A verdadeira COMUM – UNIDADE da VIDA



Quem é você segundo a visão do seu coração? Alguma vez já parou para pensar nisso?

Nós vivemos nosso dia a dia de acordo com nossas ambições, nossos gostos e com pessoas afins. Somos seres sociais que buscam viver em comunidade (comum unidade) com todo aquele que compartilha das mesmas ideias. Na verdade, é isso o que buscamos de forma quase que inconsciente a fim de que possamos nos organizar em torno de regras que possam nos definir como deste ou daquele determinado grupo.

Na verdade, o contexto de comunidade se ampliou, porque existem muitas ambições dentro de uma mesma pessoa e isso depende de momentos. A mudança faz parte da vida e, por isso, quem fica parado deixa de evoluir.

Nós precisamos, como seres facilmente adaptáveis que somos, aprender a conviver na comunidade de outra pessoa. O grande desafio dessa vida, e que vale à pena de ser enfrentado para nos tornar melhores e mais humanos, é convivermos com o oposto da gente: as ideias opostas, os ambientes contrários às nossas crenças, as pessoas que pensam diferente de nós. Na verdade, devemos evoluir com o novo contexto de comunidade, viver em comum unidade com o diferente e o novo todos os dias, sem distinção de religião, estilo musical ou gênero.

São as diferenças que nos tornam melhores, é o contato com culturas totalmente incomuns para nós que nos faz seres mais completos. Nossa bagagem cultural só é devidamente preenchida, se expandirmos nossa visão de mundo.

De nada adianta vivermos em uma comunidade pensando que é só ela que existe ou que ela é a melhor comunidade do mundo, seja pela visão religiosa na qual está inserida ou relacionada a gêneros musicais ou até mesmo políticos. Conviver com pessoas que pensam igual a nós é muito fácil, o difícil é amar o diferente, é compartilhar e debater ideias que se contradizem; difícil é você tentar entender todo aquele que pensa diferente de você porque teve condições de vida opostas. Difícil é você continuar com suas crenças, em meio a tantos desafios, a tanta guerra no mundo – convivendo com a violência. Difícil é você sustentar uma ideia que ninguém acredita. Difícil é você continuar caminhando, mesmo percebendo que todos estão voltando porque desistiram ou porque se surpreenderam com o que encontraram lá na frente. Difícil é você manter seus pés no chão enquanto muitos se distraem no mundo das drogas, da ilusão. Difícil é você fazer uma dieta com todos comendo coisas tão gostosas, mas que engordam bem do seu lado, todos os dias…é difícil…muito difícil.

Tudo isso é difícil porque é a realidade e porque ninguém disse que seria fácil, nem Jesus Cristo. Por isso, tudo o que contraria essa lei é uma forma de se abster da realidade, de fugir da rotina ou dos desafios necessários. A fuga momentânea pode até ser boa – algo semelhante a “tirar férias”, mas não pode ser uma constante. É preciso que enfrentemos os desafios cotidianamente, sem fugir para grupos de pessoas iguais, ou seja, para caminhos mais fáceis, por mais que esta seja uma tendência de qualquer ser humano “normal”.

É muito saudável termos momentos comuns, compartilhando gostos iguais com pessoas semelhantes. Aliás, nossa tendência é atrairmos pessoas que pensam como nós, o que é totalmente o contrário da frase que insistem em afirmar que “os opostos se atraem”. Isso é válido, natural e sublime, porém não podemos fugir dos desafios que o mundo nos impõe, como se  o mundo estivesse errado e nós estivéssemos certos. Nunca seremos donos da verdade absoluta. Na verdade, ninguém possui a verdade absoluta. Por isso, não podemos fugir das tentações, e sim encará-las de frente para provarmos nossa força. E se cairmos, teremos inúmeras chances de levantar. A queda não pode ser fatal. Sempre nos é dada uma nova oportunidade porque sempre há tempo para o recomeço. Por isso, não hesite. Se errou, tente outra vez. Se falhou, procure fazer melhor. Nada acontece por acaso e nossa tendência é sempre evoluir, nada retrograda ou permanece o mesmo.

Não se cobre tanto, se não tem certeza. Nunca diga nunca e sempre espere por um novo dia: maravilhoso e melhor.

Não estou dizendo que viver em comunidade não é saudável. O que não é saudável é você se excluir da vida social – fora da comunidade – privilegiando exclusivamente as ideias do seu grupo.

Existe um meio termo para tudo. Digo isso porque já conheci diversas comunidades fanáticas e radicais: religiosas (que existem aos montes), de gêneros musicais (pessoas que amam determinado ritmo e abominam qualquer outro tipo de música), de estilos (emos, punkies, dentre outros). Respeito todos esses grupos, porém o fanatismo é algo que destrói a convivência verdadeira, que envolve sentimentos e, principalmente, a amizade. Não ganhamos nada nos excluindo de outros grupos, só porque não pensam como nós. A única coisa que acontece é que deixamos de aprender com eles o motivo de pensarem diferente de nós. Podemos até deixar de atraí-los para nós quando nos afastamos deles.

Ás vezes, a comunidade existe sem que percebamos: é um grupo de amigos que não se desgruda e que não abre espaço para novos “integrantes”; é um grupo de amigos que compartilham de um mesmo gosto e não se permite descobrir coisas diferentes; é um grupo de dança; de pagode; de funk; um grupo de profissionais que só andam entre si e não pensam em outra coisa a não ser no trabalho; um grupo de jovens dentro de uma comunidade católica ou de qualquer outra religião que vivem seu fanatismo deixando de lado diversões inocentes, mas que aos seus olhos são pecaminosas. Enfim, ás vezes o fanatismo e a exclusão provocada pelo próprio excesso está diante dos nossos olhos e nem notamos, nem somos capazes de perceber, porque inconscientemente já absorvemos tudo aquilo como parte de nós. Nos tornamos radicais e indispostos ao que não é como nós, sem perceber.

Quando nos libertarmos dessas amarras, com certeza, ampliaremos nossa visão de mundo e passaremos a viver de forma diferente, porque nos surpreenderemos. Isso é saber viver!

Geralmente, os jovens costumam ter esse tipo de comportamento, porém, muitos jovens de antigamente extendem essa postura para os dias de hoje, limitando seu espaço de crescimento no mundo, ou se anulando emocionalmente, quase que de forma imperceptível.

É preciso se libertar mais! Conhecer e explorar o novo todos os dias. É isso o que eu sempre insisto em dizer em todos os meus textos. Entenda: viver é muito mais do que se fechar em seu próprio mundinho.

Viver é explorar, conhecer, conviver com as diferenças e aprender! Arriscar também é um imperativo nessa onda que se chama VIDA…

E nessa única verdadeira comunidade chamada VIDA, podemos provocar transformações incríveis na vida de muitas pessoas, seja de forma voluntária – por meio de projetos sociais – ou de forma involuntária – com nosso jeito de ser, nossas palavras e pequenos gestos que contagiam.

Nós somos os verdadeiros instrumentos do amor. Temos tudo em nossas mãos, só não podemos e nem devemos podar esse valioso dom de Deus dentro de nós.

Viver em comunidade pode ter prazeres, mas também pode nos trazer dores se não colocarmos limites. A comunidade pode ser a salvação para a solidão, mas é salvação temporária. Mas, a comunidade também pode ser exclusão da realidade cotidiana. Nos excluímos do mundo em favor de um grupo ou de uma filosofia de vida.

O que quero dizer é que sem meio termo não da para viver!

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908
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