Redução da Maioridade Penal



Será que quem tem idade para votar, ou seja, exercer sua vida civil e agora doar sangue, não tem idade para ser também punido?

Se já está implícito que crianças (adolescentes) com 16 anos de idade têm capacidade de discernir o que é o melhor para o nosso país, podendo até daqui a alguns anos dirigir (o que já é uma realidade nos EUA, e no Brasil essa ideia já está em análise), por que não podem responder por seus crimes? Por que têm que ser tratados diferente dos demais, só porque são adolescentes?

Crianças de 16 anos já têm autonomia para tomar decisões em prol de terceiros, tomar decisões referentes ao seu futuro – mesmo sem muita certeza – por que eles não podem também responder por seus atos?

Eles tomam tantas decisões muito mais cedo do que esta idade, como de terem filhos, por exemplo; dizem sentir amor nessa época e até chegam a tomar a cruel decisão de tirar vidas, por que então continuam impunes?

Como esses jovens crescerão e serão no futuro? Serão bandidos piores, exterminadores de vidas, psicopatas que pensam (ou melhor: que não pensam) agindo instintivamente, de forma quase irracional.

Por que não criamos leis capazes de puni-los? Vou além: não somente a partir dessa idade, mas de qualquer outra idade até inferior que seja capaz de cometer algum crime extremamente grosseiro. Porque, em minha opinião, quem comete qualquer crime, sabe exatamente o que deseja com isso.

Hoje em dia, essas ditas “crianças inocentes” são muito amparadas pelas leis, e pouco educadas. Se elas não podem aprender em casa, deveriam aprender com o mundo a conviver em sociedade, mesmo que tenham crescido em ambientes que favorecessem essas atitudes.

Não existem mais castigos hoje em dia, e por isso as crianças estão se soltando mais e perdendo os limites. Consequentemente, a sociedade caminha da mesma forma: sem limites, o que contribui com a delinquência geral. Isso tem que mudar! Se alguém pretende salvar nossas crianças, é preciso ensiná-las a serem mais humanas e seres verdadeiramente sociais, com as devidas punições.

Hoje, para quem não sabe, menores infratores são detidos – levam ineficientes “puxadas de orelha” dos policiais nas delegacias e em seguida são liberados. Isso só contribui para que eles aprimorem ainda mais a forma de negligenciar as leis e destruir vidas.

E, dependendo do crime que venham a cometer, podem até ser detidos pela tal FEBEM, mas saem de lá piores do que entraram. É uma verdadeira escola de bandidos! O pior é que, ao completarem a maioridade (18 anos, atualmente), saem de lá como se nada tivessem feito, ou seja, com a ficha limpa.

Como pode ser isso? Eles entram na FEBEM como se lá fosse uma verdadeira escola, em que torcem para que o ano passe depressa para que possam se ver livres. Eles não têm a mínima perspectiva de vida e voltam a cometer os mesmos erros. Por isso, sou a favor de leis punitivas proporcionais aos erros cometidos, INDEPENDENTE da idade do cidadão, podendo até a chegar a pena máxima, sem nenhuma chance de liberdade.

Não há necessidade de darmos tanta liberdade a pessoas tão jovens que podem discernir coisas tão importantes, e não podem pagar por crimes tão cruéis.

Infelizmente, as leis brasileiras estão muito aquém da realidade de países desenvolvidos como os EUA, mas creio que temos condições de mudar essa realidade. Já avançamos economicamente. Estamos muito a frente de países europeus nesse quesito. Que tal investirmos mais em educação e reduzirmos a maioridade penal?

Para que esperarmos mais?

É claro! Não são os políticos que sofrem com esses marginais soltos, mas nós, meros mortais, que andamos de ônibus, metrô e trem, sempre à mercê de infratores delinquentes, que levam facilmente nossas bolsas, dinheiro e celular, que lutamos para conquistar com nosso próprio esforço. E, infelizmente, estamos presos a essa situação, porque qualquer reação pode ser fatal.

Isso não está certo! Se eles não têm a devida condição de serem melhores e conquistarem suas próprias coisas com seu próprio esforço, é porque a Educação está falha em nosso país. E, enquanto esse investimento não ocorre, a solução imediata é a REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.

No fundo, penso que a política é podre. Um puro jogo de interesses em que quem sempre ganha são os mais fortes (ou cheios da “grana”). Os marginais soltos dão votos a esses piores criminosos que existem: os políticos.

Para uma sociedade em que presos também votam, isso não é surpresa. Claro que não!

Alguém precisa fazer alguma coisa! Deputados mal trabalham e ganham mais que R$ 10.000,00 por mês. Isso também é um crime! O que acontece com quem pega trânsito e se estressa diariamente em um trabalho duro para receber meros R$ 1.000,00 por mês?

É por esse motivo que o Brasil não anda, não vai pra frente! Que tal darmos uma geral no Senado? Convocarmos traficantes da pior espécie para bombardear aquele lugar?

Brincadeiras a parte, mas a justiça deve ser feita – não com nossas próprias mãos, claro que não! – mas, deve ser feita com as devidas punições, sem brechas na lei, porque uma vez bandido, sempre bandido!

Curiosidade:

Alguns psicólogos ainda insistem em defender ideias contrárias à redução da maioridade penal. Alguém concorda com isso?

Clique aqui, para ler mais sobre isso e dê sua opinião!

Contatos:
(12) 9749-3912 / (11) 7343-3177

Anúncios

4 comentários sobre “Redução da Maioridade Penal

  1. Entendo completamente seu ponto de vista, compreendo que a situação no Brasil chegou a tal ponto onde fica difícil achar soluções que realmente resultem em melhorias e mudanças, sendo que estamos praticamente à deriva em meio a violência e corrupção. Entretanto não concordo e não sou a favor da redução.
    Claro, sou apenas mais um cidadão, talvez sem importância que encontrei esse link por acaso e achei que seria interessante discutir sobre. Sou professor de inglês, tenho 27 anos, universitário e vivo no interior do Vale do Paraíba. A violência está em toda parte, não apenas nas metrópoles ou cidades mais desenvolvidas.
    Vivo em uma das cidades (considerada pela mídia local) mais violentas da minha região e tenho presenciado de perto a violência e uso de drogas em vias públicas. Quase todos os dias sou abordado por usuários de crack e outros “delinquentes” aos quais você se refere. Não vivo em um mundo cor de rosa e sei que nenhum desses jovens são santos ou vítimas totais, mas no meu contato com eles vejo que antes de tudo, antes de infratores, usuários, ladrões ou marginais, são seres humanos como nós todos. Têm um passado obscuro, sem modelos sadios de comportamento social ou emocional. Que chance tem um adolescente que nasce no meio da violência dentro da própria casa e do bairro, de conhecer outra realidade que não seja esta se não há projetos sociais suficientes que lhe dêem suporte e que possa abrigar a quantidade enorme de jovens que nascem e vivem nesta realidade.
    É muito fácil para nós, que nascemos com um mínimo de dignidade, amor na família e educação apontarmos o dedo e clamar por punição. Crescemos e nos desenvolvemos de acordo com nossos modelos, o caráter é em sua maior parte formado na infância e início da adolescência, e como um jovem que vive em condições miseráveis e de violência constante, presenciando isso desde bebê, vai ter noção do que é ser cidadão?
    Porque ao invés de brigar pela redução da maioridade não brigamos pelo combate ao tráfico? É mais comodo, visto que a situação de terror no Brasil é liderada pelo tráfico e talvez seja mais fácil o governo atender aos trabalhadores cidadãos, colocar os jovens infratores no colo da lei e dar umas boas palmadas. Quem sabe assim nos sentiremos mais seguros, ouvidos e atendidos. Quem sabe se aderirmos à lei da palmatória novamente nas escolas os alunos possam ficar mais obedientes também.
    Concordo que a palavra “limite” perdeu todo o sentido e significado de uns anos pra cá, mas punir o jovem, na minha opinião não resolve o problema da violência em questão, apenas disfarça algo muito maior que está por trás.
    É tão alarmante, somos tão ingênuos e indiferentes à este assunto, que uma postagem tão interessante e importante como esta não recebeu um comentário sequer no período de 1 ano. É apenas um fato tolo, mas é fato, como tantos outros. O jovem infrator só começou a incomodar porque perdeu ainda mais a noção de limite e isso não aconteceu da noite pro dia, é passado de geração pra geração, por isso acho que primeiro se deve localizar a raiz do problema antes de cortar galhos que podem voltar a brotar ainda mais numerosos e conscientes de que só há um destino pra quem nasce da violência – ser marginal.

    1. Concordo com algumas de suas ideias e respeito todas elas também, no entanto, enquanto essas miniaturas de marginais ficam soltos, esperando a maioridade para voltarem a cometer mais e mais crimes, se especializando nisso, muitas pessoas vão morrendo. Você e seus familiares podem ser uma dessas pessoas. Já pensou nisso? Eu não me arrisco a defender qualquer tipo de marginal, independente da idade. Muito menos se fosse filho meu!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s