Remédio para o coração


Nos últimos dias, as pessoas têm me procurado buscando soluções. Geralmente, começam assim: “Você que é expert, o que é bom pra gripe?” ou “O que é bom para a dor de cabeça?”, e por aí vai. Para essas duas questões, as respostas são respectivamente: Vitamina C e Café. Só ainda não entendi o motivo de me procurarem tanto para este fim. Nem médica eu sou! Talvez seja pelo fato de eu sempre me colocar à disposição para ajudar com algumas pequenas doses de sugestões.

Não reclamo em ser útil, mas comecei a analisar o fato de eu ter respostas para muitas coisas, e para as dores da alma (do coração), eu não tenho o remédio certo.

Os cientistas e biólogos vão dizer que o coração não sente dor porque não possui nervos para transmitir este tipo de impulso. Lógico que é pura analogia, e só quem já sofreu por amor ou qualquer decepção sabe o que quer dizer (quem nunca sofreu que atire a primeira pedra).

Como seria bom se existisse um remédio certo para tomar na hora em que a dor apertasse no peito. Bom seria se algum medicamento pudesse nos fazer esquecer dos problemas causados pelas mágoas, bom seria se o coração não fosse um portador irracional de sentimentos, que os poetas criaram para figurar os pensamentos contínuos que nos levam para algum lugar ou pessoa. Complexo?

O que eu quero dizer é que as borboletas na barriga (simpaticamente criadas pelo poeta, cujo nome me esqueci) ilustram um pouco da ansiedade e da dor de quem pensa demais em alguém e não pode ter o que deseja. Ilustra a pessoa que sente fome, mas não consegue comer, porque o nervosismo toma conta do “coração”, motivado pelos pensamentos loucos que alimentam a vontade maluca de se ter o que, temporariamente ou definitivamente, não se pode ter.

O amor é uma lógica impensada. É uma lógica que deve ser omitida para ser vivida. Quem é racional demais, deixa de experimentar uma das delícias mais sublimes, que é amar. Quem usa de extrema racionalidade para interpretar o amor, simplesmente não consegue vivê-lo em sua plenitude, porque sofre de outros males, como o medo.

O amor é o único sentimento capaz de surpreender positivamente. É com ele que aprendemos a nos libertar para fazer outra pessoa feliz. É ele quem nos ensina a arte do desapego. Quem ignora a beleza desse sentimento, perde a oportunidade de ver resultados inimagináveis em um futuro não muito longe daqui.

Talvez o melhor remédio para as dores do coração seja o equilíbrio espiritual, já que nem sempre o pessoal e o profissional estão no mesmo nível. Muitas vezes, quando um está bem, o outro resolve despencar.

Buscar algo em que acreditar nos ajuda um pouco na arte do desapego e alivia um pouco da “dor”. Serve como um paliativo: não cura, mas diminui a possibilidade de inflamar ainda mais.

Contatos:
(11) 97343-3177 / (12) 9749-3912

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