Em companhia do Silêncio


Quando chega a noite, existem aqueles que se deleitam do mais doce e singelo silêncio, cujo sabor se mistura com o cheiro das jasmins.

Existem aqueles que adormecem no afago do travesseiro repleto de quimeras, sonham com um novo amanhecer repleto de delícias e desejos concretizados.

Existem aqueles que não dormem por sonhar demais, aqueles que choram pelas lembranças que a escuridão traz, e aqueles que suspiram uma melancolia profunda de uma solidão inquieta.

O silêncio da noite solitária traz consigo a esperança de uma companhia que um dia estava ali e que o vento levou simplesmente porque é assim que a vida é. O silêncio da forças ao pensamento involuntário, que insiste em acontecer para nos mostrar que não estamos sós. O pensamento é a companhia invisível dos solitários, a qual pode levar uma pessoa à loucura se esta não tiver um equilíbrio emocional forte.

O silêncio traz conforto aos que almejam uma boa noite de sono depois de um dia intenso de trabalho. O barulho do silêncio é um forte aliado da meditação – do encontro com a alma que aspira por renovação.

Quando fechamos os olhos, podemos ver nossa beleza interior (nossos sonhos adormecidos e anseios produzidos pela nossa memória). Nossas experiências são refeitas, momentos inesquecíveis podem ser revividos, cenas reproduzidas e energias reconstituídas. Quando fechamos os olhos, olhamos para dentro de nós, porque essa é a única forma que conhecemos de percebermos quem realmente somos, porque a luz do dia ofusca nossa visão do Eu e enxergamos o que nos rodeia por meio de olhos estranhos, que passam por nós interferindo em nossa imagem interna processada. Como se fôssemos um computador que se deixa levar por energias diversas transmitidas por fios, que podem ser comparados às pessoas que fazem parte de nosso dia a dia.

Só quando fechamos os olhos, podemos ver claramente quem somos, o que queremos…e só assim podemos entender que, mesmo sozinhos, não estamos perdidos. Nossos sonhos e canções imaginárias de conversas que aparentemente nunca aconteceram são nossas melhores companhias.

Diariamente refletimos nosso interior; o que nos rodeia é o espelho do que somos. A loucura da nossa mente nos acompanhará até o fim de nossos dias. Saber como lidar com ela é o segredo para o encontro com a dança perfeita que acontece no silêncio da noite: é o encontro da nossa mente com o coração porque é quando nem um e nem outro brigam para ter razão. O silêncio é a resposta inteligente, porque simplesmente não há resposta exata para todas as questões de uma mente cansada.

É no silêncio que a alma dança. (Michelly Ribeiro)

Contatos:
(12) 9749-3912 / (11) 7343-3177

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