Você está exatamente onde deveria…caminhe sem olhar para trás.


“Porque não falei tudo o que precisava?” É essa indagação que está em minha mente agora.

Ontem, participei de um processo seletivo muito importante em São Paulo/SP, do qual eu pensava estar muito longe. Não direi aqui de qual empresa foi, mas de uma empresa muito grande e conhecida.

Aliás, estou participando de muitos processos e gostaria de, pelo menos, pensar que terei chances em algum deles.

A questão é que essa pergunta ficou em minha mente desde que saí ontem do local das provas e entrevistas. Porque não falei tudo?

Eu poderia ter dito tantas coisas sobre mim, dentro daquelas perguntas clichês de processos seletivos: “Fale de você” ou “descreva o seu melhor”. Só fui perceber que não havia dito tudo o que precisava dizer e que contaria vantagens para mim, depois de ter escutado as respostas dos outros candidatos que vieram depois.

Poderia ter falado, além das minhas experiências profissionais, também das viagens internacionais que já realizei, apesar de não terem sido muitas. Foram experiências incríveis sozinha e que certamente faria diferença, pois tive contato com outras culturas, pessoas e, principalmente, com o inglês e o espanhol. Tive que me virar sozinha, sem nenhum brasileiro amigo pra me ajudar. E quer coisa melhor do que isso? Se eu pudesse, passaria por inúmeras outras experiências como essa.

Depois, também me lembrei da área para a qual estou concorrendo e percebi que, além de tudo o que havia dito sobre minhas experiências, eu havia tido outras mais importantes e relacionadas à vaga em questão, que deixei de dizer.

Profissionalmente, já fiz tantas coisas das quais me orgulho, que parece até que estou tentando me redimir deste equívoco escrevendo aqui, na esperança de algum responsável pelo departamento de RH ler antes de tomar uma decisão.

Dentro da minha profissão, já fiz tantas coisas: trabalhei como assessora de comunicação/imprensa, fui repórter-apresentadora-redatora de rádio e produtora de telejornalismo. Mas, além de tudo isso, escrevi um livro como trabalho de conclusão de curso na graduação, que me permitiu conhecer pessoas importantes e interessantes. Conheci um mundo antes desconhecido para mim. Conheci o Rio de Janeiro e conheci pessoas que fizeram parte de nossa história; príncipes reais e que lutam por uma ideia de monarquia que funcione em um país que já passou por inúmeras situações históricas de corrupção e censura.

Entrevistei atores globais, nadadores campeões como Cielo e Fabíola Molina, conheci universos paralelos e totalmente diferentes do que eu estou acostumada.

Depois desse meu questionamento, comecei a resgatar ideias que estão dispostas na filosofia de vida que sigo: nada é por acaso!

Mesmo sem êxito em uma prova, sem ter dito tudo, sem ter mostrado quem eu realmente sou; devo ter em mente que eu fiz o que foi possível naquela hora, embora eu reconheça que poderia ter feito melhor. Mas, se algo não me permitiu dar o meu melhor (como o tempo, por exemplo), isso significa que ainda minha hora não chegou. Ou o melhor que está reservado para mim, está em outra direção que não é por onde estou caminhando.

Sempre vamos pensar que não falamos tudo. E isso independe se é em um processo seletivo profissional ou se é na vida pessoal. Sempre acharemos um motivo para termos feito tudo de outro jeito.

Se “não deu certo” dessa vez ou mais uma vez, é porque simplesmente não era a hora, ou não era o seu momento. Devemos ter a consciência de que tudo coopera para o nosso melhor. E, muitas vezes, o que achamos ser o melhor para nós, é pura “ilusão de ótica”. O melhor é o que está disponível para nossa vida; é o que merecemos naquele momento.

Muitas vezes, nos frustramos com alguma coisa porque não deu certo. Isso só acontece quando esperamos demais por isso, sonhamos demais. Devemos procurar enxergar as coisas como elas realmente são e não nos preocuparmos demais em conseguir uma coisa específica, mas apenas o que for melhor para nós.

Devemos ter a consciência de que as coisas se realizam em nossas vidas não só pelo nosso merecimento, conhecimento e inteligência, mas também pelos nossos contatos, comportamentos em ambientes diversos e, principalmente, porque é o que deveria ser para nós. Nós atraímos aquilo que somos e transmitimos. Então, certamente, no momento certo que não sabemos quando será, atraíremos para nós aquilo que queremos – que faz parte do que somos – e aí, será onde nos sentiremos em casa e cada vez mais felizes. Tudo isso, porque será o lugar onde realmente deveríamos estar.

Tudo o que precisamos ter enquanto o que queremos não se realiza, é PACIÊNCIA. Isso vale para todos os aspectos de nossas vidas.

NADA ACONTECE POR ACASO!

VOCÊ ESTÁ EXATAMENTE ONDE DEVERIA ESTAR HOJE E AGORA!

O importante é ter história pra contar. Sempre!

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“Há aquelas pessoas que preferem a saída, praticamente ignorando o percurso e a chegada. Já outras preferem a chegada, mal se dando conta da saída e do percurso. E, finalmente, há aqueles que preferem o percurso, ou seja: para elas o importante é a estrada.”
Fez uma pausa.
“Esse terceiro grupo, confesso-lhes, é aquele em que me incluo. E acho mesmo, se me permitem, que são as pessoas desse grupo os verdadeiros viajantes; as outras, as outras apenas se deslocam no espaço e no tempo, apenas saem e chegam; na verdade, elas não viajam. Agora, essas pessoas que falei, não: essas realmente viajam. Para elas, a saída e a chegada são quase que abstrações. O real é o percurso, são as paisagens que elas vão vendo, as pessoas que vão conhecendo, os pontos de parada… Quer coisa melhor do que uma cervejinha num boteco à beira da estrada? Não é mesmo?…”
Várias cabeças balançaram, concordando.

(trecho do livro “Graça”, do premiado escritor mineiro Luiz Vilela (Editora Estação Liberdade, 1989)


Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908

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