Rebatendo as críticas ao BBB


Gostaria de deixar claro que não tenho a intenção de impor minha opinião, apenas explicar minha visão sobre este programa, a qual não está nada fácil de detalhar em pequenas doses.

Para começar, vamos ser lógicos: se tudo é cultura (a cultura está inserida em tudo) e nenhuma cultura é inútil, logo BBB não é inútil e é cultura.

Explico: Todos os que lá estão confinados representam culturas diferentes, considerando a cultura não somente como conhecimento, mas como costumes e experiências de vida também. Ou seja, são culturas tentando passar “cultura” para quem assiste.

Qualquer pessoa que ligar a televisão sem o intuito de assistir BBB, e porventura parar no canal no momento em que a programação estiver passando, é porque de certa forma houve um interesse. Se houve um interesse, foi porque algo chamou a atenção, e se chamou a atenção foi porque acrescentou alguma coisa para a pessoa que assiste (cultura). Alguma coisa o programa vai passar para quem assiste, seja conhecimento por meio de uma conversa entre dois ou mais participantes do programa, ou até mesmo uma percepção comportamental que se pode levar para o dia a dia comum.

Os psicólogos poderiam muito bem explicar isso: o BBB é um grande arquivo de comportamentos distintos do ser humano. Lá, pode-se analisar como alguém reage em situações adversas, como são suas relações de amizade ou até de sobrevivência. Podemos analisar comportamentos, desconsiderando as edições que a Globo faz, só de observar a maneira como cada um age e reage, conversa e discorda de opiniões, suas alterações de humor; afinal, estão todo confinados, ou seja, privados de liberdade. Como você reagiria numa situação dessas em meio a tantos desconhecidos, que se tornam o seu universo em um momento de carência?

Viu? Você pode tirar muito proveito dessas análises, até mesmo para comparar o resultado dessas análises com sua própria convivência, seja no trabalho ou em casa. Afinal, as pessoas não são de todo diferentes, o ser humano possui pontos em comum em momentos estratégicos de vida, no que diz respeito aos relacionamentos.

O Big Brother é um programa que pode ser muito usado como modelo para empresas, ao elaborarem dinâmicas de grupo na hora da contratação ou até mesmo estratégias, porque o programa em si, exige muito trabalho em equipe. As provas para se conseguir comida para a semana toda são um exemplo disso, e é exatamente quando ocorre a derrota que surgem as desavenças. E aí? O que uma empresa faria com pessoas com personalidades fortes em situações como essas?

É claro que é preciso considerar 3 meses em um ambiente único e sem novidades. Você fica confinado sem saber o que acontece na vida real, e isso pode ser motivo para importantes atritos, mas não deixa de ser um laboratório de análise de todos os tipos.

Não podemos deixar de considerar as edições que a Globo faz, como já disse anteriormente, porém que emissora de rádio ou TV não faz edições a fim de cumprir com sua linha editorial? Até emissoras de TV católicas, como a Canção Nova por exemplo, deixam de entrevistar pessoas importantes da política só porque são favoráveis ao aborto. Então, é a linha editorial deles, o que vamos questionar? Apenas a credibilidade, talvez, das informações, mas quem assiste sabe o que está procurando, não é verdade?

Enfim, é claro que ao falar de BBB, também devemos falar de qualidade da programação e a influência sobre a população de um país. A Globo tem muita audiência e, por isso, poderia sim melhorar a quantidade de programas que visam à educação, mesmo em pequenas doses e com entretenimento, como já acontece; porém, ainda o que predomina e o que da dinheiro é o ibope, e devemos admitir que saber da vida alheia da muito ibope; notícias bombásticas com mortes também são audiência e brigas também. O enredo das novelas são um exemplo concreto do que atrai expectadores. Isso pode ser um medidor da educação brasileira também, considerando que a maioria dos brasileiros, por exemplo, é analfabeta ou semi-analfabeta.

Mas, quando digo que reality show também é cultura (não me refiro somente a BBB, como também a diversos programas que seguem essa linha, além dos diversos “aprendizes” existentes), me refiro à análise comportamental que pode ser feita rapidamente por aqueles que apenas podem acompanhar pelo canal aberto e principalmente por aqueles que pagam pela programação 24h por dia. Você pode tanto analisar como também aprender com alguns poucos componentes que fazem citações sobre suas experiências de vida. É como numa conversa entre amigos boêmios, por que não? E isso pode acontecer.

Todos, sem distinção, têm algo a acrescentar a alguém, e todos aqueles que lá estão são seres humanos com o objetivo de ganhar 1 milhão de reais; e por ambição ou não, podemos avaliar as atitudes que cada um toma diante dos desafios da vida. Quando se tem uma meta complicada. cada um reage de acordo com a “cultura” que possui, uns de forma positiva, outros de forma negativa. E assim acontece na vida real, com muito menos mordomias como no BBB.

Por mais que muitos lá dentro optem por usar máscaras (e todos nós usamos em momentos específicos de nossas vidas, de acordo com cada situação – é uma realidade), ninguém (de maneira geral) é capaz de deixar de ser si próprio o tempo todo. As máscaras sempre caem. Então, independente de edição, você poderá analisar perfeitamente o comportamento de cada indivíduo participante deste programa, bem como sua personalidade. É como um processo de seleção para um emprego: vence quem atrair mais ao público. É assim na vida, é assim na política. Aliás, a vida é uma política de bons relacionamentos: vence quem consegue conquistar mais pessoas favoráveis para seu convívio.

Então, pessoal, vamos refletir melhor antes de apontarmos dedos para qualquer tipo de coisa. Antes de termos nossa opinião, devemos sim respeitar às dos outros, mas também devemos conhecer o objeto de crítica, a fim de não sermos injustos e termos a certeza de que estamos realmente analisando por todos os pontos de vida. Afinal, o grande desafio da humanidade é enxergar além do óbvio, sair do quadrado, explorar o inexplorável, conhecer o desconhecido, usar de outros pontos de vista para interpretar uma mesma situação e/ou coisa. Muitos não conseguem fazer isso. Fanatismo estraga e deturpa a visão das pessoas em relação à realidade das coisas. Aprisiona a verdade, porque a imparcialidade deixa de existir. A verdade é uma só, mas cada pessoa tem uma experiência que determina sua visão. Quem vai querer contrariar isso? Ninguém tem culpa do que acredita ou deixa de acreditar, não é verdade?

Pense nisso…

Texto relacionado:

Nenhuma cultura é inútil

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