Seja inteligente emocionalmente


Uma amiga me disse: “privilégio de muitos não é privilégio“. Fiquei pensando nessa frase e no contexto no qual está inserida e comecei a pensar em algumas coisas…

A vida nos apresenta inúmeras situações que nos proporcionam aprendizados eternos. De uma maneira bem simples, aprendemos que não podemos generalizar em nossas afirmações e que nem todos os homens ou mulheres são iguais. Os dois amam, os dois choram, os dois sentem raiva. A única diferença está no gênero.

A simplicidade faz parte da vida e nem sempre estamos prontos para enxergá-la. Ao mergulharmos em profundas emoções, deixamos de perceber a objetividade de todas as coisas. Mergulhados na raiva, na dor, no desespero, não somos capazes de ver a solução que, para quem está de fora, é óbvia.

Por isso, a existência da tão conhecida frase: “não faça nada de cabeça quente”; porque afinal, a “cabeça quente” significa a cegueira de nossa razão, da nossa sensatez.

Agir impulsivamente só mostra ao outro a nossa falta de cuidado conosco mesmos. Não nos preservamos e deixamos extrapolar o que deveria ficar oculto em nós. O outro passa a conhecer nossas fraquezas.

Quando minha amiga fez uma afirmação digna de um pensador famoso, que para mim pareceu tão inteligente e superior (“privilégio de muitos, não é privilégio”), pensei: “mas, isso é tão óbvio…como não pude enxergar essa verdade?”.

O que ela quer dizer, na verdade, cabe a mim descobrir contextualizando as situações pelas quais passo e já passei. Mas, é fácil entender quando se tem uma clareza pós-emoção. Na confusão dos sentimentos, tudo é uma bagunça, que se for parar para pensar, reproduzimos concretamente em um quarto bagunçado, uma sala, um escritório ou uma mesa desorganizada. A desordem real não é material, mas psíquica. Já parou para pensar nisso? Quando nossa mente está bagunçada, nosso quarto; nossa sala; nossa casa, certamente, também estará.

“Privilégio de muitos não é privilégio” porque quando uma pessoa te trata como excepcional dizendo ser você a única, e faz o mesmo para outros muitos; na verdade, você não é o único. E, quando descobre isso, é preciso abrir os olhos para a verdade e seguir em direção ao que te faz feliz. Ou seja, se libertar de tudo aquilo que não te faz bem, mesmo que, de imediato, pareça fazer.

É como quando se tem um falso-amigo sem saber, que transita entre os seus e os de seu inimigo, e finge estar tudo bem. São situações que nem sempre são fáceis de identificar, mas os sinais sempre são muito óbvios, tão óbvios quanto a verdade quando aparece. E mais uma vez: não enxergamos por estarmos “cegos”, envolvidos em sentimentos.

Quando a verdade aparece, devemos ser fortes para mudar a comodidade na qual estamos presos. Acostumados à mentira que antes nos parecia real, ficamos sem forças para acreditar. Mas, se libertar é viver!

Para explicar essas ideias, trago uma ilustração denominada de “inteligência emocional” que, para quem não sabe, de forma resumida, é a qualidade de quem sabe controlar suas emoções em momentos estratégicos com empatia, gerenciando as emoções, fazendo desassociação de si próprio no momento em que for surpreendido por uma forte emoção, dentre outras coisas.

Segue:

“A inteligência emocional é um tipo de inteligência que envolve as emoções voltadas em prol de si mesmo. Para que um indivíduo se desempenhe bem esse necessita de inteligência intelectual, flexibilidade mental, objetivos traçados, equilíbrio emocional e determinação. Adquirindo a capacidade de se auto-conhecer, lidar com os sentimentos, controlando-os, administrando as emoções, levando-as a serem influenciadas pelos objetivos, relacionando-se e observando o emocional de outras pessoas.

As emoções muitas vezes influenciam as pessoas em suas decisões e isso significa que esta se mantém positivamente ativa já que colabora com o amplo e global crescimento do indivíduo. Pode ser desenvolvida positivamente já que possui tanta influência sobre as pessoas através das observações e avaliações do próprio comportamento e sentimento, ocultando sentimentos como raiva, desânimo, frustração e substituindo-os por bom-humor, entusiasmo, positivismo”. (por Gabriela Cabral – equipe Brasil Escola)

“Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil”.
ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco

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Um comentário sobre “Seja inteligente emocionalmente

  1. Bastante interessante. Devo acrescentar que devemos utilizar a cabeça para lidar com situações causadas pela falta de satisfação de nossos instintos. Antes de agir, procurar escrever sobre o que se sente em determinado momento, dançar uma boa música e depois agir.

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