir.
Mas, devemos fazer nossa parte sempre que possível, no que estiver ao nosso alcance. E todos nós podemos. Sabe como? Na hora em que tivermos que decidir o futuro do nosso país nas urnas, por exemplo.
Dificilmente existirá perfeição de ações políticas, principalmente em um universo repleto de facilidades e glamour como este. É preciso de firmeza de conduta e moral familiar sólida para não se deixar levar pela esperteza corrupta. Sempre vai existir também a “trambicagem” por debaixo dos panos e jamais saberemos o que realmente está acontecendo com a economia e política brasileiras. Mas, ter esperança faz parte da vida e fazermos a nossa parte também. Pelo menos, hoje, temos a opção de escolher e nada nos é imposto e, isso, nós não podemos deixar que tirem de nós. Vamos fazer a nossa parte e lutarmos pela consciência do povo brasileiro. Se for preciso, que façamos como aconteceu com o Collor: promovermos um impeachment, sem medo nem piedade.
O problema do brasileiro hoje, é que ele tem medo da mudança!
A corrupção começa sempre pelo povo. Dizem que “o povo tem o governo que merece”. Vai ver todos nós somos corruptos e não sabemos…
A política, como a corrupção, está em tudo: na polícia, na direção de uma empresa, de uma escola. E o que elas têm em comum? O benefício próprio! Enquanto a sociedade não evoluir psíquica e emocionalmente, não será possível haver mudança.
A violência só existe por falta de investimento na Educação, seja financeiramente ou em se tratando da forma de ensino; e também pela falta de investimento em Segurança. Tanto os professores quanto os policiais ganham muito mal no país – e daí surge a corrupção, aliada a bases familiares fracas, ou seja, a moral não está fortalecida.
Não pude me conter diante desta data tão significativa para mim e para todos os meus colegas jornalistas. Data esta que, com prazer, posso comemorar pela primeira vez e dizer: Sou jornalista por formação! E, por isto, resolvi acrescentar um post muito especial.
Não quero ser nada poética, mas fui lembrada desta data quase esquecida, por uma colega de profissão que veio me falar no msn: “Parabéns, colega jornalista!”. Só me toquei depois de alguns minutos, mas pensei: Jornalistas, cadê vocês? Como se esquecer de uma data tão significativa para nós?!
Quem são os jornalistas de hoje ou de sempre? Foram os alunos do colegial de ontem que sonharam em mudar o mundo; são profissionais dispostos a transformar realidades, educar e criar memória; são profissionais sempre atentos com as irregularidades sociais e injustiças, sempre buscando mobilizar as atenções para que a justiça seja feita, já que não podem fazer ‘a justiça com as próprias mãos’, como ninguém pode. O jornalista é um ser humano desinibido, capaz de falar atrocidades quando lhe é permitido, porém, devido à prisão das linhas editoriais, sua única fuga acaba sendo o blog jornalístico que cresce de forma significativa na atualidade.
Convém lembrar que jornalismo e justiça caminham juntos, mas nem todos são fieis ao juramento que fizeram ao se formarem na graduação. Vale a pena recordar:
“Juro:
exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação;
Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação;
Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais, através da crítica e análise da sociedade, visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros”.
Mas, será que nós, jornalistas, cumprimos com o que prometemos? A verdade é que a imparcialidade já sabemos que é uma ilusão, considerando que somos indivíduos e humanos, ou seja, cheios de opiniões e ideias pré-definidas.
Apesar de tudo isso, algo que jamais devemos esquecer é do nosso compromisso com a sociedade em primeiro lugar, pois é ele que garante a nossa essência jornalística. É com isso que devemos estar, realmente, comprometidos!