Minha Vida em Um ano


 

Hoje, sorrir é o que mais gosto de fazer porque libera endorfina e faz bem para a pele ;D

Faz um tempo que eu andei pensando em escrever este texto. Confesso que até pensei em um desfecho para ele, mas infelizmente, se eu tiver que falar a verdade sobre minha vida, o desfecho não seria o que eu realmente quero. Mas, não é de todo ruim. Pensei em um final como: “e hoje, encontrei uma pessoa especial para compartilhar minha vida e etc…”, mas, esse momento ainda não chegou para mim e eu não tenho pressa.

Muitos podem me questionar sobre esse texto e até me julgar, mas minha ideia é dizer que tudo nessa vida vale à pena, independente se foram erros ou acertos; tudo na vida tem um motivo para acontecer e sempre algo melhor está nos esperando. Essa é a mensagem, acima de tudo, que eu quero passar.

Bom, há um ano (19/12/2009), vivi uma situação muito ruim para uma pessoa apaixonada. Terminei (ou terminaram comigo) um relacionamento de 4 anos. Estávamos noivos e pretendíamos um casamento em 2011 (ano que vem). Confesso que o que eu vivi com esta pessoa foi um dos sentimentos mais fortes que alguém pode ter por outra pessoa. Éramos felizes juntos, apesar dos equívocos cometidos um com o outro (coisas naturais de acontecer com quem está em processo de amadurecimento). Mas, os erros existem para serem superados. E é importante lembrar que um relacionamento é feito de duas pessoas e, se não deu certo, os dois possuem uma parcela de culpa.

Aprendi muita coisa com o término desse relacionamento. Aprendi a ser melhor do que eu era: hoje, não fico “emburrada” por qualquer coisa, não discuto por coisas pequenas. Passei a compreender melhor o outro (independente de quem seja), descobri que é muito fácil amar quando se é correspondido, o difícil é quando esse sentimento não é recíproco. E foi o que aconteceu comigo, durante os seis meses que sucederam esse término “inesperado”.

Cheguei a emagrecer 4 quilos em menos de um mês, qualquer coisa me fazia chorar, fiquei muito mal. Mas, depois de seis meses, me reergui. Passei a me valorizar mais e a aproveitar melhor os momentos ao meu redor com mais intensidade. E até engordei tudo de novo e mais um pouco…

No início deste ano, percebi que realmente tinha amigos que me compreendiam. A faculdade me fez conquistar amizades valiosas que irão se estender para minha vida toda. Muitos desses amigos me ajudaram a “ficar para cima”. Comecei a sair bastante em janeiro. Apesar de desempregada, consegui me divertir.

Em fevereiro, por sugestão de minha avó e aproveitando a oportunidade de ter familiares em Portugal, fui para lá. Confesso que foi uma experiência única, que pouco provavelmente eu viveria se ainda estivesse acompanhada. Mas, foi uma forma de eu extravasar meus sentimentos ou direcioná-los para outro tipo de emoção: o novo, o diferente e desconhecido. E foi o que aconteceu. Me distraí muito, conheci lugares e culturas novas, que eu jamais imaginava que existiam. Fui pra Barcelona na Espanha e conheci outra pessoa especial, que hoje tenho como um amigo. Viajar sozinha nunca foi tão emocionante e interessante. Treinei meu inglês e bem pouco do meu espanhol. Conheci um francês, um grego e esse amigo especial que era da Geórgia, que até hoje não consegui descobrir qual das 5 línguas que ele fala que é a nativa. Enfim, foi uma aventura surpreendente e que me fez querer conhecer o resto do mundo, assim que eu tiver oportunidade. Em Portugal também conheci muitos amigos, com os quais mantenho contato pelo MSN e outros meios da modernidade. Nada como a internet para aproximar as pessoas!

Voltando de viagem, revi amigos. Mas, antes, pisei firme no chão, para voltar para a minha realidade.

Conheci muitas pessoas novas. Uma turma de pagodeiros, outra turma de amigos mais ligados ao sertanejo e passei a fazer o que eu mais gosto com mais frequência: dançar.

A dança também me fez conhecer novas pessoas com as quais também passei a sair mais e a me distrair. Aos poucos, fui descobrindo que tudo isso foi um remédio para minha “tristeza” interna.

Beijei muito na boca, sem me envolver. Mas, também, embora depois de seis meses, beijei na boca e me envolvi. Comecei a gostar de alguém, mas não passou de uma estrela passageira em minha vida. Talvez, essa pessoa tenha aparecido para me mostrar que todos nós somos capazes de gostar de novo, amar de novo, nos envolver de novo, sempre e cada vez mais e de formas diferentes. E, por causa dele, passei a gostar de escutar Yanni, Kitaro e Era. Estes passaram a fazer parte do meu repertório de mantras (apesar de não serem mantras) que adoro escutar junto a um bom incenso para relaxar de vez em quando.

Com essa pessoa, sosseguei por uns dois meses. Depois me desliguei e percebi que aprendi a controlar um pouco melhor meus sentimentos: aprendi a apertar a “tecla delete” sempre que for preciso para que eu evite sofrimentos. Isso foi bom pra mim, porque depois de 4 meses, conheci outra pessoa que mexeu comigo e, quando não deu certo, eu soube esquecer rapidinho.

Tudo o que sei foi que minha vida se transformou neste ano: mudou para melhor principalmente porque eu mudei para melhor. Passei a observar mais os casais e a fazer julgamentos do tipo: “isso não vale a pena fazer porque destrói um relacionamento”, “eu não faria mais isso por experiência própria” ou “eu daria mais liberdade e viveria minha vida de forma independente mesmo estando junto”. Lógico que esses julgamentos passei a fazer mentalmente (prefiro não “meter a colher” onde não me é chamado – risos).

Percebi que as coisas só mudam em nossas vidas por dois motivos: ou porque a gente mudou ou porque nos acomodamos. Devemos vigiar nosso relacionamento constantemente para que ele não se desgaste. A conquista não acaba quando o outro se diz apaixonado, mas ela dura eternamente. Devemos ser melhores a cada novo dia. Observar outros casais com suas discussões também me fez amar a vida de solteira e curtir muito esse meu novo momento.

Passei a olhar mais para o lado e a buscar em cada desconhecido que eu passava a conhecer, uma oportunidade de encontrar uma pessoa especial que fosse capaz de preencher um espaço que ficou vazio dentro de mim. Aliás, acredito que todos nós somos assim, independente se somos homens ou mulheres. Sempre estamos em busca de um sentimento que seja capaz de nos mover, sair do chão ou nos desligar de nossas preocupações. Isso vale até para quem tem alguém: se o relacionamento não está bem, independente se somos homens ou mulheres, a tendência é procurarmos em outros braços aquilo que nos falta. Uns superam isso com mais força que outros. Essa é a natureza humana.

Nunca fui a favor disso e nem estou fazendo apologia a tal ato, apenas descrevendo o que acontece. Buscamos constantemente o que nos falta: seja o que falta no relacionamento no qual estamos ou o que nos falta dentro de nosso coração. E erramos porque buscamos fora da gente a resposta, quando ela deve ser questionada internamente.

É…realmente aprendi muito. Aliás, estamos constantemente aprendendo. Todos nós. Aprendi também que não vale a pena buscarmos resposta para tudo porque as respostas virão com o tempo, e se não vierem, é porque não precisávamos realmente saber. Não existe necessidade de nos atormentarmos com os porquês, nós devemos nos preocupar com “o que fazer com o que temos em mãos ou com o que nos restou” e seguir em frente, construindo novos sonhos, novas ambições e buscando novos desejos.

Foi tudo isso o que eu fiz.

Quando tudo parecia perdido, em julho deste ano, quando ainda não tinha me curado totalmente do passado, consegui um emprego. Hoje, é o melhor que eu já tive. Faço o que gosto, gosto das pessoas com as quais trabalho. Revi meus conceitos e outras amizades passaram a fazer parte da minha vida. Amizades que também vão durar eternamente. Junto a isso, novas oportunidades de progresso surgiram e foi justamente neste mesmo mês que as coisas começaram a melhorar para mim. Lógico, que os altos e baixos continuaram a existir em outros aspectos da minha vida, mas, no geral, só veio o melhor para mim.

Percebi que os nossos sentimentos mudam a todo momento, para mais ou para menos. Ora ficamos bem conosco mesmos, ora queremos carinho. É sempre assim…e tudo vai depender da sua companhia ou de seus amigos. Afinal, somos influenciados pelo meio, quer queiramos ou não.

Passei por uma nova descoberta: a maioria de meus amigos começaram a namorar e fiquei sozinha de novo. E daí, tive que aprender a seguir sozinha novamente. E depois, os outros amigos que pensei que fossem amigos, me isolaram. Foi um outro processo de amadurecimento que só me fez bem.

Com essa situação, passei a sair menos, mas me dediquei muito ao trabalho, ao meu aprimoramento profissional e o melhor começou a acontecer para mim de novo. A cada novo dia, me sinto melhor com o que faço. A vida é assim: “fazer do limão, uma limonada”.

Lógico que toda essa minha melhora eu devo à ajuda que tive da terapia também – principalmente do meu esforço, mas não posso deixar de mencionar – além dos inúmeros livros do Augusto Cury e muitos outros dessa mesma linha que passei a ler. Os livros nos ensinam muito, sempre gostei muito de passar meu tempo lendo…e os livros sempre têm algo muito bom para nos ensinar.

Hoje, acredito que toda experiência é válida, se boa ou ruim, porque são elas que nos provocam mudanças. Hoje, vivo um dilema em minha vida, mas nada que não possamos superar também. Mas, ainda não tenho respostas e sou muito paciente porque ainda penso que nada nos acontece por acaso; e tudo o que hoje eu ainda não compreendo, deve ser porque eu não devo estar preparada para entender. Sempre foi assim, mas é que com o tempo, as coisas começam a ficar mais claras para nós. Isso se chama amadurecimento.

Descobri que não deixamos de amar alguém de uma hora para outra e que os sentimentos verdadeiros e intensos não acabam, apenas se transformam e duram pela eternidade. A forma como vamos lidar com esse sentimento é o que nos move para a felicidade ou para a tristeza, e aí, cabe a nós descobrirmos como dosar tudo isso.

Tudo o que vivi até hoje, ao longo dos meus 22 anos, não foi em vão. Sou muito feliz em poder afirmar isso. Até hoje e para sempre, vivi e vou continuar vivendo tudo da forma mais intensa, sem jamais me arrepender de nada. Se eu cair de novo, pode demorar, mas vou me levantar. Por isso, agradeço a todos sem distinção, aos que me fizeram sofrer e aos que me fizeram sorrir; porque todos colaboraram com minha evolução. Tudo o que sou hoje, eu devo a vocês.

Esse ano: chorei, sofri, sorri, gritei e aprendi. Beijei, gostei, me apaixonei, vivi. Reencontrei com meu passado, fiz novas descobertas e vivo o que se apresenta para mim como certo sem medo de ser feliz.

Hoje, sou muito mais mulher, muito mais feliz e muito mais satisfeita.

Para o futuro: espero estar melhor do que hoje e amar de novo seja quem for que possa estar comigo sem medo, com certeza, com amor e planos. Desejo estar ainda mais bem resolvida profissionalmente e sempre preparada para novos desafios, e quem sabe até para uma viagem pelo mundo…

…mas isso está com o futuro, viver o momento presente (Carpe Diem) foi uma das coisas que eu também aprendi…e é o melhor a se fazer para não perder tempo e viver tudo com mais intensidade.

A você, dou o seguinte recado: simplesmente viva sem se lamentar; faça o que o seu coração mandar; faça o que quiser quando te der vontade na medida em que puder; seja você, simplesmente você e faça, ao menos, uma pessoa feliz, porque é só isso o que importa. ;D


 

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