Responsabilidade e exemplo


Discursos políticos, apresentação de conteúdos jornalísticos, declarações públicas, tudo isso são ações que exigem grande responsabilidade por parte do emissor.

O jornalista, por exemplo, uma profissão da qual tenho propriedade para falar, sabe muito bem quão importante e estressante é o seu papel de informar. Uma informação passada de forma incorreta pode causar destruições, prejudicar pessoas, causar desconfortos e pesares. Isso porque as palavras, bem como a entonação dada a elas, possuem um poder ímpar de influenciar.

Muito se fala sobre o poder das palavras, porém, pouco se sabe sobre a melhor forma de utilizá-las. O jornalista costuma se portar diante de um microfone ou da TV com autonomia e convicção, passando a devida confiança aos ouvintes e telespectadores. Uma informação incorreta que vai ao ar pode prejudicar multidões. O status midiático, principalmente da TV, colabora com a audiência e confiança de quem acompanha os noticiários diários.

É estressante sim conviver com a precisão, o imediatismo e, ao mesmo tempo, a deturpação de informações que são bombardeadas simultaneamente por diversos veículos, na ânsia de se dar um furo e garantir a audiência, subindo no ranking do Ibope que se modifica constantemente de acordo com o que é transmitido.

Quando eu falo de responsabilidade ao se transmitir uma informação, me refiro a todos os seres humanos, profissionais ou não da notícia, mas, principalmente estes, porque um jornalista que lê, por exemplo, uma notícia no rádio ou na TV, referente a uma lei que foi descumprida e, obrigatoriamente, chama a atenção para o seu cumprimento, necessariamente deve também estar de acordo com a lei. Isso é credibilidade. O jornalista que anda fora da lei ou a pessoa que defende uma ideia mas vai de encontro a ela, está passando uma imagem negativa de si mesmo. É preciso falar e agir conforme o que se diz acreditar.

Um jornalista que, por exemplo, briga por um ideal de cidade ou país mais fraterno, unido e voluntarioso, mas que não ajuda entidades não governamentais com trabalhos voluntários ou que não exerce a cidadania de forma correta: respeitando leis sociais, de trânsito e negligenciando todas as outras importantes leis; deveria ser punido por isso, pois no juramento que fez quando recebeu o diploma, afirmou ‘agir conforme suas palavras’:

 

Juramento de Jornalismo

Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade com a informação. Juro empenhar todos os meus atos e palavras, meus esforços e meus conhecimentos para a construção de uma nação consciente de sua história e de sua capacidade. Juro, no exercício do meu dever profissional, não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação.

 

Existem muitos jornalistas pelos quais tenho significativa admiração, mas muito me incomodam os jornalistas que se acham importantes pelo simples fato de estarem diante de uma câmera ou de um microfone. Ele não faz mais do que sua obrigação! O status que a profissão tem prejudica muito a qualidade de um profissional que não sabe administrar a fama ou o sucesso. De nada adianta estar na mídia e não exercer a profissão de forma adequada, escrevendo absurdos, cometendo erros gravíssimos de português (a principal ferramenta do jornalista) ou afirmando frases feitas para fazer média e ficar bem com todo mundo, ou pior: criticar a todos só porque é jornalista e, em sua vida particular, não fazer nem a metade do que diz ser o correto.

O jornalista é um ser humano que comete erros, mas certos equívocos devem ser evitados.

 

O melhor jornalista, para mim, é aquele que assume um erro e procura melhorar em cada novo dia, se instruindo, lendo, se informando, se atualizando, consciente de que estudar deve ser sempre algo primordial em sua vida, porque a informação, por ser uma arma poderosa, deve ser precisa em respeito à sociedade.

Com isso, volto à questão da necessidade de um diploma para se exercer a função de Jornalista, que, mais do que técnicas profissionais, necessita de bases sólidas de sociologia, psicologia, antropologia e história para se tornar um profissional verdadeiramente capacitado. Nem vou mais entrar no mérito da questão, pois é algo que já está sendo averiguado novamente para que o diploma seja exigido, como deve ser. É o que esperamos.

Ouça esse texto, clicando aqui.

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s