Ninguém deixa de nos amar


Eu te amo pra sempre”. Alguém já te disse isso, aliás, muitas pessoas já te disseram isso algum dia; muitas delas foram retribuídas, outras nem tanto. Mas, todas foram sinceras, apesar de algumas terem te decepcionado quando ousaram dizer: “Não te quero mais”.

A questão é que a palavra “decepção” só existe porque define algo que imaginamos ou uma ilusão que criamos em torno de algo ou alguém, que quando se mostrou de forma verdadeira, nos fez acordar e é aí onde surge a palavra decepção. Por isso, que já fomos, por diversas vezes, orientados por especialistas, seja por meio de livros ou consultas psicológicas, a não criarmos expectativas sobre as pessoas, ou a não projetarmos nela o que gostaríamos que ela fosse para nós, afinal, ninguém pede a ninguém para que gostem dela, por isso, é essencial conhecermos a natureza das pessoas – seu passado, sua personalidade – antes de nos envolvermos com ela da forma que for, para que, com isso, possamos saber exatamente o que ela é e o que ela quer, a fim de que não nos iludamos e, consequentemente, passemos a sofrer por essa ilusão.

O que eu quero dizer é que o fato de as pessoas não nos quererem mais em algum momento de nossas vidas, não significa que elas nunca nos amaram, e digo mais: não significa dizer que elas deixaram de nos amar.

Porque, assim como nenhuma pessoa muda (apenas evolui), acontece a mesma coisa com tudo o que existe no universo. Lavoisier já disse uma vez: “Na vida nada se perde, nada se cria; tudo se transforma”. Por isso, ninguém deixa de nos amar, porque os sentimentos não mudam, apenas se transformam; seja pela evolução da pessoa e pela falta de acompanhamento da outra – e quando um não acompanha a evolução do outro, não há relacionamento que sobreviva – ou seja pelo simples fato de o outro buscar coisas diferentes das que queremos, porque busca a evolução da qual precisa, para algum dia se tornar melhor para elas mesmas (acima de qualquer outra coisa) e depois, até mesmo, para nós. daí, a importância de se “deixar livre quem amamos”, porque se tiver que voltar, voltará; mas, acima de tudo, se ela quer ir embora, é porque precisa ir descobrir novas formas de amar para se tornar melhor e, junto a isso, permitir que sejamos também melhores do que já somos.

A verdade é que o “amor para sempre”, realmente será para sempre e se transformará em um amor mais maduro, amigo, companheiro. Aliás, existem muitas formas de amar e muitos tipos de amor, da mesma forma que podemos amar muitas vezes na vida e não somente uma única pessoa; e só a maturidade acompanhada da evolução nos permitirá absorver tudo isso.  E digo mais: isso não é questão de idade, porque existem muitas pessoas de 20, 30, 40 e até mais, que ainda não aprenderam a arte do desapego, do verdadeiro perdão e aliado a tudo isso, a do esquecimento do que nos bloqueia ou do que nos impede de ser livres. Muitos idosos não sabem o que é realmente envelhecer, e muitos jovens são idosos por não saberem lidar com suas emoções da forma correta.

Mas, isso não é questão de idade. Isso é evolução. E, felizmente, cada um evolui ao seu tempo.

Posso passar horas escrevendo, filosofando, e minhas ideias não serem absorvidas nem por 30% de quem lê. O mesmo vale para os diversos livros que encontramos nas prateleiras, que tratam dos relacionamentos humanos e de como melhorar a auto-estima. Eles só surtirão efeito em quem está preparado para receber as informações contidas; caso contrário, as ideias vão funcionar de forma temporária em suas vidas, sem serem interiorizadas. Isso vale pra tudo: seja para as pessoas que insistem em nos abrir os olhos sem que “queiramos” ver (não é que não queremos, mas é que ainda não somos capazes de olhar com os mesmos olhos da outra pessoa ou apenas analisamos tudo de forma diferente), ou para os tratamentos psicológicos ou livros e textos que nos chegam. Nada vai adiantar, se eu não estou preparado para receber aquilo que me chega.

Enfim, depois desse longo parêntese, quero finalizar com a ideia principal: ninguém que um dia nos amou, vai nos deixar de amar, porque seus sentimentos serão apenas transformados. Eles continuarão nos amando de forma distinta e melhor, devemos apenas estar preparados para receber esse amor da maneira que ele pode nos dar e sermos felizes dessa forma: aceitando essa mudança.

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

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8 comentários sobre “Ninguém deixa de nos amar

    1. Se você não se sente mal por isso, é muito bom. O único problema de ficarmos presos a alguém é que não abrimos espaço para outras pessoas chegarem e fazerem a diferença em nossas vidas. Faz parte da evolução abrirmos mão das pessoas, das coisas. O apego não é algo positivo. Deixar o outro ir vai muito além de simplesmente deixar de pensar. É algo que leva tempo e deve, necessariamente, partir de nós. Devemos estar maduros o suficiente para seguir em frente, porque não existe somente uma possibilidade. Existem muitas possibilidades para nós, basta olhar em volta, para nossos grupos de trabalho, de entretenimento. Acima de tudo, precisamos saber o que procuramos. Aí, fica mais fácil de perceber. Estar aberto é o mesmo que estar disponível e disposto a enxergar o que queremos para nós, e que pode estar diante de nós e não vemos porque não queremos ou não estamos preparados.

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  1. liindo post!
    Amor, é um dos melhores sentimentos que o homem pode sentir, e o qual ele nunca irá entender!
    Deve ser cultivado… ao longo de um relacionamento! ;D
    ameei o post!
    Não sabia que você era Jornalista, gosto muito da Profissão, e penso em fazer faculdade! Se puder entrar em contato para tirar dúvidas, agradeço!
    Obrigada por sua visita em meu blog!
    beijos ;*

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  2. É engraçado como suas publicações, de certa forma, influenciam na minha vida. Hoje pela manhã acordei lembrando de um velho ditado… “amo tudo o que tenho, por isso deixo-as livre; se voltares é por que conquistei, se não voltares, é por que nunca as tive… ” e o parágrafo escrito no seu texto “…daí, a importância de se “deixar livre quem amamos”, porque se tiver que voltar, voltará…” ressalta ainda mais o valor desse “velho ditado”.
    Forte abraço e sucesso!!!

    C Alberto C Sampmäch

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