Esquizofrenia dominante


marioneteMensagens paradoxais são ‘esquizofrenizantes‘.” Escutei essa frase hoje de um professor de psicologia em sala de aula, e fiquei refletindo sobre ela. Talvez, quem leia assim do nada, não entenda exatamente o que significa, mas vou tentar associar algumas ideias, como tenho o hábito de fazer.

Muitas vezes, nos deparamos com pessoas que, inconscientemente (ou não), têm o hábito de querer ter o domínio de todas as situações em suas vidas, sejam elas quais forem. A razão pode ser variada, mas sempre, de alguma forma, estará ligada ao seu comportamento contraditório diante das decisões tomadas e à insegurança.

Quando alguém não te transmite clareza em relação às suas atitudes, decisões e/ou sentimentos, representa uma manifestação de dominação /relação de poder. Sem que a pessoa perceba, acaba entrando nesse “jogo” quase inconsciente, que pode fazê-la reagir de diversas maneiras, e uma delas, é com apatia (não sente nada ou aparenta não sentir como uma forma de defesa ou indiferença; não encara o outro de frente com medo de se entregar /de revelar seus sentimentos mais profundos).

Essa situação, que é mais frequente do que se imagina, se manifestando também desde a infância com as relações familiares, é típica de uma sociedade que ensina, indiretamente, a submissão, não dando espaço para a crítica ou a reflexão.

Dessa forma, os “dependentes” se diminuem por não conseguirem enxergar uma solução aparentemente óbvia para esse conflito, que pode acontecer por meio de um excesso de “palavras-gatilho” lançadas ininterruptamente pelo sujeito dominador, ou por meio de atitudes duais ocasionadas também pelo mesmo. O motivo pode ter a ver com a maturidade, mas tem muito mais a ver com os bloqueios internos ocorridos no passado mais remoto, que, muitas vezes, a memória não consegue alcançar.

Quando a “vítima” conseguir entender que está dentro desse processo de dominação, ela terá a capacidade de decidir entre permanecer assim ou seguir em frente apesar de. É preciso saber que para existir um dominador, significa que existe também um dominado. Um dos dois deve mudar a situação e, para isso, é preciso desprender-se, tomar a iniciativa, seja ela qual for.

Não aceitar chantagens, não se deixar envolver por inseguranças provocadas, mudar o foco, descobrir momentos ou pessoas que te deixem mais leve, tomar a iniciativa de fazer tudo diferente, algo que fuja das condições impositivas. Tudo isso são soluções que podem funcionar. Cada caso é um caso. A busca pela independência é um caminho interessante para a mudança e, consequentemente, para a liberdade.

Aquele rapaz de 20 anos que foi obrigado pelo pai a fazer uma determinada faculdade, caso contrário teria que sair de casa, e optou por seguir seu coração rumo à independência, é um caso de desprendimento da relação de dominação familiar, por exemplo.

Não é tão simples quanto parece, mas, com certeza, é um dos muitos caminhos. Cada um descobre a solução que lhe convém, e não estará errado por qualquer que seja a escolhida, desde que se sinta bem com ela.

É válido pensar no conceito de liberdade do existencialismo para ilustrar essa máxima: “Cada um vai morrer sua própria morte. Ninguém morre pelo outro.”

Curiosidades:

A filosofia oriental influenciou muito algumas ideias da psicologia humanista (sobre a qual discorri acima). Lao Tsé é um exemplo desses filósofos.

Há uma obra chinesa muito antiga chamada Shi Chi (Apontamentos Históricos) que diz que Lao Tsé, cujo nome real era Erh Dan Li, teria nascido no Sul da China, numa região chamada Ch’u, em torno do ano 604 a.C. Mas também há os que afirmam que o Tao Te Ching é apenas uma compilação de versos de vários pensadores de escolas de pensamento do 3º século a.C., que genericamente usavam o título de Lao Tsé.

Bote fé no velhinho, que o velhinho é demais…Segundo as tradições, Lao Tsé foi contemporâneo de Kung Fu Tsé (Confúcio), de quem foi discípulo. Tornou-se o guardião dos arquivos do Tribunal Imperial, e atraiu muitos seguidores com sua sabedoria, embora sempre haja se recusado a fixar suas ideias por escrito, por temer que as palavras pudessem ser convertidas em dogma formal. Lao Tsé desejava que a sua filosofia permanecesse apenas como um modo natural de vida estabelecido sob uma base de bondade, serenidade e respeito. Assim, ele não estabeleceu nenhum código rígido de comportamento, preferindo ensinar que a conduta de uma pessoa deve ser governada pelo instinto e pela consciência. Ensinava que nenhuma tarefa deveria ser apressada, que tudo deve acontecer no seu devido tempo. Acreditava que a simplicidade era a chave para a verdade e a liberdade, e assim encorajava seus seguidores para observarem mais a natureza do que aos ensinamentos de mestres.

Aos 80 anos, desiludido com as pessoas da sua terra – que estavam pouco dispostas a seguirem o caminho da bondade natural – se dirigiu para o Tibet, na fronteira ocidental de China, quando foi reconhecido por um guarda, que lhe lembrou que possivelmente todos os seus ensinamentos logo cairiam no esquecimento se alguma coisa não ficasse gravada, e só permitiu que ele deixasse a China após escrever seus ensinamentos básicos, para que pelo menos parte de seu conhecimento pudesse ser preservada para a posteridade. Atendendo ao pedido do guarda, de uma só vez Lao Tsé redigiu (reza a lenda que escreveu numa grande pedra) a coletânea dos 81 versos que se tornariam a síntese de sua sabedoria (e do pensamento Monista Chinês), que entrou para a história sob o nome de Tao Te Ching (O livro do Caminho e da Virtude).

O Tao Te Ching é um texto profundo e ao mesmo tempo simples porque apresenta por meio da linguagem aquilo que se experimenta na sua ausência. A profundidade é o próprio caminho do mistério, a experiência do sagrado que corresponde à vivência espiritual. A simplicidade, um dos três tesouros
dos ensinamentos de Lao Tse, conduz à naturalidade que orienta o indivíduo no macrocosmo. Portanto, a leitura do Tao Te Ching implica um desafio: esvaziar-se e ser natural como a água que flui no vale. O desvendamento do texto deve fluir gradualmente, levando à contemplação de suas palavras. Se estas não parecem suficientemente claras, isso se deve ao fato de a sociedade contemporânea, na qual prolifera o pensamento, dificultar a ampliação da
consciência. Nesse contexto, a contemplação já é por si um ato transgressor.

(Trechos do subtítulo “Curiosidades” retirados de pesquisas na internet)

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

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