Mude!


Eu sempre tive uma certa repulsa por comida japonesa. Quando comi pela primeira vez há uns 4 anos, confesso que detestei. Recentemente, saí para almoçar com os colegas de trabalho, que são apaixonados por esse tipo de refeição. Como era aniversário de uma das pessoas que estava presente, me vi obrigada a experimentar novamente. Depois de tanto tempo, nem me lembrava mais do sabor.

Não que eu não goste de experimentar comidas diferentes. Muito pelo contrário, geralmente, é a primeira coisa que procuro conhecer quando vou a uma cidade ou país. Gosto de me aprofundar nas culturas. No entanto, meu problema era com a bendita comida japonesa. O fato é que comi e gostei. Não fiquei tão apaixonada quanto eles, mas gostei. Hoje mesmo até me bateu uma vontade de comer novamente, e foi o que eu fiz.

Me acostumei a entrar todos os dias na internet depois de passar 8 horas na internet no trabalho. Quando decidi que iria fazer tudo diferente daqui para a frente, parece que tudo começou a ficar mais leve. O que me fazia sentir mal virtualmente, passou a me fazer sentir 100% bem na “vida real”. Li um livro produtivo, transformei minha mente, e só quero que tudo seja diferente todos os dias…

Citei esses exemplos só para ilustrar o quanto somos seres adaptáveis ou flexíveis. Nos adaptamos para sobreviver, para conviver, para nos envolver. Adaptação também tem a ver com costume. Muitas vezes, ela demora, mas acontece. Sem a adaptação ao meio ou à cultura, dificilmente seremos capazes de navegarmos nas profundezas das diferenças humanas.

A verdade é que quando se busca mudanças na vida, o ser humano, de forma equivocada, entende que estas devem acontecer de fora para dentro, quando na verdade, elas deveriam ser configuradas dentro de nós mesmos.

Só conseguiremos mudar nossas vidas, a partir do momentos que buscarmos realmente as mudanças: fazendo coisas diferentes das habituais, percorrendo novos caminhos, agindo de maneira diferente e até comendo comidas diferentes. Por que não?

Já dizia Dalai Lama, com toda a sabedoria que lhe cabia, “Seja a mudança que você quer ver no mundo“.

Apesar de todas essas verdades, muitas vezes, por estarmos tão acomodados e inseguros, tomamos a dramática decisão de permanecermos os mesmos, sem ousar, sem tentar, sem conquistar. Simplesmente, porque é mais fácil desistir.

Somos seres feitos de hábitos. Repetimos, fazemos as mesmas coisas, gostamos do que está acomodado e confortável, mesmo quando isso nos faz mal. O conhecido nos dá segurança“. (psicoterapeuta Barry Michels).

Todas as pessoas são dotadas de poder para mudar a si próprias e, com mais ou menos dificuldades, elas conseguirão atingir seus objetivos. Isso é um fato admitido pela psicologia e explicado na revista “Vida Simples”, de Outubro de 2012.

Como já afirmei em alguns textos, tudo o que tem vida, muda. Só o que é morto não muda. É a lei da evolução: ninguém permanece o mesmo para sempre. As experiências são as responsáveis por ditarem as regras da mudança em nossas vidas e, desta forma, nos apontam direções. Mas, também há o nosso livre-arbítrio. Muitas vezes nos cansamos daquela vidinha “mais ou menos” e decidimos correr atrás da nossa felicidade. É a partir desse momento, que a mudança começa a acontecer.

O que tem vida, tem movimento e graça. É como uma dança, uma música, sempre em equilíbrio dinâmico. Se você ficar parado, sem se mexer, atravessa o ritmo, os outros o atropelam“. (psicóloga paulista Maria Cândida Amaral).

A simples noção que nos faz enxergar com clareza que possuímos problemas, já é uma parte do processo de caminhada para a mudança porque percebemos os desafios que a vida proporciona, como condições para corrermos riscos a fim de nos tornarmos mais maduros e sábios.

Quem consegue enxergar os problemas com bom humor, tem mais facilidade em viver em constante mutação. Só não tem gosto em mudar, quem se deixou levar pelo desânimo e pela depressão.

Todos que se entregam à mesmice diária precisam de doses reforçadas de coragem e confiança para se transformarem.

Todos podemos entrar em contato com forças internas que nos ajudam a mudar, desde que se saiba como acioná-las” .(Barry Michels)

O desconforto e a insegurança são coisas naturais do viver. Não há muita escolha, a não ser a maneira como se passa por isso“. (Revista Vida Simples de Outubro de 2012).

Todos nós devemos aprender a recomeçar depois de uma queda. Devemos  nos desapegar sempre de coisas e pessoas que nos fazem ser os mesmos o tempo todo. A vida está em constante mutação, e cabe a nós acompanharmos essas mudanças com coragem, resignação e vontade.

É preciso saber dizer não ao que nos incomoda (ou nos acomoda), dizer não ao que nos machuca, e começarmos a dizer sim para a Vida em sua plenitude. Sim para tudo de bom e melhor que ela tem para nos oferecer.

Todos nós possuímos o poder de promovermos a mudança em nós mesmos e no outro. Mas, o que as duas ações têm em comum é a vontade; assim como a vontade aliada à coragem que tive de experimentar um Temaki. A partir daí, alguns hábitos da minha vida também começaram a mudar. Só para não dizer que é um exemplo absurdo.

O tempo todo estamos sendo chamados para a mudança. É nosso dever analisarmos o que coopera para o nosso melhor abrindo o nosso coração. Nada acontece sem uma razão. Quando as coisas ao nosso redor muda e nos sentimos mal, é porque de alguma forma não estamos acompanhando essas mudanças. Mas, quando mudamos nossas atitudes, comportamentos, lugares que frequentamos, tudo ao nosso redor muda de forma quase que inconsciente; digo inconsciente, porque nos sentimos tão bem que nem percebemos.

As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem“. (Chico Buarque)

Faça tudo diferente todo dia, porque só assim você será capaz de se surpreender e fazer a diferença na vida de alguém.

Compartilho novamente um texto que adoro, “Mude”:

Contatos:
(11) 97343-3177 / (12) 9749-3912

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