Carnaval: a verdade desmascarada


clarkkentÉ uma pena o jornalismo não ser uma profissão livre. A ilusão de mudar o mundo com esse trabalho “cai por terra” alguns anos após a entrada na universidade, e após algumas doses violentas de experiências obtidas com o enfrentamento do dia a dia que te faz “pôr a mão na massa”.

Não demora muito, e os futuros jornalistas descobrem que o superman Clark Kent só existe nos quadrinhos e na TV. Infelizmente (ou felizmente), alguns insistem nessa ideia e, por isso, vivem diante do “8 ou 80” – duas opções únicas – ou ficam desempregados ou conquistam um espaço ainda maior na mídia, por virar a notícia causando polêmicas e/ou as mudanças almejadas.

Acontece que o jornalista ganha pouco – é peão – e, caso não tenha outra maneira de se manter, ou um alvo a atingir, não é possível arriscar tudo. É preciso coragem!

A liberdade não existe. Todos vivemos rodeados de política, por isso nem sempre as verdades são bem vindas. Ou você dribla a liberdade, inserindo parcialmente o que sabe dentro do possível, ou você sai do mercado. Infelizmente, essa é a realidade.  Toda empresa possui uma política interna, e não é diferente com os diversos veículos de comunicação. Ir de encontro à linha editorial de uma emissora é o mesmo que colocar tudo a perder.

Por tudo isso, questiono: como ser jornalista nos dias de hoje?

Queria entender o motivo de as pessoas insistirem na formação de Jornalista, se ganham tão pouco e não são livres para expor o que pensam a respeito de tudo, se baseando em verdades.

A minha resposta é simples: é por paixão. Mas, ainda assim, essa paixão é infinitamente  limitada e precisa de mudanças para dar certo.

Segue o vídeo de 1 ano atrás de uma jornalista que falou o que pensava ao vivo e, por esclarecer verdades sobre o Carnaval, foi demitida. Confira enquanto o vídeo não foi censurado (e espero que nunca seja):

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

Anúncios

2 comentários sobre “Carnaval: a verdade desmascarada

  1. não, não foi… bem lá vou eu de novo então.
    Eu encontrei seu artigo navegando pela net e me chamou a atenção pois há um tempo atrás eu tb escrevi sobre o Carnaval e também sobre essa jornalista. Ela é a Rachel Shareazade (acho que é assim que escreve), que não só não foi demitida como foi promovida.

    Acontece que ela trabalhava numa filial do SBT, e depois que esse vídeo bombou na internet, o Sílvio Santos a contratou para trabalhar a nivel nacional, no SBT Brasil.

    Olha aí, em meio as dificuldades que vocês devem enfrentar na sua profissão e que você descreve no artigo, um exemplo pra dar esperança 🙂

    Um abraço
    um ser pensante

    P.S.: meu artigo, se quiser dar uma olhada:
    http://www.umserpensante.tk/2012.1946/carnaval-nazista-em-documentario-da-bbc

  2. Minha admiração pela coragem, pela sinceridade que ecoou nas palavras dessa jornalista. Minha admiração por todo(a)s o(a)s jornalistas que compartilham dos mesmos ideais, que não distorcem o direito e usam a verdade como escudo, mesmo com riscos do desemprego eminente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s