Romantismo Incurável


Depois de ter trabalhado por 11 horas, decidi que assistiria a qualquer filme que fosse da minha caixa de muitos que possuo de diversos estilos, e com pipoca. Aconteceu que acabei comprando lanche e coca-cola zero, que, para a minha sorte, veio com meu nome (devido à atual campanha da marca) para acompanhar o filme.

Abrindo um parêntese, em 2010, comecei a fazer terapia. Estava entrando em um quadro quase depressivo, consequência de uma decepção amorosa. No decorrer das sessões, minha psicóloga me indicou um filme chamado “Don Juan de Marco“. Ela havia me perguntado se eu conhecia a história. Disse a ela que não. Ela me pediu para assistir à versão mais atual, com o ator Johnny Depp. Na época, procurei o filme e baixei para assistir. Não consegui compreender a semelhança do personagem principal com a minha personalidade; também custei a entender a relação com a minha situação na época…se é que havia alguma relação.

E eis que, ao procurar um filme para assistir hoje, me deparo com “Don Juan de Marco”. Resolvi que veria com olhos mais maduros e dispostos a entender algumas questões psicológicas deixadas para trás, quando decidi parar o tratamento devido à minha mudança de cidade.

Me surpreendi com o que vi! Engraçado como as coisas são: nunca um livro é o mesmo quando lido uma segunda vez em outro momento de sua vida. Aconteceu o mesmo quando assisti a esse filme novamente, e, finalmente, depois de quase dois anos, consegui entender o que a terapeuta quis me dizer.

Com outros olhos, pude interpretar a personalidade sonhadora e intensa no que tange o amor, vivida pelo personagem de Johnny Depp. Ao longo da trama, quem assiste não consegue definir até que ponto os “fatos” são reais ou frutos da imaginação daquele ser tão encantador.

A verdade é desvendada ao final. Você começa a entender que aquele personagem é o psiquiatra do filme e o próprio Don Juan, o qual pode ser também qualquer telespectador.

O filme ilustra claramente minha vida. Enquanto milhares de pessoas assistiam ao fim da novela da TV GloboAvenida Brasil“, eu assistia pela segunda vez a um filme que fez todo sentido pela primeira vez para mim: no final das contas, o ser humano tende a se descobrir sempre nas pessoas com as quais se relaciona, e cada uma delas é um espelho daquilo que projetamos. Nossa vida é composta por fragmentos de sentimentos, que nos afetam mais ou menos, de acordo com a intensidade que confiamos a eles em momentos específicos.

Quando você se entrega ao amor, o maior e mais poderoso de todos, tudo ao seu redor parece se modificar, porque tudo se transforma naquilo em que você deposita suas crenças e energia.

“Só há quatro perguntas de valor na vida: O que é sagrado? De que é feito o espírito? Pelo que vale a pena viver? E pelo que vale a pena morrer? A resposta para todas é a mesma: Somente o Amor” (Don Juan de Marco)

Depois de diversas cogitações dos profissionais do Centro Psiquiátrico, onde o personagem principal estava, sobre o fato de ele sofrer alucinações, esquizofrenia e etc, e precisar ser medicado – a contragosto do psiquiatra que o tratava – o diagnóstico de Don Juan foi o mesmo que eu tive. Descobri o que já estava óbvio para quem me conhece há anos, e já até me chamaram de sonhadora por isso: sofro de um romantismo incurável e, por isso, sou tão intensa quanto o fogo quando me descubro amando.

Hoje, posso dizer com toda a certeza desse mundo, que podemos viver vários amores, de N maneiras diferentes, e todos eles, com intensidade!

Com os medicamentos, o profissional do filme jamais conseguiria atingir as profundezas das  “ilusões” de Don Juan, se envolvendo nelas com o propósito de também se desvendar internamente, já que ele estava tão envolvido na vida do paciente quanto qualquer outra pessoa que analisava tudo de fora.

A profundeza de uma alma é o lugar perfeito para se buscar respostas. São as fantasias que alimentamos que definem quem nós somos verdadeiramente.

E eu afirmo: Quem não sonha ou já não sonhou com um amor de verdade, deve atirar a primeira pedra!

“Cada mulher é um mistério a ser desvendado,
mas uma mulher nada esconde do amante verdadeiro” (Don Juan de Marco)

“Já conheceu uma mulher que você vê
seus futuros filhos nos olhos dela
e sabe que seu coração finalmente encontrou um lar?
E que sua vida começa com ela e, sem ela…
certamente deve terminar? ”  (Don Juan de Marco)

Se o personagem existe?… Sim! E mora em cada um de nós.

Clique aqui e assista ao trailer deste filme.

Outra versão – com legenda:

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