A Arte da Guerra


guerraA guerra pode ser perversa, e eu não sou favorável a ela, no entanto, ela nos traz grandes ensinamentos, entre eles, o poder da liderança sobre o nosso sucesso. Erramos quando pensamos em nos afastar daquilo que nos atinge direta ou indiretamente. Temos que conhecer o território que pisamos, não para, como na guerra, ganharmos vantagem diante de uma fraqueza e humilharmos, mas para nos tornarmos mais fortes diante daquilo que nos causa mal.

Essa lição é tão significativa e verdadeira que um livro foi escrito exatamente com o mesmo título, voltado para o gerenciamento de equipes e formação de líderes. É válido lembrar que essas ideias podem ser colocadas em prática em qualquer situação.

Se você se sente desconfortável diante de alguém, quebre essa barreira e crie vínculos por meio de uma conversa descontraída, ou crie situações que favoreçam uma aproximação.

Se aproxime de todos que admira e de todos que te causam algum mal. Seja amigo de suas “ambições” e, principalmente, de seus “inimigos”. Conheça inúmeros territórios a fim de que possa saber como aproveitá-los e explorar cada um deles.

Psicologicamente falando, esse é também um meio de você se autoconhecer, considerando todos os seus gostos e desgostos envolvidos nesses universos tão distintos.

É preciso ter uma visão estratégica dos fatos, das atitudes alheias, dos comportamentos e, se possível, imparcial, a fim de que as interpretações sejam precisas. Claro que nem sempre isso ocorre, mas a aproximação é um facilitador de conquistas e o principal requisito de um líder.

Você pratica a arte da guerra quando se cerca, mesmo que inconscientemente, de pessoas que você sente que podem ser suas aliadas em algum momento; quando divide com elas sensações que colaboram com a abertura sentimental delas, o que faz com que aumente o grau de confiança entre os envolvidos. E isso não é ruim e nem perverso! Fazemos isso o tempo todo com pessoas afins. E é exatamente assim que nascem os nossos amigos.

Então, o segredo é ser amigo de quem representa ameaça para você. Isso é o que as ideias de Sun Tzu sugerem. Eu digo: seja, naturalmente, amigo de todos ao seu redor, e você só tende a ganhar com isso, sem pensar em retribuição, porque ela vem como prêmio.

Sempre foi importante conhecer, relacionar-se, compartilhar, dividir, porque isso tudo ajuda a multiplicar, evoluir, aprender. A vida é feita de trocas, e a guerra é só parte da estratégia, o que não significa dizer que isso é negativo. Você não precisa fazer guerra para derrubar alguém. Apenas utilize as estratégias de uma guerra a seu favor e para um equilíbrio do ambiente no qual está inserido, colaborando assim, com a harmonia local e com sua ascensão como líder, capaz de provocar mudanças importantes e positivas na vida de todos ao seu redor.

Pensando que cada um descobre a melhor forma de se abster da dor da maneira que lhe convém, ou a melhor forma de vencer; o ideal é praticar essa arte, sem perder a verdadeira essência!

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Abaixo, segue o trecho do livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu:

Capítulo V
Estratégia do Confronto Direto e Indireto

“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização.”

Sun Tzu disse:
“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização. Controlar muitos ou poucos é uma mesma e única coisa. É apenas uma questão de formação e sinalizações”.

Lembre-se dos nomes de todos os oficiais e subalternos. Inscreva-os num catálogo, anotando-lhes o talento e suas capacidades individuais, a fim de aproveitar o potencial de cada um. Quando surgir oportunidade aja de tal forma que todos os que deves comandar estejam persuadidos que seu principal cuidado é preservá-los de toda desgraça.

As tropas que farás avançar contra o inimigo devem ser como pedras atiradas em ovos. De ti até o inimigo, não deve haver outra diferença senão a do forte ao fraco, do cheio ao vazio. São as operações chamadas “diretas” e “indiretas” que tornam um exército capaz de deter o ataque das forças inimigas e não ser derrotado.

Em batalha, use geralmente operações “diretas” para fazer o inimigo estrategiaengajar-se na luta e as operações “indiretas” para conquistar a vitória.

Em poucas palavras, o que consiste a habilidade e a perfeição do comando das tropas é o conhecimento das luzes e das trevas, do aparente e o secreto. É nesse conhecimento hábil que habita toda a arte. Assim, o perito ao executar o ataque “indireto” assemelha-se ao céu e as terras, cujos movimentos nunca são aleatórios, são como os rios e mares inexauríveis.  Assemelham-se ao sol e à lua, eles tem tempo para aparecer e tempo para desaparecer. Como as quatro estações, ele passa, mas apenas para voltar outra vez.

Não há mais que cinco notas fundamentais, mas, combinadas, produzem mais sons do que é possível ouvir; não há mais que cinco cores primárias, mas, combinadas, produzem mais sombras e matizes do que é possível ver; não há mais que cinco sabores, mas, combinados, produzem mais gostos do que é possível saborear.

Da mesma forma, para ganhar vantagem estratégica na batalha, não há mais que as operações “diretas” e “indiretas”, mas suas combinações são ilimitadas dando origem a uma infindável série de manobras. Essas forças interagem, um método sempre conduz ao outro. Assemelham-se, na prática, a uma cadeia de operações interligadas, como anéis múltiplos, ou como a roda em movimento, que não se sabe onde começa e onde termina.

Na arte militar, cada operação tem partes que exigem a luz do dia, e outras que pedem as trevas do segredo. Não posso determiná-las de antemão. Só as circunstâncias podem ditá-las. Opomos grandes blocos de pedra às corredeiras que queremos represar, empregamos redes frágeis e miúdas para capturar pequenos pássaros, entretanto, o caudal rompe algumas vezes seus diques após tê-los minado aos poucos.

Quando uma ave de rapina se abate sobre sua vítima, partindo-a em pedaços, isso se deve à escolha do momento preciso. A qualidade da decisão é como a calculada arremetida de um falcão, que lhe possibilita atacar e destruir sua vítima. Portanto, o bom combatente deve ser brutal no ataque e rápido na decisão.

Embaralhada e turbulenta, a luta parece caótica. No tumulto de um combate pode parecer haver confusão, mas não é bem assim, entre a confusão e o caos uma formação de tropas pode parecer perdida e mesmo assim impenetrável, sua disposição é na verdade circular e não podem ser derrotadas. A confusão simulada requer uma disciplina perfeita, afinal, o caos estimulado se origina do controle, o medo fingido exige coragem, a fraqueza aparente se origina da força. Ordem e desordem é uma questão de número, de logística; coragem e medo é uma questão de configuração estratégica do poder, vantagem estratégica; força e fraqueza é uma questão de disposição das forças, posição estratégica.

O sábio comandante possui verdadeiramente a arte de liderar aqueles que souberam e sabem potencializar sua força, que adquiriram uma autoridade ilimitada, que não se deixam abater por nenhum acontecimento, por mais desagradável que seja. Aqueles que nunca agem com precipitação, que se conduzem, mesmo quando surpreendidos com o sangue-frio, que tem habitualmente nas ações meditadas e nos casos previstos antecipadamente. Aqueles que agem sempre com rapidez, fruto da habilidade, aliada a uma longa experiência. Assim, o ímpeto de quem é hábil na arte da guerra é irrefreável e seu ataque é regulado com precisão.

O primeiro imperador Han (256-195 a.C.), desejando esmagar seu oponente Hsiung-nu, enviou espiões para conhecer sua condição. Mas este, sabedor do fato, ocultou com cuidado todos os soldados fortes e todos os cavalos bem alimentados, deixando apenas homens doentes e gado magro à vista. O resultado foi que os espiões, por unanimidade, recomendaram ao imperador que atacasse.

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

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