Gandhi, um líder servidor


O título é sugestivo. A peça é emocionante. Vi muitas lágrimas rolarem, porque muitos compreenderam a mensagem que foi mostrada, inserindo no contexto de suas vidas.

Com uma larga experiência profissional e o dom de comover as pessoas, o ator João Signorelli, há sete anos apresenta esse monólogo para a população: em eventos empresariais, hospitais e, atualmente, nas estações de metrô em São Paulo.

Encontrei o ator, “por acaso”, na estação Paraíso nesta sexta-feira (22/10).

Escutei uma voz que chamava a atenção e, como não tinha tanta pressa, resolvi parar para escutar. Depois, sem entender se ele era realmente algum indiano ou se era ator, resolvi perguntar para duas pessoas que estavam nos bastidores e, sem querer, acabei falando com o Paulo Moretti , que é o diretor da peça. Ele me explicou o que estava acontecendo e resolvi ficar até o final, na esperança de conseguir entrevistá-lo, assim que tudo acabasse.

O ator se vestia como Gandhi, contava a história dele e apresentava citações do grande mestre indiano. Ele falou da paz interior para que esta acabe com a guerra ou a violência que o homem promove, sem pensar que o ser humano exterioriza tudo aquilo do que seu coração está cheio.

Ele falou também de amor, de liderança, de fé. O que mais me chamou a atenção em suas palavras, foi quando ele falou de conduta-padrão ou quando o ser humano age de acordo com suas ideias em todos os aspectos de sua vida. Por exemplo, se ele se diz fiel  e não é fiel a alguém, ele está de contradizendo. Gandhi afirmava que é preciso agir conforme o que se afirma ser verdadeiro em si mesmo, é preciso ter um padrão de conduta, uma ética, uma moral.

Ele citou uma parábola que me comoveu também, bem como a

Momento em que falava a uma criança

todos que ali estavam presentes: “Uma mãe procurou por Gandhi, desesperada, pedindo a sua ajuda para que sua filha parasse de comer açúcar porque faz mal. Ela havia feito esse pedido várias vezes a sua filha, mas não adiantava. Como Gandhi tinha uma moral elevada, ela resolveu pedir sua ajuda. No entanto, o mestre se recusou a fazer isso durante alguns meses. Quando se sentiu preparado, ajoelhou para ficar na altura dos olhos da menina e pediu a ela que não comesse mais açúcar porque fazia mal à sua saúde. Ele se levantou e saiu. A mãe da garota o procurou para entender o motivo de ele ter demorado tanto tempo para fazer o que ela havia lhe pedido. Ele respondeu: “Porque naquela época, eu também comia açúcar”.

Foi um exemplo perfeito de padrão de conduta.

Após o monólogo, ele distribuiu três rosas vermelhas a três mulheres que choravam emocionadas. Isso, após ler a última carta que Gandhi recebeu de sua falecida esposa.

Terminada a apresentação, o procurei para a entrevista. Segue:

 

João Signorelli

Leia mais:

Sobre o ator João Signorelli

João Signorelli segue temporada em São Paulo

Vídeo do monólogo (trecho)

Vídeo sobre Gandhi

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Sobre Gandhi

Uma bela mensagem de Mahatma Gandhi

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