Generalização Corrompida


Eu poderia escrever sobre a “decisão” do STF no julgamento do Mensalão, bem como sobre o cardápio da janta do dia: pizza!

Mas, seria o mesmo que “chover no molhado”, porque só não enxerga quem não quer. A história do Brasil nos mostra o quanto a política possui raízes genéticas que nadam no lençol freático da corrupção. E isso só vai mudar quando a consciência for operante em nosso país, a ponto de os filhos da nação levarem às urnas suas indignações manifestadas nas ruas de todo o território nacional.

Por isso, não discorro desse assunto. Penso que é perda de tempo no momento em que nos encontramos.

pilarcesarMuitos podem chamar de superficialidade, mas eu chamo de saúde mental e bem estar social o que vou dissertar a seguir, visto que uma coisa está diretamente ligada a outra. É sobre uma discussão surgida na rede social, Facebook, ao final da novela das 21h (“Amor à Vida” – da Globo), no dia 18 de setembro.

Pode parecer que eu tenha perdido o “rumo da prosa”, mas a verdade é que continuo falando sobre corrupção. Essa palavra está tão viva em nós, que não percebemos quando a projetamos no outro (ou nos outros).

Nos corrompemos por tão pouco, nos fazendo de sujeitos inferiores, nos achando superiores, que nos esquecemos de quem realmente somos, desde que o fato do esquecimento não seja a causa.

Na novela, César (Antonio Fagundes) decide se divorciar de Pilar (Susana Vieira) a fim de viver uma nova vida ao lado da amante Aline (Vanessa Giácomo). E aí, acontece o drama típico das novelas da TV Globo ao redor da cena.

Após, em um post, uma colega escreveu no Facebook sua indignação em se tratando da trama e, em seguida, disse que é o que acontece na vida real: “homens traem suas mulheres para saírem com vagabundas”.

Claro que tive que contestar!

Temos que ter cuidado com o que escrevemos, porque é exatamente aí que entra a palavra corrupção. Nos corrompemos porque não somos tão certinhos quanto pensamos, e que o diga a Psicologia. Dentro de nós existem monstros que ocultamos sem saber, e não queremos enxergar. Nos corrompemos porque tudo aquilo que criticamos no outro está em nós. O objeto de nossa crítica é o nosso espelho; e arrisco dizer até que são nossos medos!

Não podemos generalizar. Não somos iguais a ninguém. Temos particularidades. Se todos entendessem que ninguém age e pensa exatamente como nós, da mesma forma que as inteligências são múltiplas, o mundo seria mais justo.

No caso acima, não devemos chamar essas mulheres de ‘vagabundas’, porque não sabemos o que acontece na vida delas. Claro que a situação ocorre principalmente quando a pessoa está fragilizada e não se valoriza. Mas, ela jamais será vagabunda! Todos nós estamos em um processo evolutivo. Estamos aqui para errar e aprender. Pode acontecer de o homem se apaixonar fora do casamento e vice-versa. Não existem regras! O casamento é uma instituição criada pelo homem. Temos livre arbítrio, mas falta coragem para tomar a iniciativa por parte de muitas pessoas quando se trata de sair do padrão, infelizmente.

Muitas vezes, aprendemos da pior maneira, quando não estamos abertos para enxergar o erro dos outros e termos isso como exemplo para nós. Temos que errar e aprender. E ninguém é vagabundo por ter errado.

E, corrigindo, não existe o certo e o errado. Existem fases de discernimento mais ou menos adequadas para a nossa felicidade. Sei que isso é polêmico, mas é fato! As coisas simplesmente acontecem porque têm que acontecer, devido a fatores circunstanciais. Estamos aqui para isso: nos envolvermos uns com os outros. A questão dos princípios é uma particularidade. Cada um age de uma maneira, e nem todos pensam como nós.

Todos podem passar por isso de acordo com o seu momento. A solução é impormos limites em nossos relacionamentos. A partir do momento em que eu me valorizo, sei o que quero e quem eu quero na minha vida, eu dito as regras da relação e não permito que isso aconteça. E se acontecer, saberei por um fim sem, jamais, voltar atrás! No entanto, até chegarmos a este ponto crucial, leva tempo. Precisamos aprender. Mas, é claro, não é regra. Existem exceções.

Por tudo isso, não podemos generalizar qualquer situação só pelo nosso ponto de vista, só pelo que “já vimos” ou vivenciamos, porque, será sempre, exclusivamente, o nosso ponto de vista. É importante saber que a situação em questão só acontece com quem permite. Não nos deixemos corromper com as generalizações!

Quando apontamos dedos, carregamos uma arma invisível, cheia de emoções negativas direcionadas ao nosso alvo, nos cegando para o espelho que  traz de volta a bala fatal.

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

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