Escolhas


escolhasAs pessoas fariam escolhas melhores e mais acertadas se buscassem o autoconhecimento, antes da maturidade (ou idade madura). Pode ser difícil ocorrer, mas creio na existência de exceções.

Isso é válido, inclusive, no momento da escolha de uma profissão ou na troca de um emprego. Se, por exemplo, o processo da escolha de um emprego fosse feito da mesma forma como é, ou deveria ser, a escolha de um parceiro para a vida toda, as coisas fluiriam bem melhores, sem tantos problemas que não pudessem ser resolvidos com mais naturalidade e menos conflitos. O começo da decisão é saber o que se quer.

As pessoas têm pressa de decidir por não pensarem em um possível amanhã. Muitos colocam os sofrimentos de uma vida como justificativa para acelerar acontecimentos. Passam por cima de tudo, de todas as outras possibilidades, em troca de viver o aqui e o agora de maneira inconsequente, por mais que haja racionalidade. O problema é que a racionalidade passa a não ser suficiente, porque, ao invés de ser um traço forte, é característica negativa, ou defesa gerada por um não lidar bem, por exemplo, com as emoções. Pode ser desvio de carência, ou, simplesmente, algo maior e certo: insegurança. Com isso, a pessoa atropela a sensatez e se dirige para o caos das consequências de uma decisão incorreta.

A palavra insegurança significa falta de segurança. Geralmente, é uma falha ou distorção de uma pessoa que transfere a necessidade de se sentir segura para terceiros, se esquecendo que ela própria é a única responsável por conquistar essa qualidade. Aliás, as pessoas, de uma maneira geral, costumam acreditar em milagres. Pensam que um Deus resolverá todos os seus problemas, que uma oração /prece / mandinga acabará com sua dor. Costumam pedir ajuda sem nada fazer por si mesmos. Estão acomodadas na própria dor, sem motivação para descobrir coisas novas e fazer tudo diferente. É fácil pensar que o que está diante dos nossos olhos é verdadeiro. Dificilmente, alguém busca o que está por trás do que se apresenta como verdade.

Quando se trata de emoções, é possível dizer que o mundo está cheio delas, e isso nada tem a ver com frieza ou ser caloroso e humano. Pode-se dizer que as emoções são o motivo das principais mazelas do ser humano. Não existe emoção positiva, visto que elas são o exagero dos sentimentos, que não devem ser ignorados.

Qualquer coisa, pode ser feita com amor, porém, quando há emocionalismo, as portas para a distorção se abrem. É possível viver sem emoção, sem se deixar influeescolhas2nciar pelo que nos rodeia. É possível sermos felizes com o que temos em nós, e não fora de nós. As emoções só atrapalham as atitudes lúcidas e coerentes, nos pregando peças. Elas são traiçoeiras, porque nos fazem confundir amor com paixão.

Sentir amor por alguém, sentir repulsa e qualquer outra coisa, é importante. Tão importante que se não respeitarmos todos esses sentimentos que existem, podemos realmente sucumbir e nos deixarmos levar pelas emoções. E estas, não são saudáveis, considerando que são o exagero do amor, o exagero do ódio, o exagero do “querer bem”. As emoções levam as pessoas a cometerem suicídio, a matarem “por amor”, a sofrerem por algo que nunca lhes pertenceu. As emoções tiram a lucidez da pessoa, e a faz cega.

O equilíbrio é difícil de alcançar, visto que estamos aqui em evolução constante. A perfeição não existe e nem nunca vai existir, mas é possível viver de forma mais tranquila se usarmos de racionalidade para lidar com os nossos próprios sentimentos. Com autoconhecimento, o discernimento fica mais fácil, e fica mais clara a tomada de decisões.

Quando nos conhecemos (ou nos esforçamos para nos conhecer – porque são poucos os que se arriscam a isso), colocamos limites e passamos a entender a hora certa de parar ou continuar com o que quer que seja. O equilíbrio, na verdade, começa com o autoconhecimento, o autocontrole das energias, que faz com que saibamos distinguir, em meio a essa sociedade alienada, o que realmente é nosso e o que não é.

O ser humano costuma se misturar no todo a ponto de sentir algo que não é seu realmente. Ele passa a enxergar a dor do outro como a sua própria dor, e dessa forma, começa a sofrer pelo que não lhe pertence. Assim, ao invés de ajudar, acaba atrapalhando, ao invés de acertar, comete erros.

As escolhas passam a ter mais coerência, quando nos desconectamos do mundo e olhamos para nós com um olhar mais tranquilo, a ponto de visualizarmos com clareza o que realmente queremos, respeitando nossas sensações e intuição. No mais profundo de nós existe uma resposta, e essa resposta não é mística, mas psíquica. E tudo isso é importante respeitar.

Contatos:
(11) 97343-3177
SKYPE: michelly.antunes.ribeiro

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