Luto


Quando perdemos alguém…dói o peito de saudade;

Dói porque, por sermos humanos, lidamos com muita dificuldade com as perdas, temos um quê de apego pelas pessoas que amamos. Sofremos quando elas sofrem por empatia, mas ao mesmo tempo pensamos ser donos delas e muitas vezes as sufocamos por não sabermos deixá-las livres.

Acontece o mesmo exatamente quando a pessoa se vai desta dimensão para outra. Perdemos o chão e mal percebemos que é aí que nossa fé é testada. Se acreditamos na eternidade, porque então duvidamos? Duvidamos porque achamos que Deus foi injusto. Poucos são os que conseguem chorar a perda, a saudade e depois se acalmam ao pensar que aquele ser a quem tanto amamos está bem, porque está sendo ajudado, confortado por seres de luz, seres divinos. E mesmo se ele estiver confuso, perdido ou com medo; nossas preces, com certeza o ajudarão a se reerguer.

O problema é que, ao perdermos alguém que nos marcou, começamos a refletir sobre o que vivemos com a pessoa, o que deixamos de fazer por ela e o que omitimos. O mal é a ausência do bem, por isso nos sentimos mal dependendo da dívida que temos com a pessoa. Mas, se levarmos em consideração que a vida não acaba aqui, que existem dimensões eternas no paraíso da vida e que estamos aqui na Terra para orar pelos que se foram e darmos o melhor de nós pelos que estão vivos, perceberemos que não vale a pena se lamentar porque a vida é um eterno perdão. Não estamos aqui juntos por acaso. Tudo está onde deveria estar e somos responsáveis por tudo aquilo que cativamos, já dizia ‘o pequeno príncipe’ de Antoine Saint Exupéry. Por isso, vamos continuar a viver nossa vida depois da partida de algum ente querido, porque só assim ele se tranquilizará onde quer que esteja e nós aqui não nos arrependeremos quando perdermos outra pessoa tão próxima quanto a que se foi porque teremos a certeza de que “não deixamos para amanhã o que poderíamos ter feito hoje”.

Seja quem for que você tenha perdido, tenha a certeza de que esta pessoa está onde deveria estar, amparada e confortada se assim ela merecer, porque não acontece nada nessa vida sem a permissão Dele e sem o nosso devido merecimento. E se essa pessoa querida se foi, tenha a certeza de que cumpriu com tudo o que deveria aqui na Terra.

Por isso tudo, o luto não deve ser eterno, deve durar o tempo de reflexão que o eterno amigo merece, mas não deve ser sofrido e sim rodeado de preces que confortem quem se foi, porque é disso que ele precisa.

Depois do luto, devemos ter em mente que a vida continua para nós e para quem se foi. Quem se foi seguirá seu caminho e nós devemos amar sem medidas, anunciarmos nosso amor, nosso carinho por todos que estão vivos; devemos ser caridosos, honestos, virtuosos e otimistas; alegres e capazes de fazer qualquer um que cruzar nossos caminhos feliz. Tudo isso não só para não nos arrependermos mais tarde, mas para ficarmos tranquilos com a certeza de que fizemos o melhor que pudemos, e que continuamos fazendo na certeza de que a vida sempre nos dá o que a gente é capaz de dar para ela porque “a vida é um eco”.

Paz e bem a todos…e amor fraternal para a humanidade!

P.S.: Depois de voltar de um velório de um ente querido hoje, “sem querer”, tocava em meu carro a música abaixo. E eu tive ainda mais certeza de que NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, ACONTECE POR ACASO!

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

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