Rótulos


“Não me rotule, sou única!”

Imaginar e sonhar com alguém é diferente de conhecer alguém verdadeiramente. Imaginar e sonhar é o mesmo que iludir-se.

E nos iludimos quando criamos rótulos também. E só criamos rótulos porque queremos definir tudo, ter o controle sobre todas as coisas e achamos que conhecemos bem uma determinada pessoa para dizer que ela é assim ou assado. A psicologia explica que tudo o que a gente define está de acordo com o nosso mundo, ou seja, de acordo com o que imaginamos e nunca é a realidade, porque não é exatamente o mundo do outro, mas o nosso.

Usamos de adjetivos para rotular pessoas que, geralmente, são todas diferentes umas das outras, são únicas e inatingíveis para uma tradução lingüística.

A palavra rótulo nos remete às embalagens de produtos de grande nome no mercado. Podemos até arriscar dizer que dar rótulos a alguém significa torná-la especial. Pode até ser, mas na maioria das vezes, ao rotularmos alguém, acabamos colocando a pessoa dentro de uma embalagem porque a definindo, ela é aquilo e mais nada. Na verdade, quando rotulamos, tornamos a pessoa limitada, deixamos de ir além do que ela se mostra, deixamos de nos aprofundar na pessoa, de criar intimidade e até de nos envolver com ela.

Por isso, estou evitando dar rótulos do tipo: Fulano é delicado, simpático, alegre ou Sicrano é despojado e irreverente. Não! E nem vou dizer mais que sou extrovertida, bem humorada e etc. Não! Não vou me rotular porque me rotulando me torno uma pessoa limitada e eu não sou uma pessoa limitada. Eu sou extrovertida sim, mas também sou tímida em alguns momentos. Sou bem humorada, mas tem dias que não estou afim de papo.

Devemos ampliar nossa postura e maneira de encarar a vida e as pessoas. Todos nós podemos ser tudo o que queremos e podemos fazer de tudo se assim desejarmos. Os limites somos nós quem criamos e se dermos rótulos é porque a pessoa já se tornou limitada para nós. Talvez, nem percebamos isso porque já se tornou comum. Mas, perceba que quando estamos conhecendo alguém e queremos mostrar que somos “legais”, acabamos, muitas vezes sem querer, nos rotulando de maneira a assustar o interlocutor. Dizemos “nunca mais vou me envolver com ninguém para não me decepcionar de novo. Hoje sou uma pessoa fechada”. Dizendo isso nos limitamos. E o problema disso é que sempre enxergamos apenas o que está a nossa frente e nos esquecemos que existe um futuro que fala por si só e que é repleto de mudanças que podemos chamar de evolução. Nós todos evoluímos e mudamos de ideia constantemente. Essa é a lei da vida e não existe coisa mais maravilhosa do que essa! E junto a essas mudanças, consequentemente mudamos nossa forma de rotular as pessoas e a nós mesmos, porque também mudamos de percepção ou nossa forma de pensar.

Pense nisso com carinho e não crie rótulos porque ou você vai se decepcionar ou se surpreender. Procure desvendar cada pessoa diariamente. Procure viver o momento sem medo de ser feliz. Procure se envolver e se entregar, porque afinal, a vida é feita de riscos e é preferível se arrepender de ter feito do que de ter deixado de fazer.

Vale lembrar que todos nós sempre temos algo para ser descoberto…até por nós próprios.

Hoje já não penso como há dez anos. Amanhã não sei se terei as mesmas ideias que tenho hoje. Tudo o que eu sei é que sinto prazer em respirar e conhecer pessoas e culturas diferentes. A única coisa que não muda é a nossa essência que é única. Não existe ninguém como eu, assim como não existe ninguém como você. Por isso temos digitais diferentes.
(Michelly Ribeiro).

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

Anúncios

Um comentário sobre “Rótulos

  1. Os estereótipos e preconceitos normalmente usam rótulos, porque são visões estreitas e fechadas de pessoas, idéias, religiões, filosofias e culturas. Rótulos são simplificações do ser humano, porque ninguém é tão comum que não tenha complexidades em sua mente e ninguém é tão brilhante que não tenha áreas a serem exploradas na personalidade. Rotular com certeza é ter uma visão simplista de pessoas que podem nos supreender, que podem mudar e que, mesmo sendo sempre as mesmas, têm qualidades que podemos valorizar. As pessoas que valorizam suas raízes não podem ser rotuladas de conservadoras, porque simplesmente dependem daquilo que aprenderam desde tenra idade. As pessoas que valorizam sempre o novo não podem ser rotuladas de liberais, porque são apegadas à experimentar a realidade, à conhecer a diversidade cultural. Assim nem modernos, nem ultrapassados, nem conservadores nem liberais, nem inteligentes nem burros, nem feios nem bonitos, nem educados nem estúpidos… tudo isso é julgamento moral, é julgar as pessoas. Mas sim seres humanos, que conhecemos aos poucos, pois cada ser é um universo único. São cheios de erros e acertos e são seres que vamos conquistando, porque mesmo as pessoas mais difíceis e autoritárias nós podemos conquistar.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s