Melhor faculdade ou melhor aluno???


Estou terminando o 4º ano de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e sou realista: não estudei em uma das “melhores” faculdades do país e também não estou nem aí para isso. Isso não me preocupa!

O que me preocupa são as ‘empresas’ que pensam pequeno e julgam uma determinada faculdade por uma minoria formada na mesma instituição e que cometeu erros talvez absurdos. Todos os outros alunos saem lesados por conta dessa minoria.

O que eu penso a respeito disso?

Sigo a mesma e antiga linha de pensamento que afirma que quem faz a faculdade é o aluno!

Sei do dever que nós, recém-formados, temos que é o de buscarmos horizontes novos e fugirmos da mesmice. Porém, por mais que busquemos oportunidades fora do interior, por exemplo, (isso deixando de lado os que tiveram possibilidades ‘melhores’) nunca será a mesma coisa, se o preconceito prevalecer.

O que vale, realmente, é a dedicação do profissional que sai de uma faculdade que não é tão requisitada quanto às demais. Vale a determinação, força de vontade e a capacidade que o profissional tem de se comunicar, buscando sempre o aperfeiçoamento.

Ao escrever este texto, não estou menosprezando minha faculdade, mas criticando “algumas” empresas da região, não só do Vale do Paraíba, como as de diversos Estados brasileiros, que insistem em dizer que a faculdade é algo que determina o potencial de um profissional. Eu não vou dar nome aos bois porque, além de eu ser ética até demais, isso não é preciso. Chega também de humilhações. O que eu quero deixar claro é que os profissionais do interior, seja lá de qual for a faculdade, são tão bons quanto os profissionais das grandes capitais do país. Um exemplo disso é claro nos grandes congressos de Comunicação, como o Intercom, por exemplo. Quem teve a oportunidade de ir, sabe muito bem que as discussões nesses ambientes acadêmicos são sempre “de igual para igual”, sem preconceito quanto à faculdade, porque todos ali são capazes de se relacionar abertamente porque entendem muito bem tudo o que diz respeito à Comunicação.

A questão é também sermos humildes porque nunca estamos 100% prontos, nem mesmo com pós-graduação, mestrado ou doutorado. E devemos ser humildes, principalmente, quando uma pessoa mais nova se mostrar mais conhecedora de determinado assunto do que nós ou vice-versa. Isso vale para tudo na vida, inclusive quando se trata de faculdade.

Espero que “as empresas” que se consideram grandes, ou que estejam realmente crescendo, repensem essas ideias e avaliem suas ações, pois acredito que, agindo assim de forma tão preconceituosa, estão perdendo grandes profissionais.

Em se tratando da faculdade onde estou terminando meus estudos, a FATEA (Faculdades Integradas Teresa D’Ávila), que fica em Lorena/SP,  não faltam excelentes exemplos de garra e determinação, talvez conhecidos na região ou não, mas que alcançaram o sucesso não somente porque a eles foram dadas oportunidades, mas porque buscaram o “seu lugar ao sol”, são eles: Douglas Camargo (TV Record do Espírito Santo), Bruno Pellegrine (TV Vanguarda – afiliada da Globo no Vale do Paraíba), Rogério Jefferson (TV Globo do Rio de Janeiro), Felipe Augusto (TV Globo de Presidente Prudente), entre tantos outros. Posso dizer que esses souberam fazer a diferença e houve quem reconhecesse o trabalho deles. Por que isso está mudando agora? Por conta do erro de uma minoria?

 Isso tem que mudar!

P.S.: Deixo claro, aqui, que essa crítica não é para todas as empresas, mas para as que de algumas forma “barraram” a entrada de profissionais de determinada faculdade por conta desse ‘preconceito’.

Graças a Deus que não são todas as empresas que tomam esse tipo de atitude!

Contatos:

(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263

 

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3 comentários sobre “Melhor faculdade ou melhor aluno???

  1. Michelly minha flor:
    Você não precisa se preocupar com isto. Você é inteligente, capaz, lúcida, centrada, responsável, exemplar, etc. Com ou sem graduação, seu nível se sobressai. Logo vai estar na Globo, pois eles não são tão idiotas de perder a oportunidade de ter em seu casting alguém com suas qualidades. Relaxe e dê tempo ao tempo. Se o mundo está contra nós, para que pressa? Se está a nosso favor, para que pressa? Você é jovem,não sofra por antecipação. Seu lugar já está garantido, só você não vê.
    Um abraço daquela que torce muito por você.
    Meire Moreira

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    1. A minha crítica, Meire, é bem específica e você deve saber de qual emissora se trata. Mas, em off te conto, caso ainda não saiba.
      Porém, não me preocupo em não me escolherem, pois as opiniões são bastante diversificadas nesse meio. Eu acredito em meu potencial. Só penso que as empresas que agem dessa forma, deveriam rever seus conceitos, e minha crítica é pra elas.

      Bjos

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  2. Michelly, eu concordo plenamente com você. É claro que em faculdades consideradas piores haverá um número maior de pessoas com baixa qualificação educacional porque se conclui que são extamente as pessoas que não tiveram uma educação de base eficiente que ingressam em faculdades que são mais fáceis de entrar. No entanto, em qualquer faculdade haverá alunos ruins, medianos e aqueles que são excelentes. Já discuti a questão da qualidade de ensino com amigos e posso dizer que mesmo as faculdades consideradas “boas” não escapam de alguns professores inaptos e matérias mal ensinadas. No fundo, ninguém de nenhum curso e nehuma faculdade no Brasil sai da mesma preparada 100% para o mercado de trabalho e sempre estaremos despreparados em relação á algo novo. Aqui em São também há esse preconceito, muitas empresas na hora de anunciar a vaga já deixam clara sua preferência por determinadas faculaddes e nem sequer dão chances para candidatos de outras mostrarem sua vontade. Sei que é uma forma de filtrar diante da pouca oferta de trabalho e da enorme demanda, mas esse processo faz com que a exclusão se perpetue porque se as empresas não dão oportunidade para aqueles de faculdades piores ( que muitas vezes estão melhor do que de outras faculdades) , eles não conseguem ingressar no mercado de trabalho e conseguir posições mais interessantes e até fazer especializações em faculdades melhores. Creio que isso tem que acabar, as empresas precisam encontrar um jeito melhor de fazer a seleção de candidatos levando em consideração não somente formação, mas suas habilidades e esforço, o que pra mim é o principal diante da falta de experiência de todos recém-formados.

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