Jean Paul Gaultier Le Male…


Sabe quando você sente aquele perfume que te faz lembrar de uma pessoa muito especial em sua vida e o cheiro te persegue depois?
Sabe quando você parece vê-la caminhando distante e até tenta alcançá-la para ter a certeza de que não é uma miragem?
Sabe quando os sonhos te perturbam com saudade e as manhãs parecem vazias pela ausência de alguém?
Sabe quando você sonha que está caindo de um abismo e nada consegue te salvar?
Sabe quando você precisa esquecer mas a lembrança te traz alguém de volta para o seu coração?

Essas sensações existem e indicam a não superação de uma ausência necessária em nossas vidas. As pessoas só se vão porque precisam ir e já não possuem mais débitos para serem sanados conosco no exato momento da partida.

Precisamos aprender a arte do desapego a fim de sermos mais felizes, por mais difícil que seja.

Há alguns dias, escutei algo que me tocou profundamente: “…uma pessoa pode até ser culpada por te bater, mas você é o único responsável pelo que você sente em relação a essa atitude”. Como disse um dia Jean Paul Sartre, “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”; ou seja, você é tão responsável pelo seu sofrimento e/ou angústia quanto qualquer um que porventura a “tenha provocado”. Há culpa dos dois lados. Definitivamente, não existem vítimas inocentes!

Simplesmente aceite os fatos como se apresentam. A vida sempre se encarrega de nos fazer o melhor, o que nos cabe é sabermos como receber.

Chico Xavier costumava dizer que não se ofendia porque não interpretava uma ofensa como tal. Quando a pessoa está segura de si própria, de quem realmente é, ela é capaz de se libertar de tristezas sem razão. A vida é simples para quem consegue entender seu papel nela.

Se a sugestão do grande Mestre Jesus é a de “amarmos uns aos outros como a nós mesmos”, a conclusão é que da mesma forma como o amor acontece aos poucos em nossas vidas, porque é um processo de conhecimento contínuo, assim deve ser conosco: devemos nos conhecer para nos amarmos verdadeiramente a ponto de nos sentirmos seguros para transmitirmos essa segurança sincera repleta de amor ao próximo.

É difícil, mas não é impossível!

Um dia, tudo vai passar (ou se transformar), e aquele perfume tão bom vai se tornar um aroma qualquer de um lugar distante que já nem existe mais…

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