Cuidado, o próximo pode ser VOCÊ!


Fico indignada e sem saber exatamente o que fazer e a quem recorrer com a situação caótica em que vive a cidade de São Paulo. Hoje, uma colega de trabalho chegou um pouco mais tarde no serviço porque estava resolvendo problemas ocasionados por um assalto que  sofreu ontem, na altura da Rua Apeninos, no Paraíso, enquanto ia para seu curso de inglês.

Por volta da hora do almoço, enquanto ela voltava para o serviço, encontrou com uma mulher chorando no elevador. Ela perguntou o que havia ocorrido, e a outra respondeu que tinha acabado de ser assaltada na Avenida Paulista.

Me indigno com essa situação porque na cabeça dessas pessoas, cujo “trabalho” é assaltar, não há senso de dignidade. Dignidade esta presente nas pessoas que prestam serviços justos, diários, para se sustentarem e, muitas vezes, sustentarem uma família. Dignidade que um trabalhador possui porque entende que só conquistará seus objetivos se lutarem por eles.

É muito cruel pensarmos nessa situação: uma pessoa que passou quase 12 horas trabalhando, ir estudar (porque possui metas de crescer e atingir objetivos palpáveis) e, sem mais nem menos, ser atordoada por um inconsequente, que não mede esforços para ter aquilo que foi comprado com um dinheiro suado. Basta ser algo tecnologicamente mais avançado, como um Ipod, Iphone, e outros “I” da vida, para o ladrão se dar por satisfeito. E, muitas vezes, uma vida vale só isso, porque até os assaltos em São Paulo são de “grande porte”, à mão armada. Basta uma reação inesperada da vítima, para que esta não mais respire o ar, mesmo que este esteja poluído e seco na “Terra da Garoa”.

Fazendo uma pesquisa no “Doctor Google“, encontrei algumas chamadas dos últimos dias:

Assaltos a bancos crescem 25% no semestre; arrombamentos aumentam 65% – São Paulo lidera o ranking de assaltos a bancos e arrombamentos. Bahia e Mato Grosso também estão entre os cinco Estados que mais registram crimes nos dois casos” – 20/08/2012

Polícia Militar prende grupo depois de série de assaltos em São Paulo” – 30/09/2012

“Meninos são apreendidos com arma de brinquedo usada em assaltos” – 06/10/2012

Mortes em assaltos mantêm alta na capital e no Estado” – 26/10/2012

“Motoristas relatam assaltos na Rodovia dos Tamoios” – 28/10/2012

Alguns policiais da capital, de tão acostumados que estão com esse tipo de ocorrência, já nem dão tanta atenção para a vítima no momento do B.O. (Boletim de Ocorrência) e acabam levando este momento tão importante para um bate-papo descontraído.  Estando eles prestando um serviço de extrema importância, não deveriam se acostumar com a situação, e sim combater seriamente a violência por onde quer que ela se encontre.

Deixo claro que não estou julgando o trabalho destes profissionais, apenas estou mencionando alguns – que podem representar muitos – que “brincam com coisa séria”. Digo isso da mesma forma que não admito pessoas que trabalham diretamente com violência ou mortes e se acostumam com a situação. Todos precisam se indignar! A partir do momento que a indignação “se acomoda”, o mundo regride, e o ser humano deixa a humanidade de lado virando um selvagem animal da época das pedras.

Confesso que já não sei mais como andar pelas ruas: não sei se tiro tudo da bolsa deixando apenas o que pode ser levado, ou se deixo pelo menos algumas moedas lá dentro para que o “sem vergonha” do bandido tenha o que levar e não ouse tomar uma atitude agressiva. Não sei se ando rápido ou devagar para despistar, ou se procuro ruas com câmeras, ou se ando na contramão das outras pessoas em uma calçada.

O fato é que não há hora certa para sair. Você pode ser assaltado pela manhã, de tarde ou de madrugada; com muita ou pouca gente na rua. Se tiver que ser você, será. Coisas do destino…

Mas, será que isso está certo? O que leva uma pessoa a assaltar?

Segundo o Engenheiro dedicado ao estudo de terapias energéticas, Reiki Máster e Terapeuta Floral, André Lima, os assaltos ocorrem pela falta de auto-estima, se achar incapaz de ganhar dinheiro de outra forma, achar tudo muito difícil. “Revolta, raiva, sentimento de inferioridade, injustiça também estão nesse pacote”, diz.

Ele também diz que parte dessa auto-estima poderia ter sido dada com uma educação de boa qualidade, porém há pessoas também bem qualificadas cometendo crimes absurdos. Sobre isso, Lima afirma que a diferença é que essas últimas conseguem dar prejuízos ainda maiores a sociedade. Nesse caso, também contribui o sentimento de que não é possível obter o que se deseja com trabalho. Ou então há um descompensação emocional tão intensa que leva a pessoa a querer mais e mais para preencher não sei o quê, a ponto de sentir que vale tudo para se obter o que se quer.

Não podemos descartar as drogas, que colaboram drasticamente com a violência.

Será a educação a solução para essa situação caótica? Talvez seja algo a se pensar para longo prazo, e um desafio para o advogado, professor de Ciência Política da USP e “futuro prefeito de São Paulo” (a partir de 1º de janeiro de 2013), Fernando Haddad, driblar, considerando ter uma vasta experiência com Educação: durante sua gestão no Ministério da Educação criou o programa “Universidade para Todos” (ProUni), que em janeiro de 2012 atingiu, segundo dados do Governo Federal, a marca de um milhão de bolsas de estudos concedidas a estudantes de baixa renda em universidades privadas e o Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Também durante sua gestão foi regulamentado o piso salarial nacional do professor, foi estipulado o ensino fundamental de nove anos e criado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no País, expandiu o acesso à universidade, criando catorze novas instituições e mais de 100 campi, aumentou de 139 mil para 218 mil o número de vagas nas universidades federais segundo dados do governo. Além de ter tornado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a porta de entrada em universidades federais e privadas, por meio da criação do SiSU, o Sistema de Seleção Unificada para instituições públicas de ensino superior, que usa o desempenho do ENEM como critério. Substituiu o Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (FUNDEF) pelo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) aumentando de 500 milhões para 5 bilhões de reais os investimentos ao ano da creche até o ensino médio, segundo dados da Câmara dos Deputados.

Em curto prazo, talvez sejam medidas viáveis: a rigidez no cumprimento das inúmeras leis que o Brasil possui, investindo mais em seguranças, os quais devem ter passado por um criterioso treinamento.

Vale lembrar que é de extrema importância fazer o Boletim de ocorrência, por menor que tenha sido a agressão e/ou o roubo. Clique aqui e conheça o sistema de B.O. Online da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Enquanto a solução não vem, o ideal é o de sempre: não reagir. Mesmo com a burocracia de ter que tirar 2ª vias de documentos, dentre outras coisas, o que é material se consegue novamente com o trabalho dos justos; e essa capacidade, os bandidos, infelizmente, não possuem.

A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano“.

A agressão é o último refúgio do incompetente“.
– Escritor de ficção científica americano

A violência e o ódio são realmente um grito de amor. Aqueles que mostram seu ódio, são os que mais precisam de amor“.

Saiba mais:

São Paulo refém do crime

Veja também:

Violência em São Paulo: ao menos 22 pessoas foram assassinadas em 24 horas

Violência marca a madrugada paulistana

Clique aqui e confira algumas dicas para evitar um assalto.

Contato:
(11) 97343-3177

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