Ao Natal!


Natal vela.Quando temos uma família ou laços para cuidar e amar, nossas vidas passam a ter um sentido diferente. Nossa história se resume àquelas pessoas que dividem o mesmo amor, independente de ligação sanguínea.

No Natal, nos sentimos mais humanos e próximos desses sentimentos de ternura; nossos pensamentos se agitam e damos espaço à nostalgia. Um filme passa pela nossa cabeça, como uma retrospectiva de tudo o que fomos ao longo de um ano.

E nesse vai e vem de memórias, me dei conta de que muita coisa não mudou: as pessoas que me apóiam e estão ao meu lado continuam as mesmas, e só as que me perturbam mudam quase como as fases da lua, mas estas quase nunca ficam impregnadas nas paredes da minha memória e, por isso, não fazem a mínima diferença.

Percebi que só a leveza do amor é capaz de aproximar pessoas que estão distantes, e a fraternidade presente na cultura do abraço é capaz de encurtar vazios ocasionados pelo tempo. O silêncio das lembranças vazias me fez perceber o quanto somos seres imprevisíveis e, ao mesmo tempo, mutáveis e incompreensíveis.

Ao mesmo tempo que nos prendemos ao passado, nos desapegamos do que julgamos inapropriado para nós no período em que se nos apresenta.
Dessa forma, a paz que tanto almejamos se torna relativa. Criamos prisões dentro de nossa própria casa, com as pessoas de nossa família, devido aos medos criados por nós mesmos. Somos nós os culpados pelos flagelos que nos machucam, mas, como sempre, queremos encontrar culpados e, dessa forma, condenamos inocentes, que se tornam inimigos.

Nossas teorias são absolutas porque abafam nossas imperfeições diante das inúmeras verdades da vida. Construímos castelos de areia em torno de nós mesmos e não vemos seu desmoronamento, porque as ilusões nos cegam, e preferimos viver ali por ser mais cômodo.

Nos fechamos em um casulo estreito, mas, aparentemente, mais confortável, porque é onde o “perigo” não entra, porém, nos esquecemos que é exatamente onde nosso pior inimigo facilmente nos atinge: nós mesmos.

O Natal é uma festa em que as emoções se afloram, e os sentimentos, muitas vezes, se confundem. É nesse momento que devemos deixar o amor fraterno nos unir a fim de que a família interna, existente em nosso ser, possa ser a energia envolvente, capaz de nos fortalecer e alegrar nossas vidas, nos transformando em luz ao invés de trevas, irradiando um poder transcendente, ecumênico e sem preconceitos, que se extenda, não somente em um ano, mas ao longo de uma vida…por toda a eternidade.

Um feliz Natal a todos!!!

Contato:
(11) 97343-3177

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