Enquanto houver fogo…


Tem coisas que não voltam mais mesmo! Não que eu me arrependa de algo, não me arrependo; mas, muita coisa não podemos mais viver de novo.

Apesar de a idade estar na cabeça da gente, o fato é que com o tempo certas coisas se perdem. Todas as primeiras vezes ficaram lá atrás, os sonhos de menina também.

Não se pode mais desiludir-se da desilusão. Você já viveu aquilo, já sofreu, já aprendeu aquela lição.
Daqui pra frente o tempo só tende a passar. Sua infância já ficou para trás junto com seus amigos que você não vê mais. Aquela paz simples e ingênua do fim de tarde, com sabor de sessão da tarde e pipoca feita pela mamãe foi substituída por responsabilidades e preocupações ocasionadas por quem se diz experiente demais, mas não consegue simplificar.

O adulto complica, o adulto sofre, o adulto chora. Faz tudo o que uma criança também faz, só que com um peso maior.
As vezes é difícil ver adolescentes passando por perto com aquelas conversas bobas, que você sabe que já teve um dia. Ao mesmo tempo, é muito bom saber que você venceu desafios, trilhou caminhos árduos, caiu e levantou. É muito bom ser exemplo, apesar das responsabilidades, é muito bom se sentir pronta para qualquer dor que possa te atingir no futuro, é muito bom saber-se maduro, porém incompleto. Digo incompleto porque jamais saberemos de tudo. Quem ousar dizer que sabe tudo, é um escravo do seu orgulho.

Impossível não dizer que sinto saudades daquela época em que tudo era só quimera, em que me imaginar a atriz principal em um palco era minha única preocupação.

Mas, hoje eu sei com a certeza mais forte que existe, que eu sou a atriz principal do palco da minha vida. E esse papel, ninguém vai conseguir tirar de mim.

A vida é feita de fases. É feliz, ou sabe ser feliz, quem compreende cada passo sem desanimar na primeira queda.

De repente me dei conta de que as coisas estão mudando… Tudo ao meu redor caminha… O ritmo está diferente, as pessoas, minha família, meu trabalho. Eu estou mais velha que antes (lógica pura), mas não tinha parado para notar o quanto as coisas mudam.

E, embora, não percebamos a importância de tudo isso em nossas vidas; sempre as mudanças cooperam para o nosso melhor.

Mesmo adulta, continuo aprendendo a esperar, a me calar, a respeitar… Aprendendo a deixar a vida ditar as regras, aprendendo a ter calma mesmo com tanta coisa para dizer. Aprendendo a me ausentar, aprendendo a arte do silêncio. Aprendendo…aprendendo sempre… Aprendendo porque viver é se desprender de amarras, evoluir. Estou aprendendo porque reconheço que o amor é capaz de superar limites e jamais desiste.

E embora, as vezes, eu sinta uma vontade forte de dizer:

Me permita chegar em silêncio e te abraçar. Me permita te beijar os lábios e te acalmar. Me deixa ser eu mesma com você, e seja você a presença inebriante da paixão. Me permita te encantar, te surpreender, te enaltecer… E depois que tudo tiver sido permitido, depois de tudo ter sido tentado e testado, se não funcionar, nosso coração irá saber. Mas, apenas me permita dizer: a vida é muito curta para não se viver. Me permita…..se permita!

eu prefiro me calar, porque as experiências me ditaram as regras de hoje.

Vivo uma época em que caminho lentamente, descanso nos meus sonhos e acordo exatamente no amanhecer. Tento não esperar demais para não sofrer, mas vivo intensamente com o coração, se assim eu sentir vontade de fazer. Não penso nas consequências, apenas vivo minhas vontades, no calor que o momento me faz. Enquanto houver fogo, eu vou amar.

Contatos:
(11) 97343-3177 / (12) 9749-3912

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