Amor Romântico Sadio


duplaevolutivaHá algum tempo venho pensando sobre essa palavra que assusta muitos corações masculinos, e encanta a alma feminina: o amor. Essa palavra doce e profunda, capaz de modificar a razão com sutilezas emocionais, quando vivida de forma sadia.

Infelizmente, poucas são as pessoas que conseguem entender a dimensão desse sentimento, que não acontece de uma hora para outra, mas é construído na calma e certeza da reciprocidade e individualidade, que é também respeitada.

Esse amor, que leva o título de “romântico” em sua caracterização de intensidade, fidelidade e compreensão, é a mais perfeita forma de viver a vida com maturidade em prol da evolução mútua e da humanidade, porque é através desse amor – de sua construção –  que seremos capazes de nos tornar incondicionais para quem quer que necessite de nossa ajuda, ao cruzar nosso caminho. Tudo isso porque esse amor transcende, nos humaniza e faz crescer

Quando, há alguns anos, compreendi, que não existe ‘príncipe encantado‘, mesmo que em meu íntimo já soubesse, minha maturidade me fez enxergar com mais clareza a beleza da vida, a partir da troca fraterna, do olhar seguro, da paz de espírito, do verdadeiro amor – não sendo perfeito, mas sublime, entendedor da serenidade de “deixar ir o que não quer permanecer“, e plenamente desapegado, independente.

O segredo talvez esteja no entendimento de quem se é; no autoconhecimento, que te permite aceitar as diferenças a partir da solidariedade. Não existe união sem que haja solidão, por isso, é preciso ser inteiro para, então, poder multiplicar por dois.

O amor romântico sadio é autônomo, mas repleto de energias favoráveis à alma adorada. Os dois buscam o crescimento e, por isso, se ajudam, possuem congruência em suas atitudes, sem ignorar suas singularidades. Possuem seu próprio espaço, mas não se abandonam porque entendem o verdadeiro sentido da vida como sendo fraternal.

Existe, sim, a euforia do início, mas nunca abandonando suas responsabilidades prioritárias, quando em estado de paixão  (ou encantamento – fase inicial de um relacionamento).

É importante conhecer o processo da aproximação de duas pessoas a fim de que não cometamos o erro crasso de criticarmos definições, inclusive, afundando em sofrimentos desnecessários, os quais só nos manterão em atraso com nossos princípios e metas para essa vida.

As várias posições científicas na área convergem no considerar que o amor acontece no cérebro através de um conjunto de reações de índole química. 

A primeira fase é chamada “fase do desejo” e é desencadeada pelas nossas hormonas sexuais, a testosterona nos homens e o estrogênio nas mulheres.

Quase paralelamente, “fase da paixão”, uma das primeiras reações é a secreção de um neurotransmissor chamado feniletilamina que provoca sentimentos de excitação, prazer, gerando sentimentos de alegria (“estou apaixonado(a)”). A feniletilamina controla a passagem da fase do desejo para a fase do amor e é um composto químico com um efeito poderoso sobre nós, tão poderoso, que pode tornar-se viciante. O nosso corpo desenvolve naturalmente a tolerância aos efeitos da feniletilamina e cada vez é necessário maior quantidade para provocar o mesmo efeito (Ribeiro-Claro, 2006). Ao mesmo tempo são libertados outros agentes químicos como a dopamina. Por outro lado, as glândulas supra-renais libertam adrenalina que justificam a sensação de nervosismo, como a falada “borboleta na barriga”, aceleração do ritmo cardíaco e outros sintomas que sucedem quando um pessoa está posicionada perante situações de ansiedade (e.g. mãos suadas).

Posteriormente, “fase de ligação”, um dos hormônios produzidos é a oxitocina, conhecida como a hormônio do carinho, essencial na ligação mãe-bebé (produção de leite para a amamentação).

Estabelecida uma relação amorosa, o cérebro liberta endorfinas, que tem um efeito de relaxamento que provoca os sentimentos de segurança e confiança.
Quando tal sucede, os níveis de feniletilamina descem e os seus efeitos vão enfraquecendo, o que leva a muitas pessoas a considerarem que a relação perdeu o interesse e a direcionarem-se para outra relação.

Aparentemente, a feniletilamina é degradada rapidamente no sangue, pelo que não haverá possibilidade de atingir uma concentração elevada no cérebro por ingestão (Ribeiro-Claro, 2006).

De forma sucinta, quando conhecemos uma pessoa, assim como quando estamos perante um novo estímulo, desconhecido, o nosso cérebro reage de forma a apreender o novo como um todo, integrando-o numa espécie de base conhecida. Com o decorrer do tempo, perante o mesmo estímulo, como é o exemplo duma relação, adaptativamente o nosso cérebro despende gradualmente menos energia para poder estar disponível para todos os novos estímulos do dia-a-dia, essencial de serem processados. Não seria “econômico” para o nosso cérebro gastar sempre a energia máxima perante um único estímulo continuadamente” – (informação retirada do site http://oficinadepsicologia.blogs.sapo.pt/165698.html).

É válido saber que a responsabilidade por determinadas informações é grande e, por isso, faz-se necessário assumi-las, quando em uma relação. O diálogo é o melhor remédio para quem teme o término de um relacionamento. A pessoa nem deveria começar se tem medo, mas é interessante analisar que a tentativa já é um ato de coragem, e também faz parte da superação o bom entendimento de como as coisas funcionam para não existirem reincidências em erros.

Falei do diálogo porque é a base de qualquer relacionamento saudável, sendo o que sustenta a monotonia diária. Um bom papo deve estar na lista dos principais atrativos no momento da “escolha” da pessoa para um envolvimento mais profundo e duradouro. Os casais deveriam, antes de mais nada, pensar em ser amigos. Aliás, falei “escolha do par” por mera falta de melhor definição, porque a procura deve sempre se resumir na edificação do próprio ser e ajuda ao próximo. O amor é uma simples consequência de tudo isso.

A psicologia também explica que é natural quando um relacionamento termina e a pessoa vive seu “luto”. É a maneira como ela encontrou de encarar esse sofrimento por meio da transferência, do amor para o ‘ódio’. No entanto, o perigo está no tempo desse momento fúnebre. Se ele for relativamente longo, já se torna doentio.

O amor com base na confiança vai muito além de um anel no dedo. As provas de amor inexistem, porque se consegue ver a essência do outro através de um simples olhar, sentir a intensidade pelo abraço, pelo toque e pelo sabor dos lábios. Esse tipo de amor se conquista com uma percepção mais ampliada da realidade das coisas, inclusive, da vida. Não é qualquer um que consegue entender, porque exige doação e libertação do ser amado ‘para o mundo’, que anseia por cuidados.

Há o romantismo necessário, porque a sensibilidade é o principal afrodisíaco dessa relação, mas a maturidade é o que preenche o aparente vazio aos olhares alheios. Não existem rituais que descobrem o véu do rosto da noiva e, muito menos, as juras eternas de amor, infundadas na incerteza da duração necessária ao coração inseguro.

Quando se entende que é muito melhor optarmos por viver a vida durante o processo, e não ansiando pelo “happy end”, o que, segundo a fenomenologia existencial se entende por “ser aquilo que é, e não outra coisa”, passa-se a viver de forma mais intensa, sem esperar demais pelo depois, confiando sempre que tudo o que se tem é por mérito próprio. Não existem idealizações nem cobranças, mas realidades compartilhadas.

Cada um é responsável pelas questões da própria vida e “minha existência é sempre minha”. Então, partindo desse princípio, a autoconfiança leva ao sucesso, inclusive, da relação.

Prefiro aceitar o que existe de verdade e é mais palpável para mim. E o que existe é a completude, o diálogo, honestidade, respeito, cumplicidade, carinho, individualidade, compreensão, sensibilidade, troca, serenidade, e muita amizade traduzida em amor. E isso tudo é eterno…

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

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