Buscar a Sabedoria


Tentarei ser breve em minhas palavras. Durante a semana fiquei pensando sobre o julgamento do ‘Caso Isabella’. Muitos falaram de justiça e injustiça, questionaram a atitude dos réus os colocando no centro de uma roda em que todos apontavam os dedos, ignorando suas próprias falhas. Não estou aqui para dizer o que é certo ou errado, mas pare e analise: apontamos um dedo, mas os outros quatro dedos estão apontados para nós. E nós? Quem somos? Será que muitas vezes em nossas vidas nós não agimos de maneira equivocada? De maneira alguma que questiono o resultado. Mas, o que questiono é o rótulo que colocaram na ‘testa’ dos dois: “Culpados”. Atiraram pedras, fizeram festa, soltaram fogos…isso não nos faz lembrar de uma passagem da Bíblia, em que Maria Madalena foi apedrejada e depois, por fim, Jesus disse a todos: “Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra”?. Pois então, se a justiça foi feita? Com certeza! Mas, por que agredi-los ainda mais? Eles já pagarão por suas atitudes, mas também merecem o nosso perdão, pelo menos, de quem se acredita cristão. Vamos nos desarmar e tentar olhar por novos ângulos.
Eu torci junto com a população; torci para que a justiça fosse feita e para que os culpados fossem condenados, mas e agora? Vamos continuar o julgamento? Vamos continuar jogando pedras? A justiça ‘humana’ já foi feita, com suas falhas, mas foi; agora a vida tratará de ensinar a todos…a todos nós a nossa verdadeira lição. Sou jornalista e eu, como profissional, tenho meus pontos de vista; mas, como ser humano, preciso apontar esses equívocos que a sociedade, muitas vezes egoísta, ou melhor, que é composta por famílias com pais e mães que sofreram acompanhando este caso, cometeu. Muitas vezes, tomamos atitudes histéricas, errôneas, porque estamos em um momento de fúria – querendo defender o que é nosso – e acabamos passando por cima de tudo e de todos, sem percebermos. Por isso, é importante nos acalmarmos sempre diante de uma situação que nos causa desconforto e nos deixa apavorados ou nervosos. Essa é a sabedoria da vida! Silenciar e deixar o silêncio nos conduzir para uma atitude sábia e inteligente. Eu, como mãe que ainda não sou, agiria como Ana Carolina Oliveira e iria até o fim, buscando a justiça, mas em momento algum, deixaria a agressão tomar conta de mim. Não vou culpar a população por sua atitude, no entanto, a euforia foi extravasada no momento do veredicto…e devemos pensar sobre essas atitudes que fervem em momentos específicos de nossas vidas. Vamos buscar a sabedoria? Que tal? Todos nós cometemos erros, muitas vezes, absurdos e que não são notados por muita gente, mas, por mais absurdo que tenha sido, quem somos nós para julgar?
Tenho certeza de que Isabella está observando tudo de algum lugar e comemorando, mas penso que ela tenha princípios impregnados em seu ser e é capaz de perdoar e, por isso, certamente, ela não está comemorando e sim orando pela paz nos corações da humanidade.

***Sim! Há que se comemorar a vitória da justiça, dos peritos e do grande passo que o Brasil deu no quesito investigação. Isso não podemos apagar da história!

Contatos:
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2 comentários sobre “Buscar a Sabedoria

  1. Esse é um caso dentre outros casos de grande apelo emocional junto ao povo, que traz um certo gosto de vingança geral – aplicado numa situação específica – contra a criminalidade hoje em alta. Crimes hediondos sempre comovem a população, porque juntam o horror ao crime à repulsa ao requinte de crueldade. Mas a justiça foi criada para que tudo transcorra de forma a assegurar aos réus a defesa, para que o julgamento não seja sumário. Desta forma, o interessante é vermos que o casal Nardoni, que tinha contra si provas orais e periciais, não esteve submetido a uma condenação sumária, mas esteve sob os procedimentos da justiça. Apesar da possibilidade de defesa, a consciência do casal certamente os punirá por toda a vida e encontrarão punição também na privação de liberdade. Duas lições importantes ficam: uma sociedade mais próxima de valores éticos e morais evita a amplificação do mal; se o mal causa tanta repulsa, o bem causa maior atração. Então que as pessoas procurem fazer um bem tão grande quanto o mal que eles causaram.

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  2. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são pessoas muito doentes, da mente e do espírito. Agora que a sentença foi dada, que seja feita a justiça. E que eles encontrem em Deus, um dia, o perdão por tamanha crueldade.

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