Efêmera e Incerta


Tenho medo da efêmera vida. Tudo passa tão depressa mesmo que demore anos. As pessoas se vão e permanecem presentes, estando elas vivas ou não.

Muitas nos acompanham por toda a eternidade sem que consigamos entender o motivo de tanta força existente nesses laços, mesmo que detalhes pouco ou muito importantes da vida venham a nos manter distantes fisicamente.

Quebramos promessas, fazemos outras tantas, sofremos por motivos diferentes, choramos por razões ocultas. Mas, as afinidades nos mantém unidos por meio do amor incondicional que Deus proporcionou a até um mísero ser humano.

Nada sabemos sobre o que vem depois, não temos ideia do que pode nos acontecer amanhã, pouco nos passa pela percepção o caminho que nossas vidas vão tomar, mesmo que tenhamos sonhos a alimentar; aliás, eles devem sempre existir. São eles que nos mantém vivos. Só não sonha quem já morreu e morre mais depressa quem deixa de sonhar.

É fácil manter pessoas próximas de nós com a simples palavra “ainda”: “ainda te amo”, “ainda penso em você”, “ainda te quero”… o difícil é provar que isso é verdadeiro ou se desapegar do costume do ‘ainda’.

O problema do “ainda” é que ele é incerto e, por ser incerto, te faz ficar preso a uma ilusão. E o pior de tudo isso é que você, muitas vezes, adia a vivência de algo que poderia ser uma realidade emocionante de se viver enquanto se está vivo pelo simples medo de arriscar. Você adia aventuras sem igual de sentimentos reais, os quais podem nunca serem vividos, já que o dia de amanhã está fora de nosso alcance.

Aqui nesse planeta chamado Terra, nada é eterno. As pessoas nos deixam, muitas vezes, sem imaginarem o quanto nos apegamos a elas – conscientes ou não. É…a palavra que resume tudo isso é o “apego”. Nos apegamos ao mínimo e fazemos drama; nos apegamos ao que para nós é importante e deixamos de compreender que existe um ciclo na vida que sempre nos leva para onde realmente pertencemos. E a Terra…bem, a Terra é apenas um lugar onde estamos de passagem. É uma preparação para a eternidade e, por ser uma preparação, nem sempre passamos de ano e, por isso, muitas vezes ficamos de “dependência”, como dizem os estudantes. A vida é uma escola, e sua complexidade eterna, só tende a nos formar nessa aventura maravilhosa de se arriscar para ser livre e simplesmente viver tudo o que se apresenta para nós como bom.

O desapego é apenas uma lição dentre muitas outras que temos para aprender nessa estrada recheada de pedras de inúmeros tamanhos.

E é justamente por ser efêmera e incerta que a vida se chama Vida. É para ser vivida no agora, no hoje, neste instante; fazendo tudo com o cuidado de não se arrepender e, por esse motivo, fazendo tudo com o sentimento da vontade. A vida é simples, nós é que a complicamos com nossa falta de experiência, nossa pouca maturidade espiritual e nossa falta de prática do Desapego. É “simples” assim, e todos têm medo de chegar no fim e descobrir não terem feito tudo o que podiam.

“Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.

Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.

Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso “porque não estamos acostumados com isso” e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.

E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.

Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!

E o tempo passa…

Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.

Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!

Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.  

Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.

Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.

Olhe para frente!

Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.

Pense!… Se você está lendo esta mensagem é porque ainda tem tempo!!!

Não o perca mais!…”

(Letícia Thompson)

Contatos:
(12) 9749-3912 / (11) 7343-3177

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