No ar: BBB


O ano já começou e agora já da para saber o assunto que está na pauta da discussão: BBB.

Já se passaram 10 anos após a sua primeira edição, e o tempo só mostrou quão atual é esse tipo de programação. Após o BBB, surgiram vários outros reality shows no Brasil, como a Casa dos Artistas no SBT, que não deu certo, teve também o No Limite e depois veio Ídolos ainda no SBT que foi comprado posteriormente pela Record que, recentemente, estreou A Fazenda que também está fazendo o maior sucesso, competindo com a Globo.

Fora esses programas, podemos citar muitos outros denominados de reality shows, como Super Nanny, Troca de Família e etc. Não podemos deixar de citar que todos os mencionados, tiveram sua origem fora do Brasil. Mas, infelizmente, nada superou o BBB.  Claro que não podemos generalizar nas opiniões, porque existem muitas diversificadas. Estou avaliando pelo destaque que é dado aos participantes na pré-estreia e estreia do programa logo no início do ano na mídia de uma forma geral. O destaque é sempre maior, tanto na publicidade quanto na audiência, para o BBB.

E o que é que atrai tanto a atenção?

As pessoas se interessam pela intimidade umas das outras e isso não é tão atual assim. Todos nós, mesmo que não sejamos fofoqueiros, adoramos saber da vida dos outros, amamos achar um cisco no olho do outro, amamos novelas, ou seja, sair do mundo real para viver um pouco de ilusão só para não enfrentarmos 24 horas por dia nossos problemas, ou melhor dizendo, simplesmente para fugirmos um pouco deles. Isso é até natural.

Quando ligamos a TV, a primeira coisa que procuramos é algo que nos distraia, (quando estamos sem nada para fazer, de preferência) e que nos ofereça, pelo menos, um pouco de entretenimento, ação ou que nos informe sobre algo que para nós aparece como novidade.

O que o BBB oferece? Exatamente o que o público quer: o curioso, o inusitado, o irreverente, o dramático, o diferente, a emoção, o amor, a intriga, enfim, tudo o que se pode encontrar em uma novela ou filme, mas que é tido como “real” por se tratar de histórias de vida de pessoas comuns.

Essa é a explicação do sucesso desse programa, no meu ponto de vista.

Não podemos nos esquecer do criativo, experiente e antenado jornalista Pedro Bial, que sempre traz um pouco de seus profundos textos, que provocam a reflexão tanto de quem está dentro do programa quanto de quem está assistindo. Ele é um exemplo de profissional, na minha opinião, que soube usar seus conhecimentos jornalísticos em um programa de entretenimento que, aparentemente, sugere que seja só de entretenimento, mas que exige um pouco do trabalho de alguns jornalistas no que diz respeito à produção, investigação da vida dos participantes do programa, criatividade na hora de produzir um roteiro ou até uma matéria a respeito do que acontece na edição do programa. Enfim, existem jornalistas em todos os lugares e, se as críticas a Pedro Bial existem, são porque ele faz sucesso. A crítica só existe para quem incomoda e causa alguma pitada de inveja. Claro que existem críticas que exprimem opiniões, mas estas, são baseadas em argumentos sustentados por ideias convictas, não é um simplesmente “não gosto porque não gosto”, me entende?

Não estou aqui para defender o programa e nem para criticá-lo, apenas para mostrar o perfil do público brasileiro. Não é um programa que acrescenta, mas que promove o entretenimento e é o que mais da audiência e dinheiro para a emissora, que também premia, anualmente, (desde 2001) em 1 milhão de reais, pelo menos um participante, fora os prêmios para os segundo e terceiro colocados.

Podemos medir a qualidade de uma programação pelos patrocinadores, aí você já pode ter uma noção da audiência que possui. Vai vendo.

Claro que tenho minha opinião em relação a isso. Penso que BBB não ensina ninguém a como superar problemas, não instrui ninguém sobre como economizar dinheiro ou vencer na vida; para isso, existem os jornais nas suas mais variadas formas; mas, o BBB é um reality show, outra forma de entreter o público que pode ser capaz, em longo prazo, (porque não?) de mostrar a vitória de alguns, as mudanças de outros (para melhor ou pior) e, para quem souber ver o lado bom das coisas, aprender com os erros e utilizar de comparações com suas próprias vidas, entendendo que os mais simples e menos cheios de intrigas, de alguma forma, se destacaram mais do que os demais. Mas, infelizmente, não são todos os brasileiros que são capazes de fazer essa importante relação, aliás, a maioria não consegue.

O problema é que, como em tudo na vida, não podemos generalizar. Porque, no momento da escolha dos participantes, quem escolhe o rumo do programa é a produção. Então, podemos notar a mudança dos personagens ao longo dos anos. Antigamente, os participantes em sua maioria, eram mais simples, hoje, são mais extravagantes e agitados no quesito personalidade, outros são um tanto mais espertos, sabendo dissimular muito bem para conseguir o que querem, mas, percebemos também que nada passa despercebido ao olhar do telespectador, que define quem fica e quem sai do programa. Porém, de acordo com quem vence a edição do BBB, podemos concluir, pelo menos em partes, a qualidade do “caráter”, se é que podemos chamar assim, da maioria de quem assistiu.

Nesta 11ª edição do BBB, por exemplo, o diretor Boninho, já afirmou que vale tudo nesta edição, “inclusive pancadaria”, ou seja, não é novidade que os perfis já foram todos traçados, aliás, eles são traçados no momento da escolha dos integrantes.

Não nego que já tive a vontade de participar de uma das edições do programa há alguns anos e me inscrevi. A ficha de inscrição é imensa. Eles perguntam TUDO da sua vida; desde se você bebe muito ou pouco até sobre sua situação emocional dentro ou fora de um relacionamento e ainda se você está envolvido ou não com alguém, seu grau de ansiedade, nervosismo e por aí vai. É quase um levantamento psicológico da sua vida.

Aí já da para perceber quem define o teor do programa. Isso até está muito claro para todo mundo.

No BBB 11, poderemos encontrar uma travesti, a Ariadna, que é cabeleireira; o Cristiano, que é Engenheiro e já cogitado a ser o galã da casa; o conhecido por seu blog e com mais de 37 mil seguidores no Twitter, Daniel, que é Administrador de Empresas e o mais velho da casa; a Diana, que é produtora de moda e já fez ensaio para uma revista e, inclusive, de acordo com o site Dihitt, já foi apresentadora de TV. Esteve à frente do programa “As pegadoras” no canal de TV por assinatura Multishow (um perfil um tanto ‘modesto’).

Entre os participantes, temos também o bailarino de axé, Diogo, que certamente deve ter popularidade por ser integrante do grupo de dança “Axé Moi” de Porto Seguro (local em que estudantes colegiais de todo o Brasil procuram para ir em ano de formatura). Aliás, ele tem até fã clube oficial.

Temos também o Igor, que é barman e designer gráfico e é de São Paulo. Ele adora viajar e é super ligado à sua família. Tem 25 anos e possui um filho pequeno. Posa para fotos com skate, o que provavelmente indica que ele seja skatista.

Há a bailarina e passista da X9 paulistana, Janaina, que ainda é professora de educação física.

Há outra dançarina, a Jaqueline, que já foi Rainha do Carnaval carioca de 2007, já participou do concurso Musa do Caldeirão em 2006, onde concorreu atráves da Portela, dançou  no grupo funk Bonde Faz Gostoso, foi dançarina do grupo de axé Tchakabum e, mais recentemente, dava expediente dançando ao lado de Latino. Ufa! Ah! Tem mais: ela já foi noiva do Neguinho da Beija-flor. Tá virando palhaçada isso né!

Tem também o Lucival, que é jornalista e dono de um escritório de assessoria de imprensa em São Paulo. Ele é homossexual e em alguns perfis virtuais, ele se diz casado. Ah! Tem um detalhe: ele se parece demais com um dos ganhadores do BBB, o Jean Wyllis.

Outra participante é a Maria, que é atriz. Olha que legal! Já foi modelo e, em 2008, ela participou do concurso Beach Girl, do SuperSurfe. Ela  faturou o primeiro lugar ao lado de outra modelo e estrelou um ensaio sensual na revista VIP com ela, com inspiração lésbica. Tem boi aí, não tem não?

O Mauricio é formado em Marketing e também vai participar do BBB 11. Ele lidera a banda de pop-rock Joah – inspirada em seu segundo nome, Joaquim. Pelo menos, ele tem um projeto social que leva o nome de Joah Social, que visita orfanatos e que leva noções de ecologia para as crianças. Gostei desse!

Olha que legal, tenho uma xará no BBB e com o nome lido e escrito igualzinho ao meu: Michelly. Que legal isso! Espero que ela não me suje (risos). De qualquer forma, ela não tem absolutamente nada a ver comigo. A única semelhança é que ela também é bonita. Ela é promotora de eventos e, olha que interessante e curioso, é amiga da ex-BBB, Lia. Ela conta que já trabalharam juntas. Ela diz que sua maior qualidade é a sinceridade, mas, por outro lado, diz que se fará de vítima o máximo que puder. Que coisa não!

Outra participante é a Natália, que é analista criminal. Trabalha em um escritório de serviços jurídicos na Flórida e também é praticante de triatlo. É amiga virtual do ex-BBB Max Porto, que também já foi vencedor. De acordo com a EGO, Natália tem segredos que prometem mexer com a imaginação do público. Além de uma tatuagem no ombro esquerdo com a escritura indiana Namastê, ela ainda tem outro desenho que segundo pessoas próximas, foi feito em um local estratégico para apreciação de poucos. Ela tem também um piercing no umbigo. Diz se isso não é tudo o que o público quer ver?

O programa também vai contar com a Paula que é estudante de 23 anos. Não há informações sobre o que ela estuda, mas parece que ela é uma pessoa de forte personalidade.

Nossa! Tem o Rodrigão também. Esse é de tirar o fôlego! Tem apenas 22 anos e é modelo. Com 1,90m de altura, ele já foi eleito o Mister Paraná de 2009. Segundo amigos próximos do participante, ele é um cara romântico e não recebe apelido de “pegador” por isso. Ai, já me apaixonei!

O outro Rodrigo participante é administrador de empresas e já foi jogador de futebol e também já fez vários trabalhos como modelo. Ele já posou duas vezes para a revista G Magazine. Há “amigos” que comentam a possibilidade de ele ser gay justamente por já ter participado da parada gay em São Paulo. Que coisa mais estranha!

E temos outra “bonitinha” no BBB11, a Talula. Ela é modelo, é de São Paulo e tem um filho. Já fez diversas fotos sensuais, para grifs famosas como Garota Chocolate e para uma marca de cerveja.

Já deu para sentir como vai ser a trama desta edição, não deu? Me lembrei aqui de outra coisa: no formulário de inscrição, eles também perguntam se você já apareceu ou trabalhou em algum programa de TV ou Rádio e ainda perguntam de qual emissora ou estação, além de outros veículos. É tudo premeditado.

E o que os participantes querem?

Eles querem, em primeiro lugar, o dinheiro, depois a fama e o sucesso profissional, que caminha ao lado do reconhecimento. Quem não deseja tudo isso, ainda mais quando vem tudo de forma rápida e fácil? O problema do “depois” é saber como administrar a fama e manter o sucesso. Isso, poucos sabem fazer.

Por um momento cheguei a pensar: que tal um Big Brother com os principais personagens que marcaram o Brasil em noticiários ou os mais polêmicos que já apareceram na mídia? Melhor ainda: e se fosse feito um Big Brother só com ex-presidentes ou políticos? Seria o máximo! 😛

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