Aceite, liberte-se e “esqueça”…


Percebi o quanto é fácil você dizer que esqueceu, quando tem distração ao redor.

É muito fácil dizer que esqueceu de alguém, quando coloca outra pessoa no lugar; é muito fácil dizer que esqueceu, quando sua rotina é cheia de tarefas em sua agenda, sem sobrar um único espaço para pensar, só, em seu quarto.

É muito fácil dizer que esqueceu, quando você tem amigos para te distrair, te levar para conhecer lugares para onde você nunca tinha ido, antes de tudo “acabar”.

É muito fácil você dizer que esqueceu, quando encontra motivos para dizer que esqueceu.

Mas, na verdade, se o tempo passar e alguma coisa te levar para aquele mesmo lugar do qual você se sentia bem ao lado e, um dia, alguém te tirou aquele prazer e te fez sofrer (você está sendo provado, seu coração está sendo provado). É quando você percebe que, na verdade, você nunca esqueceu ou se recuperou daquela dor, apenas fugiu dela por todo esse tempo, ou porque foi viajar para esquecer, ou porque ocupou sua agenda demais ou porque saiu demais.

Tudo o que aconteceu nesse tempo que te fez sentir aliviada ou mais feliz, não passou de uma ilusão boa e ao mesmo tempo real, porque certamente não foi em vão. Colaborou e muito para seu crescimento e fortalecimento…mas, a prova veio…você está cara a cara com quem te fez sofrer, ou com a situação em si.

E o que você sente?

De repente, todo aquele sentimento que você jurou ter esquecido, volta. E você percebe que, na realidade, tudo o que você fez não foi esquecer, mas fugir. Fugir para um lugar que não existe, porque não se pode mudar o que está em nós, lá dentro da nossa alma.

E isso é até natural. Buscamos, constantemente formas de sermos mais felizes, melhores, satisfeitos. É até natural quando fugimos para nos sentirmos bem conosco mesmos…afinal, essa é a graça da vida. E amadurecemos muito com isso também, porque nos encontramos e percebemos a verdadeira felicidade dentro de nós…mas, e aquele sentimento que reacendeu? O que fazer com ele?

É estranho, mas pela primeira vez aqui escrevo sobre uma coisa que não tenho resposta. E sabe porque? Porque talvez a resposta não exista. Devemos aceitar as coisas como são. Se o sentimento existe, o melhor a se fazer é buscar algum lugar ou alguma pessoa para direcionarmos esse sentimento – que não seja para quem ele realmente está  voltado e nos faz sofrer – mas, buscar uma causa, uma ideologia, uma atividade, uma nova alegria.

É difícil? Mas, não foi o que você fez em todo esse tempo que você jurou que esqueceu e ficou bem? Pois então…agora é continuar…e tentar “esquecer” o que é inesquecível.

Reviver o passado até pode acontecer (se já não aconteceu – um “remember” sempre é bom quando estamos preparados para encarar as consequências emocionais), mas depois, é preciso “esquecer” e seguir. Voltar para a realidade e, simplesmente, aceitar que nada vai mudar para que você fique bem…é você que tem que mudar para que tudo fique bem ao seu redor.

Então, já que é fácil dizer que esqueceu saindo muito e enchendo minha agenda com atividades, é esse o caminho a ser seguido, até que eu “esqueça” por completo, um dia, (se assim tiver que ser).

E lembrar que: aceitar não é tentar entender os porquês, mas simplesmente esquecer que eles existem, porque se existem, não será agora que iremos compreender. Não com a cabeça quente e nem nesta vida.

Aceitar é compreender que você precisou passar por aquilo e buscou uma forma de se reerguer à sua maneira, mesmo com dificuldades.

Aceitar é seguir em frente, mesmo sem “esquecer” por completo. Porque, independente se foi uma dor ou uma decepção, uma perda repentina ou o que for; jamais esquecemos o que vivemos com amor – mesmo que não tenha havido reciprocidade e, principalmente, se houve.

Aceitar é entender que a vida tem seus propósitos e está fazendo a sua parte colocando tudo em seu devido lugar, como deve ser.

Aceitar é confiar que o melhor sempre está por vir. Aceitar é ter fé em algo maior, que está agindo sobre nós e nos guiando para trilhar os melhores caminhos…

Talvez essa seja a resposta que, sem querer, eu descobri.

 

…porque ninguém apaga o que verdadeiramente nos marcou. A gente se engana fácil demais e a vida sempre nos prega peças muito boas para não serem vividas ou aceitadas…




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