Comer Rezar Amar


comerrezaramarNão quero fazer aqui uma crítica deste filme: nem positiva e nem negativa…

Acabei de chegar. Depois de um dia inteiro assistindo a alguns filmes aqui em casa, decidi sair e ir ao shopping da minha cidade. Pra fazer o que? Bem, ir ao cinema. Pois é..eu gosto mesmo de viver no mundo da lua de vez em quando, e hoje, posso dizer que eu estava muito inspirada.

Na verdade, estava com alguma coisa estranha dentro de mim que dizia: “Se não estiver passando nada interessante no cinema, simplesmente gaste o quanto puder no shopping, e se estiver, compre o ticket e gaste o tempo gastando no shopping do mesmo jeito até dar a hora do filme começar”. Foi exatamente essa segunda opção a que eu segui.

Na verdade, pensei em ver o “Tropa de Elite 2”, mas já sabendo que minha primeira opção seria o filme “Comer rezar amar”. Confesso que esperei muito para ver este filme. Na verdade, vi o trailer dele há um mês e decidi comprar o livro para ler antes de assistir (coisa que não tenho muito costume de fazer). O trailer me envolveu tanto que eu resolvi “inovar”.

Me surpreendi com essa experiência porque esperava muito mais do que assisti. Literalmente, o diretor não foi fiel ao livro. Acredito que nem teria como ser: conforme eu lia o livro ficava imaginando como seria cada cena do filme e como seria chato assistir a tantos detalhes. Talvez, o diretor tenha se saído bem na elaboração e/ou escolha das cenas. Mas, admito que, se eu não tivesse lido o livro, não entenderia algumas cenas exibidas. Mas, enfim, como disse no início, não estou aqui para fazer críticas ao filme, nem como pessoa e muito menos como jornalista…afinal, hoje estou de folga (02/11).

A questão é que o filme, mais do que o próprio livro, como todo hollywoodiano, me abriu a mente para refletir sobre algumas coisas que têm acontecido comigo nos últimos dias ou tempos.

Claro, gira em torno da busca pelo equilíbrio e pelo amor. São coisas que eu tenho buscado em quase um ano, depois de um relacionamento muitíssimo complicado para pessoas normais terem aceitado e um término muito doloroso para qualquer pessoa romântica incurável. A questão, é que eu me considero uma pessoa renovada há exatos 5 meses. Demorei algum tempo para ficar bem, admito, mas acredito que faz parte do processo. Nós, seres humanos, costumamos demorar para entender certas coisas.

Buscamos alternativas diversas, como terapia, livros (aliás, já perdi as contas de quantos livros de auto-ajuda e de psicologia que li ao longo deste ano). E continuo lendo. Aprendi a renovar meu repertório de livros e amigos e encontrei a felicidade dentro de mim. Descobri na liberdade, uma forma de ser feliz. Ser livre é para poucos: é para os que entendem que saber ser só depende de uma construção diária de auto-estima, auto-análise, comprometimento consigo mesmo e sentir-se bem sozinho da maneira que for. Eu, simplesmente, aprendi a fazer tudo isso, depois de um longo período chorando por qualquer coisa ou por simplesmente ver um casal sorrindo juntos.

Demorou, mas eu conquistei esse auto-domínio. Reforcei minhas crenças e a ideia de que “nada é por acaso em nossas vidas” porque percebi que, cada pessoa que entrava em minha vida, deixava algo de especial e uma lição a mais para eu absorver ou não; para me espelhar na ideia ou descartar caso não fosse boa, aí era um exemplo do que não fazer ou do caminho que não deveria seguir.

Com o tempo, fui me sentindo mais forte sozinha e decidi não me envolver mais tão facilmente. Acabei me apaixonando logo em seguida (quando me senti forte e quando tinha “esquecido” meu passado). Me decepcionei, é claro! Mas, aí, foi quando aprendi outra lição: jamais me envolver com alguém quando estiver carente. Mas, aconteceu..não temos como prever essas coisas, não é verdade?

Mas, como já havia passado por situação pior antes, soube superar com grande facilidade. Em poucas semanas já havia “esquecido” mais uma pessoa. Daí, descobri uma facilidade enorme dentro de mim de gostar e “desgostar”, caso eu percebesse que a pessoa não estava tão afim de mim. Aprendi, com a terapia, a me controlar mais e a deixar o outro se aproximar ao invés de eu perder o controle com a empolgação da paixão. E isso tem dado um resultado tão bom!!!…rs… Quem quiser, pode seguir esse meu conselho, porque dá super certo. Aquela ideia de “ignorar” para trazer para perto – que nossos pais nos ensinavam –  é válida. Experiência própria.

Brincadeiras a parte, mas, indo mais a fundo: “borboletas sempre voltam”…”o que tiver que ser seu será”…ou “deixe livre porque se voltar é porque você o tem”. Nada é por acaso. Deixe as coisas acontecerem, simplesmente, sem forçar a barra, como dizem. Porque as coisas quando têm de acontecer, simplesmente acontecem.

Meu problema, foi que descobri algo dentro de mim semelhante a uma crítica que fiz a outra pessoa, ainda neste ano e acabei escrevendo em meu blog sobre isso. O título era “Para viver sem defesas”. Caso queira ler, clique aqui. Sempre aprendemos com o que escrevemos, e o que achamos que é uma lição para o outro, na verdade, é para nós.

É que eu passei a ser a criticada. Na verdade, não tenho certeza disso também. A questão é que criei algumas defesas. Isso é até natural. Mas, algumas mudanças minhas como: não buscar e me deixar ser buscada e não tomar atitudes deixando que o outro venha até mim; nada mais são que defesas também. E, essas defesas, chegam a me deixar um pouco insegura quanto à maneira correta de agir. É algo do tipo: “Ligo ou não ligo?”. Acredito que todos já tenham passado por isso alguma vez. No final das contas, percebemos que não existe o “certo ou errado”, mas o momento. Devemos seguir nosso coração e confiar sempre que o melhor está reservado para nós, sem esperarmos demais do outro ou de nossos sonhos, sem criarmos expectativas.

Acredito que um dia eu ainda me curo disso tudo. A verdade é que a busca pelo equilíbrio é pura ilusão. O equilíbrio é para os perfeitos…e nós somos perfeitos? (essa ideia eu peguei de Augusto Cury, nos muitos livros que tenho lido dele).

O que eu quero dizer com tudo isso (que pode parecer que eu fugi do foco) é que a lição deste filme é exatamente essa: libertar-se do passado – deixar o passado ir embora para você ser feliz ou desprender-se de suas defesas para ser livre e feliz.

Quando li este livro, me vi nele em algumas cenas. E ele, no geral, relata a minha história, com algumas pequenas diferenças. Lógico que eu seria tola em pensar que retrata somente minha história, porque acredito que muita gente também tenha se visto nela, e não tenho dúvidas que a jornalista, autora do livro (coincidência?), tenha escrito para inspirar muita gente a mudar ou se libertar para ser feliz.

Como ela, eu também fui para outro país para buscar um equilíbrio. Na verdade, foi para me distrair da depressão na qual eu estava quase entrando, depois de ter emagrecido 4 quilos em menos de um mês. É engraçado o quanto aprendemos com outra cultura, o quanto crescemos. Conheci algumas pessoas fantásticas em Portugal, um rapaz interessante em Barcelona e voltei para o Brasil cheia de histórias para contar e com uma vontade enorme, dentro de mim, de conhecer o mundo inteiro (lógico que, quando eu tiver condições para isso). E isso tudo aconteceu neste ano.

Pensando bem, acho que já dá para eu escrever minha auto-biografia. Não é má ideia…

Mas, antes de qualquer coisa, eu penso que o importante é fazermos nossa própria história focados no presente. Estou escrevendo minha própria história. Porque, como dizem, “quem vive de passado é museu” e como o próprio nome já diz: o passado já passou. Ah! E tem outra: “o presente, como o próprio nome já diz, é um presente”.

Hoje, eu fui ao shopping e voltei com muitos presentes para mim…

Talvez, inspirada pelo feriado de hoje, enterrei os mortos da minha vida, os quais eu insistia em manter vivos, justamente, por não aceitá-los longe.

Trailer (só pra você sentir a mesma vontade que eu…):

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

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Um comentário sobre “Comer Rezar Amar

  1. Procurando alguns comentários sobre o livro (ou o filme também), me deparo com seu post. Queria saber se mais alguém teve a mesma ”sensação” que eu ao ler o livro e/ou assistir ao filme. E nossa, lendo teu post foi como se fosse exatamente as palavras que eu queria buscar pra descrever o que achei dessa história e principalmente como me ajudou a passar por um momento ruim. Decepção com relacionamento, e pior, comigo mesma. No final, descobrimos que as coisas boas são as que ficam e o resto é experiência. Enfim, só queria dizer que faço minhas as suas palavras neste post haha. Beijos.

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