A Medida Certa


Difícil é encontrar a medida certa das coisas…

…a medida certa do amor, a medida certa do açúcar para adoçar a vida a dois para que ela não seja nem muito doce, nem meio amarga.

Difícil é saber dosar a conquista: se vamos rápido demais assustamos, se caminhamos lentamente, podemos causar a impressão de que estamos desinteressados.

Difícil é saber a dose certa!

A dose certa de sorrisos, de cobranças, de esperanças. É complicado controlar as emoções negativas, quanto mais as positivas. Se eu soubesse a dose certa da esperança, certamente não sofreria decepções futuras; se eu soubesse a dose certa do cuidado, não deixaria o outro sufocado; se eu soubesse a dose certa da compreensão e da permissividade, talvez eu fosse um pouco mais livre de amarras destrutivas.

Como dosar a vida com a certeza? Se fosse fácil, não existiria dor; se fosse fácil, talvez não tivesse tanta graça assim viver.

Acredito que a medida certa da felicidade seja equilibrarmos qualquer dúvida com a certeza vinda de nosso coração, ou seja, tudo aquilo que nos faz ser tranqüilos é a solução para a medida certa. Mas, como encontramos a medida certa no desespero? A resposta é simples: não agindo com precipitação, mas após uma pausa reflexiva que nos conduzirá a atitudes mais sensatas. Pensar mil vezes antes de reagir.

Alguém já disse uma vez que “a medida certa do amor é amar sem medidas”, mas penso que até para isso existe a dose certa. Quando alguém te sufoca demais com seu amor, a tendência é você se afastar; quando alguém te priva demais do mesmo amor, sua tendência também é se afastar. Mas, se, na dose certa da ausência você for capaz de fazer alguém sentir sua falta e depois ter consciência da hora certa para se aproximar, sua presença será sempre algo desejado pelo outro. A explicação para essas múltiplas reações parte da diferença. Somos diferentes e temos que aprender a conviver com isso. Mas, o principal é que a medida certa existe da mesma forma e proporção que o limite de cada um. Nos sentimos incomodados com o outro que nos sufoca, por invasão de espaço. O ser humano, bem como o animal, delimita seu espaço, mesmo que de forma inconsciente. A dose certa parte, então, do nosso bom senso, da nossa calma, da nossa paz interior. E de uma coisa eu tenho certeza: isso funciona, mas não é fácil de ser conquistado. É uma luta constante contra nossas próprias manias, ansiedade e falta de fé. Por não acreditarmos que tudo colabora para o nosso bem, mesmo que não percebamos isso no presente, agimos com precipitação em momentos cruciais de nossas vidas. Somos seres racionais e impacientes. Quanta contradição!

Eu luto constantemente para equilibrar minha razão com a minha emoção, mas sinto dificuldades. Quando ficamos felizes demais, acabamos, algumas vezes, pela empolgação, colocando tudo a perder; e quando estamos tristes, desabamos como que de um precipício. Não é assim?

Por isso, a solidão nos ajuda a crescer. Ficar só nos permite conhecermos a nós mesmos. O poeta já disse uma vez na música de Elis Regina: “eu preciso aprender a ser só”. Todos nós precisamos aprender a ser sós a fim de que possamos nos amar com toda plenitude e, a partir do conhecimento próprio, esbanjar amor para todos ao nosso redor. Sem o amor próprio somos incapazes de amar outra pessoa, seja ela quem for, desde um amigo até um cônjuge. Precisamos aprender a ser sós para nos descobrirmos como pessoas: nossas preferências, gostos, aprendendo sozinhos a fazermos tudo do nosso jeito, da nossa maneira, conhecendo nossos defeitos de perto bem como nossas qualidades, enfim, aprendendo a gostar de nós próprios. Só assim poderemos olhar o outro com uma maior compreensão, admiração, igualdade, respeito e amor.

A medida certa está dentro de cada um de nós. Vamos descobrir essa dose certa no dia a dia, na luta diária, na conquista de nós mesmos, no autoconhecimento.

A dose certa está dentro de você!

O vídeo abaixo ilustra bem todos esses pensamentos que foram expostos acima. Vale a pena conferir:

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

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Um comentário sobre “A Medida Certa

  1. Depois de ler esse texto, e de me lembrar de tantas desventuras, acho que nao devo mesmo é amar ninguem. É complicado, quase impossivel, pra mim que nao sei viver meio termos. Talvez o melhor mesmo é nao amara, e assim nao arriscarei mais uma decepçao, por amar demais, ou de menos…

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