O começo e o fim


Hoje algo me motivou a escrever.

Na verdade, andei refletindo sobre o amor: esse sentimento que nasce sem uma explicação aparente; aliás, pra que explicação? O amor simplesmente acontece e quem irá impedí-lo de se concretizar?

O amor tem todo o direito de acontecer em qualquer pessoa. Pro amor não existe tempo certo, não existe hora certa e nem regras. Mas, para que o amor realmente aconteça, é preciso aceitá-lo, deixá-lo entrar e não ignorar seus sinais.

O amor é se perder no olhar do outro sem querer largar mais, olhar e olhar e não cansar de continuar olhando. É quando os dois se encontram “ao acaso” (que não é bem acaso) e depois se questionam: porque a vida está nos pregando essa peça?

É quando já não da pra disfarçar a vontade de ficar junto; é quando as brincadeiras viram verdade, quando abraçar se torna essencial e o beijar é uma forma de matar saudade. Se isso não for amor, é o início de tudo, e a isso damos o nome de paixão. Quando não damos chance para a paixão, corremos o grande risco de perder um grande amor.

Sabemos que é hora de parar quando o outro já não nos faz mais feliz, não nos faz perder a calma pela ansiedade de estar junto.

Um grande amor nunca morre, mas ele precisa ser alimentado. E quando isso já não acontece mais, é porque chegou a hora de parar.

A hora de parar chega quando percebemos que o olhar do outro já não tem mais o mesmo brilho, quando o outro não te da motivos para sorrir e as brigas se tornam uma constante. O amor acontece quando a felicidade surge e acaba quando a tristeza nos corroi.

O amor é uma mistura de morango com chocolate, êxtase e prazer intenso sem fim, o amor é o motivo que encontramos para que todos os dias sejam sexta-feira. O amor é o segredo que não consegue mais ficar escondido, é a vontade de dividir sonhos, de estar junto e desabafar. O amor é a calma com pressa de chegar; é o sossego desesperado de um coração que vibra. O amor é o querer bem ao outro, uma vontade de fazer o outro sorrir e sorrir pelas bobeiras do outro. O amor acha graça do que não tem graça, encherga o belo naquilo que é feio. O amor não mata saudades apenas com a presença do outro, ele precisa do contato, do beijo, do abraço. Sabemos que é amor quando já não da mais para segurar, quando as mãos falam por você, quando o carinho te faz fraquejar e o beijo sela a vontade de amar. O perfume do amor é gostoso. A voz, o sorriso e até o nome são motivos para ficarmos inebriados. A simples presença já nos desconcerta, e perder o chão já não é mais problema. É diverção.

Podemos amar muitas vezes na vida e de maneiras diferentes, mas o amor só se torna real quando os dois dão a permissão dele se concretizar.

Às vezes, sem perceber, deixamos esse amor escapar; esse amor que rima com felicidade. Confundimos comodismo ou falta de coragem com satisfação. Digo que a felicidade é para os corajosos, porque ser feliz implica riscos e arriscar é para poucos. Por medo de magoar o outro, por medo de arriscar o outro pelo novo que nos aquece o coração, nos comove e nos atiça; deixamos passar o amor que poderia nos fazer os seres mais felizes e completos.

Pelo medo, deixamos de viver, deixamos de ser quem somos e, muitas vezes, perdemos nossa identidade, pela convivência indigesta e cômoda que temos com alguém que já não nos faz tão bem. Alguém por quem não conseguimos respeitar como antes, alguém por quem temos carinho e afeição, mas que de amor passou a ser uma amizade intensa, apenas isso. Mas, não admitimos. Preferimos acreditar nas “coincidências” da vida do que afirmar com convicção que nada acontece por acaso.

No silêncio, sofremos e deixamos de lado tudo o que somos, para nos dedicarmos àquilo que não somos pela felicidade de alguém que já não faz mais parte de nós. Isso tudo, quando deveríamos nos sacrificar pela nossa própria felicidade, sem pensarmos nos obstáculos que vamos ainda encontrar pelo percurso que desconhecemos.

A vida é cheia de surpresas e, enquanto não soubermos lidar com elas, jamais seremos plenamente felizes.

Todos merecem viver um grande amor, mas poucos são os que realmente vivem: ou porque acreditam que só podemos amar uma vez na vida e, quando se deparam com a surpresa da vida (uma nova pessoa) se vê dentro de uma confusão; ou porque se acomodam pelo que conhecem. A tendência as vezes é não caminharmos por estradas por onde nunca passamos. Fazemos os mesmos caminhos todos os dias e optamos pela mesmice ao invés da mudança e por que? Porque é mais cômodo. No fundo, todos nós sentimos medo da mudança.

Pela minha experiência, e sei que ainda tenho muito para descobrir, não ignoro mais meus sentimentos, não deixo de lutar pelas coisas e pessoas que amo. Não deixo mais de ser quem eu realmente sou por causa de qualquer pessoa. Prefiro viver minha vida intensamente do que vivê-la pela metade e, no final de tudo, descobrir que poderia ter feito tudo diferente e melhor. Não que eu me arrependa de algo, isso não é verdade. Mas, sei do meu direito de ser feliz.

E por ser um direito meu, é um direito de todos. Se eu sei disso, consequentemente pensarei no outro e não o privarei de buscar a sua felicidade pelo meu egoísmo e falta de maturidade.

A borboleta é o maior símbolo de desprendimento, de evolução, amadurecimento e mudança que eu já conheci. Existem inúmeras histórias com fundo moral que envolvem a Borboleta. Quem nunca escutou:

“Você vê uma borboleta e a toma em suas mãos.
Você vê sua beleza e a coloca no seu coração.
Desejando mantê-la consigo,
Você fecha as mãos em torno dela,
com receio de que voe e se vá.
Com grande alegria você pensa: “Agora posso tê-la
para sempre”.
Logo a alegria se vai, pois a beleza da borboleta
já não é mais a mesma.
Parte de sua beleza era a sua liberdade!
A borboleta sente-se traída.
Alguma coisa cruel afastou-a de sua liberdade.
Em pânico,ela se debate para se libertar,
apenas fazendo você apertá-la mais forte.
Percebendo como a borboleta deve estar se sentindo
Você abre suas mãos.
Ela voa novamente para longe,
agradecida por sentir-se livre outra vez.
Você,então,pensa em palavras que há muito
havia esquecido:
Se você ama alguma coisa, deixe-a livre.
Se voltar, é sua.
Se não voltar, nunca foi”.

A Borboleta é a liberdade, a profundidade da alma, é a beleza da lagarta e pode te dar lições de vida marcantes e profundas.

O que eu quero dizer com tudo isso: deixe de ser essa lagarta, aparentemente, sem vida, lenta e presa. Liberte-se! Viva sua vida intensamente e com amor. Seja feliz de verdade! Vire uma bela borboleta e deixe que muitas borboletas façam parte de sua vida.

Outra lição: não correr atrás das borboletas, cuidar do seu jardim para que elas venham até você. Cuide de você, descubra o que te faz sentir bem e vá em busca disso tudo sem nunca se perder e aprisionar seu objeto de desejo, muito menos o colocar sobre um altar. Cuide do seu jardim, cuide de você, faça o que gosta de fazer, descubra novos sonhos, se descubra…perceba os sinais que a vida da e viva tudo de forma intensa, verdadeira. Deixe que a felicidade saia de você e contagie todos ao seu redor. Faça escolhas que te transformem, que te toquem e que te motivem a ser melhor diariamente. Descubra em um olhar o brilho do encantamento e ali estará o seu amor.

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

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