Para viver sem defesas…


Quando o nosso coração não suporta mais a dor de amar sem ser correspondido, ele não desiste simplesmente do amor, mas desiste  do amor porque se cansa de tanto lutar por ele com sofrimento, porque percebe também que deve se auto-valorizar acima de qualquer coisa.

Quando a gente gosta de alguém de verdade, nosso coração se fecha para outras pessoas que por ventura ousem se aproximar de nós, com quaisquer segundas intenções. Nosso coração permanece fechado até quando quem gostamos se vai ou quando não nos quer mais.

Alguns demoram mais tempo que outros para se adaptar com a nova vida: sós, desacompanhados, sem ninguém. Outros, depois de apenas alguns dias, já estão com outra pessoa, simplesmente felizes.

Pois é, somos diferentes até nisso. Graças a Deus! Já imaginou se fôssemos todos iguais? Não existiriam conversas interessantes, tão pouco culturas novas a explorar. Tudo seria tão monótono, frio, estranho…

O engraçado é que as pessoas que se decepcionam com alguém se sentem exatamente assim: dentro de um mundo monótono, frio e estranho. E permanecem assim por algum tempo, até se cansarem de sofrer.

E quando se cansam de sofrer é porque o coração se abriu. O coração foi capaz de enxergar novas possibilidades; percebeu no problema, uma solução. E é aí que está a graça da vida: Se reencontrar depois de se perceber perdido!

Quando nos reencontramos, criamos oportunidades para nos apaixonar de novo, mesmo que de forma inconsciente. Passamos a nos amar mais e isso aproxima pessoas especiais de nós, as quais ficarão conosco ou não, se nosso “livre-arbítrio” assim o permitir. Aprendemos que é impossível viver uma vida inteira sozinhos. Amigos e amores fazem parte de nosso crescimento, nossa história, nossa felicidade…

O que acontece, muitas vezes, é que criamos defesas sempre que sofremos uma decepção. Achamos que só porque passamos por determinada situação constrangedora ou angustiante com alguém, passaremos com todas as outras pessoas com as quais formos nos envolvendo. Por isso, de forma inconsciente ou não, vamos nos afastando quando nos percebemos envolvidos, ou criamos mil e uma desculpas para nos dizer desinteressados.

As defesas são positivas até certo ponto: quando nos protegemos do sofrimento de forma consciente, ou seja, quando procuramos olhar a pessoa com olhos maduros sabendo que a pessoa é única… (Vale lembrar que NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM. Cada pessoa é um universo diferente a ser descoberto.) … e, mesmo assim, ficamos atentos a possíveis embaraços e tormentos. Defesas são negativas quando deixamos de nos envolver, de conhecer e de explorar o universo do outro por medo de sofrer, por medo de amar. Isso é covardia! Liberte-se! Você pode estar deixando de viver um grande amor e nem está ciente disso.

Ouse! Arrisque-se! Afinal, a vida é feita de riscos…como já disse alguém: “prefira se arrepender pelo que fez ao invés de se arrepender pelo que deixou de fazer”. Tente e surpreenda-se!

Já dizia a poetisa:

 

“Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu”. (Sarah Westphal)

 

Essas são palavras de quem já viveu um pouquinho de tudo isso. Dizem que o que escrevemos é apenas a exteriorização do que sentimos de forma mais profunda. Eu também já amei demais, sofri por me entregar a quem me merecia e a quem nunca me mereceu. Fiquei um bom tempo dentro da minha caverna, rezando para que um dia eu conseguisse sair dela numa boa. Quando saí, finalmente, pude sentir novamente o gosto da liberdade, o alívio de ser só e feliz, e posso dizer que descobri mais uma vez o que é gostar de alguém. Pude comprovar e sair da teoria que podemos amar quantas vezes forem precisas e várias pessoas de N maneiras diferentes: alguém do sexo oposto, amigos, família. Descobri que o amor chega para quem abre a porta do coração e cria oportunidades para ser feliz. O amor chega e permite a felicidade para quem sabe se valorizar. O amor chega para quem consegue se desvincular, mesmo que aos poucos, das defesas que possui, já que defesas são naturais de acontecer em cada término de relacionamento ou em cada decepção pela qual passamos. Descobri a importância de se entregar a tudo: ao amor, aos amigos, ao momento. Porque só assim, somos mais felizes.

Não existe nada melhor do que viver sem defesas porque sofrer faz parte do crescimento e com o tempo percebemos que o sofrimento é uma opção para quem vive com os pés no chão. Percebemos também que hoje não sofremos da mesma forma que sofríamos antes. Novos sofrimentos ocupam nossas mentes, e eles vão sendo superáveis a medida em que amadurecemos e descobrimos novos tipos de sofrimentos ou preocupações.

Então, hoje posso ver claramente a insignificância das defesas diante de  tamanhas descobertas que ainda me esperam pela vida. Viva sem defesas e aproveite mais!

Ouça esse texto, clicando aqui.

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

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