Vozes da minha Alma


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Recorro a Ana Carolina, Maria Rita e Vanessa da Mata toda vez que me sinto mais mulher, quando me revolto com o universo masculino e decido ignorá-lo.

Mas, quando estou apaixonada, divago nas ideias de Flávio Venturini e Beto Guedes, quase iguais talvez por serem mineiros e leoninos. Também escuto muito Ivan Lins, quando estou nas nuvens ou quando com vontade de me apaixonar…

Me perco nas viagens que Lenine dá, e admiro suas certezas. Me reconstruo emocionalmente ao escutar “Paciência” ou “É o que me interessa“. Gosto da singularidade de Oswaldo Montenegro, que muito se aproxima da leveza de Jorge Vercillo, com seu romantismo e unicidade.

Quando sinto necessidade de filosofar, me inspirar e lembrar do que foi bom, procuro por Lulu Santos, que mescla um pouco de tudo isso.

Me sinto a “Jackie Tequila” ou a “Garota Nacional” quando escuto Skank. A personagem principal de suas letras tão originais. A banda me lembra os Paralamas do Sucesso e Capital Inicial, que também me fazem sentir da mesma forma.

Engenheiros do Hawaii me liberta com o “Pra ser Sincero“, porque a sinceridade é uma virtude para poucos.

Mas, quando minha revolta decide falar mais alto, principalmente, no que se refere às falcatruas do governo corrupto brasileiro, escuto muito “Que país é esse?” do eterno Legião Urbana, que traz verdades em suas canções, tão presentes nas lembranças de Renato Russo – um eterno jovem da “Geração Coca-cola“. Que tal reviver Faroeste Cabocloque deu origem ao filme de 2013, cuja história foi fiel à música e explorou muito bem a mente dos personagens com toques sutis de crítica à política e à uma parte da polícia corrupta?

Suas músicas têm conteúdo, história e poesia e descrevem exatamente a minha alma que ama o amor e toda a sensação que ele me traz: Guilherme Arantes.

mpbO mesmo posso dizer de Titãs, que me faz ceder mais pelo romantismo; e Chico Buarque, que, literalmente, tem a crítica e o sarcasmo que muito me atraem. Mas, seu “cotidiano” desperta minha criatividade!

Leoni me leva ao delírio com suas músicas sedutoras e fascinantes. “Garotos” é a que me liberta para o que tenho de mais sexual!

Caetano Veloso tem o domínio de suas canções realizadas em palavras cobertas de poesia e sinceridade. Revela o sincretismo com a realidade que o rodeia, e seu coração repleto de sentimentos e desejos. Djavan segue uma linha paralela e bem parecida; costumo escutá-lo para me situar com meus sentimentos mais profundos.

Zeca Baleiro com seu “Quase nada” me leva a reflexões sobre quase tudo, principalmente a qualidade dos pensamentos masculinos, e me faz concluir que são tão parecidos com os femininos – ou apenas se assemelham devido a um jogo de interesses. Mas, suas músicas dizem muito sobre muita coisa. Gosto disso!

Como conteúdo para mim faz parte da essência, Nando Reis me leva ao encontro da minha. Sua sutileza com as palavras, e sua clareza para falar de amor me chamam a atenção.

Coisas que eu sei” de Danni Carlos traduzem exatamente aspectos importantes de mim – coisas que aprendi sobre superficialidades e sobre a própria vida – ela simplesmente contou parte do que eu sou.

Marisa Monte traça um paralelo entre o que foi e o que deixou de ser. Seu sofrimento é claramente visto e escancarado em suas canções, que também refletem suas sensibilidade e poder de observação. Geralmente, escuto quando a letra não combina com a melodia, porque é quando pode me colocar para cima e me fazer simplesmente ser um tão meu “infinito particular“.

Luiza Possi, assim como a cantora e compositora Liah, canta tudo o que eu, como mulher, gostaria de cantar; por isso, a minha admiração por elas.

Um pouco de samba combinado com romantismo e críticas sutis: essa é a descrição perfeita de Seu Jorge, que sabe contagiar com suas composições inteligentes. Isso me diverte!

Quando a melancolia toma conta, volto literalmente para o passado, e busco Elis Regina para terminar de me enterrar numa mistura de melodrama, só para me perder um pouco de mim.

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Depois, quando decido me encontrar (ou reencontrar), é em Zelia Duncan que procuro “me revelar“, justamente para entender um pouco da minha alma na psicologia de suas canções.

De Frejat, só tenho elogios. Suas canções mostram o que toda mulher gostaria de escutar de um homem, ao mesmo tempo que também servem de uma forma de desabafo em momentos de dor, ou desejos possíveis de se tornarem reais.

Procurando por novidades, encontrei a clareza de Maria Gadu; e buscando certezas, encontrei as dúvidas de O Teatro Mágico.

A música está presente em minha vida, da mesma forma que meu trabalho e meus amigos. Aprimora-se sua forma, quando em contato com a dança e também com outras maneiras de expressão artística.

Tenho momentos Rita Lee e até Raul Seixas, mas minha conexão comigo mesma me faz decidir, sempre bem, o que devo ou não absorver de cada um.

As músicas brasileiras são um conforto para quem sabe apreciá-las. Sabedoria para quem quer entendê-las. Feliz de quem as valoriza e sabe que a cultura amplia nossa visão para uma realidade menos dolorida.

E hoje? Hoje estou tão “Leoni”…

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

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