Construindo amizades eternas


As pessoas de uma forma geral têm uma capacidade enorme de se envolverem umas com as outras. A arte de se construir relações com bases sólidas e duradouras pode ser resumida em se deixar envolver pelo universo paralelo do outro. Já escrevi sobre esse assunto.  Clique aqui para conferir.

O ser humano baseia suas relações no grau de envolvimento e afinidades. Descobrimos pessoas afins em ambientes nos quais costumamos frequentar seja porque gostamos ou porque precisamos daquele espaço para agregar algo ao nosso conhecimento ou aprimorar o que é necessário.

Partindo do princípio de que ninguém se cruza por acaso, da mesma forma que nada acontece por acaso, os signos do zodíaco revelam muitas afinidades entre si. Cada signo complementa o outro na ordem em que estão relacionados: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Para quem acredita em reencarnação, pode-se entender melhor as qualidades de cada signo por meio das reencarnações passadas correspondentes. Por exemplo, quem é do signo de Peixes hoje, provavelmente pode ter sido do signo de Aquário em encarnação anterior. É óbvio que é uma relação um tanto complexa porque vai depender também do ascendente e signo lunar, dentre outros tantos aspectos do mapa astral de cada indivíduo, da mesma forma que não podemos levar ao pé da letra as inúmeras análises de sinastria existentes entre os signos que são feitas por aí. As análises disponibilizadas na internet, por exemplo, são simples, pois levam apenas em consideração o signo solar de cada um, quando na verdade, para sabermos com exatidão se há combinações entre os signos, há que se considerar o ascendente, o signo lunar, a numerologia e até encarnações passadas (o que é mais importante). Leia mais.

A grande verdade é que cada signo determina particularidades de possíveis características de personalidade, analisando a posição das estrelas, da Lua e o Sol. Mas, cada pessoa é única com pensamentos íntimos ligados aos sentimentos dos quais foram inundados durante suas encarnações e principalmente na vida presente. A psicologia pode explicar melhor esse aspecto. O indivíduo também se deixa influenciar muito pelo ambiente no qual está inserido, e isso também é um fator capaz de formar sua visão de mundo, paralela às qualidades de seu mapa astral.

O mais importante nas relações humanas é o sentimento que elas podem gerar, o amor infinito que podem criar, a felicidade capaz de transformar. Conhecer o que é bom ou ruim para cada signo certamente ajuda na aproximação, mas não podemos deixar de levar em consideração aspectos importantes como a família e a sociedade da qual cada um faz parte. A cultura é fator determinante de comportamento.

Cada ser humano é único e capaz de nos surpreender a cada momento. O que todos os 12 signos o zodíaco têm em comum é a necessidade de se relacionar, porque ninguém é capaz de ser feliz sozinho. Como dizem, “o ser humano não é uma ilha”.

É muito bom nos colocarmos no lugar de outras pessoas, compartilhar segredos, desvendarmos universos únicos – mais ou menos concretos, outros tantos abstratos – muito bom dividir conhecimentos, nos tornarmos melhores porque nos envolvemos com a cultura alheia, nos esbarramos com comportamentos diferentes que nos causam transformações imensas. Nos encontramos com sorrisos cativantes, palavras amigas, com o conforto de situações afins. É sempre bom sabermos que não somos os únicos a sofrer neste mundo, não somos os únicos com experiências tristes ou alegres. É nesse ato de dividir acontecimentos e experiências, que ganhamos verdadeiros amigos. A partilha é uma grande aliada da fraternidade, da paz, do compromisso para com o outro.

Cativar é amar…e amar é conhecer o outro, enxergando algo nele que tenha a ver com você, como se fosse um espelho capaz de te refletir.

Divido com vocês um trecho da história do “Pequeno Príncipe” de Antoine Saint de Exupéry, um dos livros que eu mais amei ler – que aparentemente é voltado para crianças, mas sinto que a definição é outra: é para a criança existente no adulto que a perdeu de vista:

“...Bom dia, disse ele.

—Bom dia, disseram as rosas.
— Quem sois ? perguntou o príncipe
— Somos rosas.

— Ah! exclamou o principezinho…

E ele sentiu-se extremamente infeliz. Sua flor lhe havia contado que ela era a única de sua espécie em todo o universo.

E eis que haviam cinco mil, igualzinhas, num só jardim!

Depois refletiu ainda:

“Eu me julgava rico de uma flor sem igual,

e é apenas uma rosa comum que eu possuo…

Isso não faz de mim um príncipe muito grande…

” E, deitado na relva ele chorou.

Foi então que apareceu a raposa:

—Bom dia, disse a raposa.
— Bom dia, respondeu polidamente o principezinho.
— Quem és tu? Tu és bem bonita…
— Sou uma raposa, disse a raposa.
— Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste.

— Eu não posso brincar contigo, disse ela. Não me cativaram ainda

—Que quer dizer “cativar” ?
— É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços…”
— Criar laços ?

—Tu és ainda para mim um garoto igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim.
Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se
tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim ÚNICO no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
E a raposa continuou:
— Minha vida é monótona. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.

Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.

E depois, olha!

Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil.

Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste!

Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado.

O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti.

E eu amarei o barulho do vento no trigo…

— Por favor… cativa-me! – disse a raposa.

— Bem quisera, disse o principezinho. Mas tenho pouco tempo

e amigos a descobrir e coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa.

Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.

Compram tudo pronto na lojas.

Mas como não existem lojas de amigos, eles não têm mais amigos.

Se tu queres um amigo, cativa-me !

— Que é preciso fazer ?

— É preciso ser paciente. Sentarás primeiro longe. Eu te olharei e tu não dirás nada.

A linguagem é fonte de mal-entendidos.

Mas cada dia sentarás mais perto… E virás sempre na mesma hora.

Se tu vens às 4, desde às 3 eu começarei a ser feliz.

Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz.

Às 4 horas, então, eu estarei inquieta e agitada:

descobrirei o preço da felicidade.

Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de

preparar o coração…

Assim, o principezinho cativou a raposa.

Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

— Ah! Eu vou chorar.

— A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não queria te fazer mal,

mas tu quiseste que eu te cativasse…

— Quis.

— Mas tu vais chorar !

— Vou.

—Então não sais lucrando nada!

—Eu lucro, por causa da cor do trigo.

—Vais rever as rosas e volta. Tu compreenderás que a tua é ÚNICA no mundo.

E ele disse às rosas:

— Vós não sois iguais à minha rosa, vós não sois nada.

— Ninguém vos cativou e nem cativastes ninguém.

—Sois como era a minha raposa, mas eu fiz dela um amigo.

—Agora ela é ÚNICA no mundo.

—Sois belas, mas vazias… A minha rosa sozinha é mais importante que vós todas.

—Foi dela que eu cuidei, ela é a minha rosa!

—Adeus, disse ele.

— Adeus, disse a raposa.

—Eis o meu segredo: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos...”.

A arte de criar laços é uma responsabilidade enorme para qualquer pessoa, porque quando se cria laços automaticamente nasce a responsabilidade de mantê-los, de cuidar, de confortar. E tudo isso exige esforço. Muita gente tem medo de se envolver, porque envolver-se significa também correr o risco de machucar-se.

Mas, o que é a vida se não a arte de correr riscos?

Ouse sempre e seja feliz!

Contatos:
(12) 9749-3912 / (11) 7343-3177

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