“Pode ser qualquer um”


amorfraternoCerta vez, uma pessoa cruzou meu caminho. Não vou dizer que foi alguém especial, por mais que tenha sido, porque poderia ter sido “qualquer um”, mas ele foi capaz de me dar um ‘empurrãozinho’ de ouro, me fazendo perceber, através dos  meus próprios olhos, a interdependência necessária entre os indivíduos aqui neste planeta, quase em regeneração.

É válido lembrar que as minhas percepções foram claras tão somente porque eu já estava preparada, tendo em vista que as pessoas só enxergam aquilo que estão prontas e querem enxergar.

Considerando esses fatos, dentro de um envolvimento profundo, pude entender que o amor é um sentimento idealizado pelo ser humano. Buscamos esse sentimento como alguém que procura alimento para sobreviver e, na verdade, ele vai muito além do que imagina nossa vã capacidade mental carnal.

E, muito embora, o ser humano esteja longe de viver esse sentimento verdadeiro, é uma capacidade latente, a qual só será transbordada quando estiver em um grau de evolução considerável para que possa doar, sem esperar nada em troca, porque essa é a verdadeira essência desse sentimento, que julgo poderoso.

“O amor verdadeiro é o fraternal.” Escutei essa frase neste final de semana entre amigos, após uma confraternização em um barzinho (local nada ideal para uma filosofia tão profunda). E essa afirmação é verdadeira, já que esse amor é o considerado intangível sentimento livre e leve, que toda criatura humana deseja sentir, junto com a paz que traz à alma. Ele é amigo, companheiro, cúmplice, não espera nada, doa de si, e não depende de ninguém. Nesse contexto, falávamos do amor entre familiares. Mas, que tal expandirmos esse sentimento?

Esse amor não necessita de sexo para existir, e pode ser doado livremente para qualquer pessoa que cruzar nosso caminho, seja um amigo, irmão, pai, mãe, filho ou filha, e até mesmo um desconhecido, desde que se tenha uma alma desprendida e capaz de discernir apego de independência emocional, por exemplo. Isso desmistifica os romances criados pelas histórias infantis de contos de fadas e, inclusive, o ritual religioso do casamento.

Estamos longe desse ideal, mas estamos no caminho. Aliás, são poucos os que estão no caminho, porque são poucos os que buscam o autoconhecimento libertário dessa interprisão existente na Terra.

Essa lição eu não aprendi sozinha, o que mostra que sozinhos não somos nada. O individualismo egoico só promove ainda mais o retrocesso. Não existe edificação em uma convivência solitária consigo mesmo. Aprendemos e evoluímos mais depressa na presença de outras inúmeras consciências, semelhantes e diferentes de nós, dentro de um universalismo neofílico repleto de faces pintadas de múltiplas cores.

Uma construção não é erguida do dia para a noite. Ela precisa de organização, processos, equipe dinâmica e capaz de trabalhar em grupo, com respeito e compreensão. Da mesma forma, esses conhecimentos não chegaram até mim através de uma única pessoa, por mais que ela tenha me dado esse “empurrãozinho”.

Caí e levantei muitas vezes até eu descobrir que as emoções nos atrapalham durante todo esse processo. Claro que não podemos viver sem elas, mas o exagero é o que nos tira da linha, e isso é possível controlar. Eu não sabia como. Hoje, eu sei.

Não foi no momento da queda que eu enxerguei o óbvio que estava escancarado em minha fronte. Foi quando pude levantar com mansidão e, com a mente clara e nítida, que eu percebi o quão simples são os acontecimentos, que funcionam simplesmente de acordo com a lei da causa e efeito, que insistimos tanto em desconsiderar, ou ignorar.

Mas, foi, sim, na queda, que eu me vi perdida e no escuro, como se o mundo tivesse acabado, como se usasse as viseiras de um cavalo, que me faziam enxergar só o que estava diante de mim, sem nenhuma outra possibilidade de saída. Na queda, achei que o que podia ver era a única solução. Pura ilusão pensar que o amor é uma pessoa, quando se existem milhares para se conhecer nesse planeta em transição! Essa conclusão não tirei nesse momento, mas foi na queda, que escutei dessa pessoa: “Pode ser qualquer um...”.

Nossa ânsia de querermos ser amados faz parte do egoísmo que também nos faz brigar por algo que não nos pertence, nos faz como bebê, que, por ainda não possuir a maturidade de um adulto (o que deveria ser), faz birra quando ouve um não.

Entenda, meus amigos, estamos aqui para participar de uma “mega confraternização”, com a responsabilidade de um adulto, que quer entender como a vida funciona, através do autoconhecimento e do esclarecimento fraterno. Partindo desse princípio, fica fácil entender que o amor é muito mais do que tudo isso que vemos diariamente por aí.

Não estamos aqui para nos prender, e sim, para nos libertar. Encontrar alguém que pense como nós, e dessa forma, pode ser difícil, mas não se desesperar, faz parte dessa libertação da qual lhe falo.

Quanto mais amor você der, mais receberá. Mas, não espere nada de ninguém, porque esse amor vem de qualquer lado, de qualquer jeito, do cosmos, do universo, da vida…de ‘qualquer um’!

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

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Um comentário sobre ““Pode ser qualquer um”

  1. Eu tive uma experiência que me fez desacreditar de todas as crenças sobre o amor, todas essas historias de oque seria, principalmente de alma gêmea, que esta relacionado com espiritismo, tudo muito convincente mas tudo bobagem. claro desacreditando no amor logo desacreditei de todo o resto inevitavelmente , sofrimento ,agora o meu coração não me diz muita coisa, parece me dizer apenas o necessario, sabe mesmo essa lei de dar e receber, falta algo para complementar mas eu não sei oque é, eu acredito no que você fala que pode ser qualquer pessoa, pois é so uma energia que vem fica o tempo que tem que ficar e vai embora, sendo assim eu não faço a menor ideia do que seja vida, e de que jeito formar uma opinião se mais um ciclo tudo pode mudar, não é dificil, é mais como caminhar em silêncio observando a paisagem.

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