Assistência


ajudaNeste final de semana presenciei uma cena que me comoveu. Percebi que tenho muito a melhorar…

Conversava com uma amiga, uma pessoa incrível que conheci há pouco tempo. Ela estava ali para me dar assistência. Estávamos caminhando enquanto o assunto desenrolava, até que uma situação que, posteriormente, me fizeram saber ser comum, aconteceu. Estávamos na Avenida Paulista. Um morador de rua passava mal na rua. Estava convulsionando quando passamos em frente.

Ela foi a primeira a notar e a tomar iniciativa. Não teria percebido nada se não fosse por ela. Sua proatividade me encantou, e isso me fez perceber o quanto eu preciso me desenvolver para melhorar minhas habilidades de percepção. O que acontece ao nosso redor é tão importante quanto nós mesmos. Essa foi a lição que ficou.

Já tinham ligado para o Samu quando chegamos. Mas, mesmo assim, ela tomou a iniciativa de ligar novamente para reforçar o chamado. Preocupada, conversou o tempo todo com o rapaz, que se chamava Fábio. Perspicaz, ela notou que o amigo dele estava ao lado, muito pensativo. Voltou-se para ele e disse: “você precisa ficar bem também para ajuda-lo”, e o motivou com algumas palavras mais. Sua desenvoltura e traquejo na forma de lidar e retirar informações dele, me chamou a atenção. Paralelo a isso, sentiu o que o debilitado estava sentindo, e só perguntou para confirmar a sua dor de estômago.

O Samu chegou depois de 50 minutos, e ele poderia ter morrido, fato que é muito comum entre os moradores de rua, que são, muitas vezes, negligenciados por essas próprias entidades. Enquanto eu estava ali observando toda a movimentação, eu refletia e também me analisava. Em algum momento, me tiraram de meus pensamentos. Era uma senhora curiosa, que tirou fotos do momento e me disse que recentemente uma moradora das redondezas havia passado mal e chamado a emergência, que demorou, e só chegou 15 minutos depois que ela havia falecido. Ela finalizou: “fico pensando que poderia ter sido comigo”.

Realmente! Poderia ser com qualquer um, mas temos que pensar que todos têm direito de serem atendidos, assistidos e cuidados. Sabe por que o Fábio não morreu? Porque essa alma solidária, simplesmente, demonstrou tamanha preocupação que contagiou todos ao redor. Sua energia fez com que outras pessoas parassem para também tentar ajudar. Ela talvez não tenha percebido, mas as pessoas olhavam para ela com admiração. Inclusive Aloisio, amigo de Fábio, que agradeceu, e seu olhar foi muito sincero. O ambiente se transformou com essa iniciativa e demonstração de universalismo, diante de tanta descriminação existente. Sua proatividade fez com que o Samu levasse a situação a sério e chegasse, independente da demora. Fábio foi atendido.

A situação terminou com o toque solidário de algumas pessoas ao redor deassistencia minha amiga. Só faltaram os aplausos, que eu senti que por muito pouco não ocorreram. Ela chamou a atenção porque sua energia estava coerente com suas atitudes. E ela agiu como qualquer outra pessoa ética deveria agir, mas infelizmente, o auto-assédio desumaniza as pessoas, e faz com que ocorra tudo diferente.

Independente se o rapaz estava ou não alcoolizado, o atendimento deve ser feito. Ser assistencial vai muito além de uma simples conversa. Gira em torno de exemplos e simplicidade, os quais têm o poder de contagiar. Sem generalizar, o governo também deveria refletir um pouco mais sobre os investimentos que anda fazendo.

Se houvessem mais pessoas como ela, cuja assistencialidade transcende o tangível, certamente, respiraríamos ares melhores e mais puros. A energia seria mais leve e nos sentiríamos mais tranquilos. Não teríamos motivo de preocupação, afinal, a concórdia seria uma constante, sem muitos conflitos.

Se as pessoas soubessem do poder que possuem e tivessem o discernimento sadio, dentro da autoconsciência, certamente, as coisas também seriam bem melhores. Estamos todos juntos nesse eterno aprendizado!

Você conseguiria definir em números quantas pessoas é capaz de ajudar? Você consegue pensar mais em ser assistencial do que em receber ajuda?

Vale a pena refletir!

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

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