A faísca da diversidade


Ganhamos inimigos quando expomos nossas ideias, que nem sempre batem com as ideias alheias. Não temos a obrigação de agradar a todos, e nosso livre arbítrio é o único capaz de guiar nossos passos.

A condução da vida é subjetiva porque cada pessoa possui seu próprio ritmo, dentro do compasso em que nasceu e foi criado. Impossível determinar o alcance de nossas escolhas, mas é fato que elas têm consequências.

Se uma palavra nos escapou dos lábios, é nosso dever arcar com o que nos cabe, afinal, para cada ação existe uma reação. Cada pessoa sofre o que merece sofrer, chora o que um dia fez alguém chorar. Nada nessa vida é em vão. Os obstáculos existem para serem superados, e a solução para cada dificuldade está dentro de nós, ao escutarmos a voz da intuição, coberta pela razão da experiência de vida. Mas, infelizmente, nem todos possuem essa qualidade.

É impossível convencermos a todos das ideias que possuímos. Nossas crenças e valores combinam somente com o que é nosso. As divergências de opiniões devem existir para nos edificar, e não para nos afastar de amizades que poderiam ser eternas. Respeitar a opinião do outro é um desafio de gigantes, porque é muito complicado desfazermos de pensamentos de longa data que temos criado desde muito cedo. Por isso, nossa mente deve sempre ficar aberta a novos discernimentos, pensamentos e filosofias, afinal, a verdade tão desmembrada pelos cientistas e pessoas comuns, nada mais é do que um produto de meras pesquisas decorrentes de uma ideia pré estabelecida.

Podemos relacionar a verdade com a subjetividade e, com isso, definir que o pensamento humano é distinto devido às relações construídas em cada meio social.

M. M. Soriano disse que “para criar inimigos, não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa”, e afirmando isso, certamente, já deve ter tido muitos problemas.

As pessoas não gostam de serem contrariadas. Elas gostam de pessoas que concordem com elas, que pensem como elas e, assim, que caminhem lado a lado. A maioria tende a confundir divergência de ideias com crítica pessoal, quando na verdade, é um diálogo que tenta acontecer com o impedimento psicológico que parte unicamente da pessoa imatura que acha sempre que todos estão contra ela.

Faz parte da maturidade aceitarmos que tudo o que difere de nós, serve para nos edificar como ser humano e profissional – considerando que as duas coisas caminham no mesmo sentido – e não para nos transformar em inimigos, que é o que muitas vezes acredita-se acontecer.

Ontem, li um comentário no Facebook de um amigo que muito me chamou a atenção e também a de muitas outras pessoas. Ele questionava a existência de Deus, pelo simples fato de Ele ter tirado seu pai da vida terrena. E usou palavras pesadas para criticá-lo. Sua atitude, obviamente, me provocou a falar e, consequentemente, provocou vozes de muitas outras pessoas. Entendemos com empatia o sofrimento dele, mas isso não dá o direito desta pessoa procurar culpados, quando o momento é de silêncio.

Muitos comentários falavam de egoísmo da parte dele e se colocavam, ao mesmo tempo, em seu lugar. Mas, quem garante que ele não precise passar por isso? Se devemos respeitá-lo pelo momento que passa, ele também deve respeitar as opiniões que surgem devido a esse comentário infeliz. Não é verdade?

Não nos cabe fazer julgamentos. Cada um tem seu tempo certo de alcançar o bom entendimento das coisas, e nunca estaremos completamente prontos. Não somos perfeitos!

Esse exemplo é apenas uma ilustração de como nossas manifestações opinativas podem gerar confrontos e até inimizades, quando os envolvidos não estão devidamente prontos para os desafios provocados pelas divergências de ideias.

Vivemos em uma democracia, no caso do Brasil, e por ser desta forma, deveríamos agir como pessoas democraticamente corretas e livres para seguirmos o que acreditamos, sabendo vencer pelas palavras inteligentes sem fugirmos do que nos provoca.

Contatos:
(12) 9749-3912 / (11) 7343-3177

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