O que a dança faz com as pessoas…



Já escrevi algo sobre dança em meu blog. Clique aqui para conferir.

Apesar disso, hoje, depois de conferir uma noite de salsa no Rey Castro em São Paulo/SP, pude sentir o que é estar em um ambiente repleto de pessoas que compartilham de interesses em comum.

Quando estamos em um ambiente onde as pessoas que nele se encontram partilham de gostos iguais ou semelhantes, automaticamente nos sentimos “em casa”, como se fôssemos todos parte da mesma família, independente de beleza, idade ou gênero.

É exatamente isso o que acontece com a dança. As pessoas se envolvem tanto com o que mais gostam de fazer (dançar), que acabam se esquecendo dos preconceitos que os envolve de uma forma geral, quase que involuntariamente.

O que acontece é que quando dançamos, liberamos a endorfina – o hormônio do prazer – e o fato de ‘simplesmente saber dançar’ nos faz sentir tão seguros de nós mesmos, que passamos a colocar nossa alma para fora, de forma a envolver não somente o parceiro com o qual estamos dançando, mas também todos que estão ao redor nos assistindo. Sendo assim, esquecemos de possíveis erros, que passam desapercebidos pelos olhos de quem desconhece essa arte.

Quem desconhece o universo da dança pensa que é puro exibicionismo, “só porque sabe dançar”. Existe sim um pouco de orgulho, mas vai além. Só quem dança sabe, porque é uma prática apaixonante.

Por outro lado, a dança também tem seus preconceitos ocultos na vaidade de quem não se entregou de corpo e alma a esse prazer. Muitos esquecem que a dança constrói famílias não-biológicas, as quais se aproximam por seus gostos em comum, e isolam os que dançam pouco determinado ritmo fazendo parcerias com aqueles que estão no mesmo nível.

Da mesma forma que fazemos nossos anfitriões se sentirem bem e confortáveis em nossa residência quando os convidamos ou não para uma ocasião especial, assim deve ser com conhecidos que dançam e se encontram em um ambiente propício para a evolução desse prazer, e, infelizmente, não é o que acontece. A realidade é que existem o que chamamos de “panelas”, em que pessoas do ‘mesmo nível’ se juntam com pessoas de mesmo nível.

Mas, infelizmente, isso é o que acontece em quaisquer grupos sociais. O ser humano ainda tem muito a evoluir nesse quesito, muito embora eu até compreenda o fato de isto acontecer com a dança.

Quem dança de verdade e bem, adora “dar shows”, ou seja, mostrar que sabe. É algo que transcende o prazer. É  uma linha tênue que separa do exibicionismo, mas quando estamos em grupos, devemos ser mais flexíveis e compreensivos. Tudo pode também ser questão de ponto de vista. Acontece muito de as pessoas agirem automaticamente e não perceberem se agiram bem ou mal.

Enfim, vivendo e aprendendo! Nossa tendência é sempre procurarmos por tudo aquilo que nos faça sentir bem, e o que vale nessas horas é sempre aproveitar ao máximo o momento e se envolver na sintonia da bagunça gostosa que é a dança.

Dança é sinônimo de família e em toda família existem desentendimentos, alegrias e surpresas. Mas, mais do que um eterno acertar e errar, porque é um eterno aprendizado, dançar é uma arte.

Contatos:
(12) 9749-3912 / (12) 9104-6202 / (12) 8822-6263 / (12) 8195-2908
Contato em SP:
(11) 7343-3177

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