O que a Vida quer nos dizer…


Neste sábado (29/09/2012) fui consultar uma médium. Não vou entrar em detalhes, mas repeti o que havia feito há um ano e quase 9 meses. Ouvi várias previsões. Se são verdades ou não, muito do que escutei dessa mesma pessoa no ano que passou, se concretizou, por isso, fui confiante, porém não com o mesmo entusiasmo.

Compartilho isso, porque nem tudo o que queremos acontece exatamente na proporção que nos agrada, e talvez nem tudo nos é permitido saber em relação ao nosso futuro justamente por não estarmos preparados para enfrentar ou por não termos condições de impedir determinados acontecimentos.

O fato é que a vida é cheia de propósitos, de encontros e desencontros, e também é feita de mudanças…

Se ninguém mudasse, não seríamos melhores que antes; se ninguém mudasse, continuaríamos sofrendo pelos mesmos motivos de outrora; se ninguém mudasse, admitiríamos sempre as mesmas pessoas em nossas vidas; se ninguém mudasse, não ousaríamos viajar, conhecer, estudar; se ninguém mudasse, ficaríamos estagnados e destinados à mesma posição dentro de uma empresa; se ninguém mudasse, não casaríamos, não tínhamos filhos, não nos divorciaríamos; se ninguém mudasse, o mundo seria eternamente o mesmo – sem tecnologia, sem cura, sem carros sofisticados – porque estaríamos destinados a viver eternamente na Idade da Pedra, já que não existiria evolução.

Você pode estar me perguntando “aonde você quer chegar com tudo isso?”. Vou te responder:

Ficar sabendo do futuro pode ser reconfortante porque nos ajuda a desapegar de certas coisas, de certas pessoas, nos levando para caminhos mais tranquilos em direção ao que realmente nos “pertence”. Porém, saber do futuro pode nos causar desesperos desnecessários que, dependendo do autocontrole da pessoa (ou da ausência do mesmo), pode levá-la a se precipitar em determinadas atitudes.

A verdade é que a Vida nos ensina a caminhar com passos lentos. Não adianta apressarmos a chuva. No momento certo, ela vai cair. E, observando a ansiedade dos paulistanos em relação à essa situação nos últimos dias, pude perceber o quanto o ser humano é inconstante – ou uma verdadeira “metamorfose ambulante” – porque ora quer chuva, ora quer calor. Se chove, reza para vir o sol, se faz sol, reza para chover.

A própria natureza sabe os caminhos certos para seguir. Não devemos apressar nada. As coisas sempre voltam para o seu devido lugar, se porventura estejam bagunçadas.

Amores vão e vêm, sonhos podem ser reconstruídos e as tristezas jamais serão eternas. Nenhum amor acaba, apenas se transforma. Ninguém deixa de gostar. Os sentimentos apenas se modificam. E assim a vida caminha rumo à evolução, como nós mesmos, porque nós também fazemos parte dessa Natureza. O ódio é o lado obscuro do amor, e o amor é o espelho de uma alma disposta a se abrir.

A Vida também nos ensina que nem sempre é bom para nós fazermos alguém acreditar em uma verdade, porque nem sempre as pessoas estarão dispostas a acreditar no que temos para dizer, e sim no que elas querem enxergar como verdade. Talvez não seja perda de tempo para nós, afinal, estamos lutando para defender um ponto de vista, porém, o que é um ponto de vista perto de milhões de mentes pensantes – com culturas, religiões e pensamentos divergentes?

Não adianta nos desgastarmos por quem ou por alguma coisa que não está disposta a mudar. A mudança acontece para todos, mas ela desponta a partir da vontade. Se não há vontade, a mudança só vai demorar um pouco mais para acontecer. E é aí  que nos cabe a paciência, não somente em relação ao outro, como em relação a nós mesmos. Afinal, nós também mudamos, e da mesma forma, nossos sentimentos se modificam. E por isso, um dia acharemos graça do que hoje dói, ou vamos olhar para trás com um certo alívio.

O amadurecimento chega para todos, e ele nos ensina que nos desgastar para provar para alguém o quanto estamos certos ou o quanto estão errados por nos julgarem da forma como não somos, não vale a pena. Cada pessoa é diferente e tem um ponto de vista. Só acredita em nós aquele que realmente nos conhece. Os que não acreditam, a Vida nos explica que eles não precisam mais de nós ou simplesmente são incompatíveis em alguns aspectos.  Tudo o que vai volta, e o que não volta é porque simplesmente “não era para ser”, como dizem.

Independente do motivo, que pode ser até mesmo o orgulho, temos que deixar ir, temos que nos distanciar de tudo aquilo que estranhamente nos fez bem um dia, mas que hoje nos faz mal. Nada é por acaso. Tudo faz parte de um processo de aprendizado. Só temos que ter coragem para aceitar e, dessa forma, trilharmos novos caminhos que sejam capazes de nos reconstruir.

Tudo o que não podemos mudar e que porventura esteja mal resolvido, a Vida se encarrega de ajeitar e iluminar a escuridão dos corredores sombrios…

“…Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer.” 

(Pe. Fábio de Melo)

Contatos:
(11) 97343-3177 / (12) 9749-3912

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