O segredo para “dar certo”


Falar de relacionamentos é o mesmo que falar de troca de interesses, mas não podemos definir um relacionamento bem sucedido somente dessa forma. Além da troca de interesses (ou motivações), é preciso que os personagens principais desse jogo tenham afinidades, química, a fim de que a motivação possa ter a devida força para fazer dar certo.

Quando duas pessoas conversam pela primeira vez para se conhecer, elas sempre buscam pontos em comum, interesses em comum e detalhes que possam influenciar ou não em seu relacionamento futuro, seja de amizade ou afetivo.

Se for possível existir uma troca, já é meio caminho andado para o sucesso de um relacionamento. As pessoas sempre buscam no outro aquilo de que sentem falta em si mesmas. Então, se uma pessoa procura calma, sossego e estabilidade, certamente uma pessoa mais velha e madura, suprirá suas necessidades. Mas, esse jogo de interesses vai muito mais além. É uma espécie de política do amor.

As pessoas buscam parceiros que possam dar-lhes conhecimento, aulas particulares daquilo que mais gostam, experiências únicas das quais precisam para viver, emoções; coisas que sozinhas não conseguem realizar.

Por outro lado, se a pessoa encontrar tudo o que precisa (ou grande parte) em alguém, e não houver a química necessária para um relacionamento afetivo ou de amizade, as vantagens não farão a mínima diferença.

Por isso, engana-se quem afirma que todo relacionamento é feito exclusivamente de interesses mútuos. Todo relacionamento é feito sim de interesses mútuos (troca de vantagens), mas não é exclusivamente feito disso. É preciso de um quê a mais para poder funcionar por longos anos. E, além dessa química, é preciso que ambos sejam maduros o suficiente para entender que, para funcionar por longos anos, eles precisam nutrir os interesses e continuar buscando outros mais, afinal, as pessoas mudam e consequentemente, mudam também seus desejos. O parceiro precisa acompanhar essa mudança ou o interesse geral acaba. Entendeu por que os relacionamentos acabam? Se não houver recompensas que sejam maiores que os problemas (que todos possuem), não será possível continuar. A recompensa é a motivação, é a condição, a vantagem e o interesse.

Lógico que não se resume somente a isso o sucesso de um relacionamento. É preciso que haja compreensão, respeito, fidelidade, confiança, enfim, todas aquelas qualidades que nós buscamos e conhecemos como essenciais. Mas, se você for parar para pensar, isso ocorre quase que com perfeição com essas pessoas que compreendem a essência dos interesses mútuos e correspondidos. Digo “quase que com perfeição”, porque você deve saber que a perfeição não existe, então, não cobre tanto do outro; não cobre do outro aquilo que você próprio não pode dar. Ninguém gosta de cobranças, muito menos de serem pressionados.

Viva com leveza, mas com profundidade e jamais esqueça que o outro é um ser humano que, como você, precisa respirar, renovar seu ar, precisa de um pouco de liberdade, conhecer universos diferentes, descobrir novos desafios para sentir vontade de viver. Ele não precisa só de você e se você tiver consciência disso tudo, com certeza, terá muito sucesso em seus relacionamentos. Então, saiba respeitar sua intuição. Diga não quando quiser dizer e aceite para sua vida apenas aquilo que te faz sentir bem. Deixe o outro fazer o mesmo. Respeite-o.

Ciúmes é o mesmo que necessidade de auto-afirmação, que é o mesmo que apego por coisas materiais, que é o mesmo que imaturidade em setores específicos da vida, o que corresponde à insegurança e falta de confiança em si próprio.

Pense nisso e será muito mais feliz!

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