Quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso?

Tempo de leitura: 10 minutos

Você sofre por amor? Conheça quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso, os sintomas e como se dá o tratamento.

Aquela dor de perder uma pessoa querida porque ela já não te ama mais ou não sabe o que sente por você penso que a maioria das pessoas conhece. Não é fácil você dedicar grande parte do seu tempo investindo em alguém, acreditando que vai ser para sempre e, de repente, ela diz que não te quer mais.

Não é fácil, e digo por experiência própria, que eu sei como é se sentir rejeitado, sem chão ou com aquele vazio no peito porque aquela pessoa amada se foi, sem deixar endereço.

Certa vez, me relacionei com uma pessoa por 4 anos. Namoramos e decidimos ficar noivos. Entre muitas idas e vindas, dentro de uma relação conturbada e tóxica, um belo dia, ele chegou dizendo que não sabia mais o que sentia por mim. Alguns dias depois, apareceu namorando uma mulher mais velha. A sensação que me veio foi de traição. Me senti rejeitada e tive que lidar com as emoções que vieram à tona, sem eu saber muito como lidar com elas.

Não conseguia sentir o sofrimento, porque era muito dolorido. Mas, tive o aporte de uma viagem à Europa para esquecer um pouco desse fato. Acontece que eu estava com princípio de depressão, e foi então que resolvi iniciar uma psicoterapia. Isso foi no fim de 2009.

Então, quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso?

Então, quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso? A depressão, por exemplo, pode ser uma consequência do sofrimento amoroso. No entanto, ele não é o único motivo que leva a ela. Então, quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso? A depressão é uma delas.

Depressão

Definição. A depressão é um distúrbio mental caracterizado por depressão persistente ou perda de interesse em atividades, prejudicando significativamente o dia a dia.

Sintomas. Os sintomas da depressão podem ser alterações no sono, apetite, nível de energia, concentração, comportamento diário ou autoestima. A depressão também pode ser associada a pensamentos suicidas.

As pessoas podem ter:
No humor: ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral, desesperança, mudanças de humor, perda de interesse, perda de interesse ou prazer nas atividades, solidão, tristeza, tédio ou sofrimento emocional.
No comportamento: agitação, automutilação, choro excessivo, irritabilidade ou isolamento social.
No sono: despertar precoce, excesso de sonolência, insônia ou sono agitado.
No corpo: fadiga, fome excessiva ou inquietação.
Na cognição: falta de concentração, lentidão durante atividades ou pensamentos suicidas.
Sintomas psicológicos: depressão ou repetição insistente de pensamentos.
No peso: ganho de peso ou perda de peso.
Também é comum: abuso de substâncias ou falta de apetite.

Tratamentos. A base do tratamento geralmente inclui medicamentos, psicoterapia ou uma combinação dos dois. Cada vez mais, as pesquisas sugerem que esses tratamentos podem normalizar alterações cerebrais associadas à depressão.

FONTE: Hospital Israelita Albert Einstein (Google).

Reações que a desilusão amorosa gera em seu corpo

Mais importante do que saber quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso é também pensar que existem reações que a desilusão amorosa gera em seu corpo, e que estão muito ligadas a determinadas doenças.

É válido reforçar que a depressão é uma doença grave e que exige diagnóstico e tratamento adequados. Isso mostra o quanto é necessária a valorização pessoal, investimento em terapia e autocuidado a fim de não somatizar o sofrimento, o que implica em desenvolver doenças psicossomáticas pelo fato de não conseguir lidar tão bem  com as próprias emoções.

Então, antes que a situação se agrave, conheça as reações que a desilusão amorosa gera em seu corpo, que devem servir de alerta para procurar ajuda, ao menos, psicoterápica ou de amigos, inicialmente.

Os sintomas são muito parecidos com os do estresse, sobre o qual já falamos aqui:

1-  Tensão muscular;
2- Dores no estômago;
3- Irritação;
4- Dores físicas diversas;
5- Quedas de cabelo;
6- Problemas de pele.

As fases do luto no sofrimento amoroso

Há aquelas pessoas ainda que vivenciam as fases do luto no sofrimento amoroso, o que é natural em qualquer processo de perda. Confira abaixo as fases do luto, de acordo com Kübler-Ross.

1- Negação e isolamento;
2- Raiva;
3- Barganha;
4- Depressão, tristeza, sentimento de impotência diante da situação;
5- Aceitação.

Há também  o autor Bolwby, que aborda o luto em 4 fases:

1- Entorpecimento;
2- Anseio;
3- Desorganização e desespero;
4- Reorganização.

Ansiedade

A ansiedade também é uma das doenças ligadas ao sofrimento amoroso. Do estresse para a ansiedade, é um palito (já falamos também sobre a ansiedade aqui no blog). No entanto, o principal fator que caracteriza a ansiedade é o foco no futuro. Essa pode ainda ser a fase da esperança de um retorno, em que o término pode se tornar recomeço. Então, se ligue nos sintomas:

Sintomas psicológicos da ansiedade:
1- Constante tensão ou nervosismo;
2- Sensação de que algo ruim vai acontecer;
3- Problemas de concentração;
4- Medo constante;
5- Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o objeto de tensão;
6- Preocupação exagerada em comparação com a realidade;
7- Problemas para dormir;
8- Irritabilidade;
9- Agitação dos braços e pernas.

Sintomas físicos da ansiedade:
1- Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração;
2- Respiração ofegante ou falta de ar;
3- Aumento do suor;
4- Tremores nas mãos ou outras partes do corpo;
5- Sensação de fraqueza ou cansaço;
6- Boca seca;
7- Mãos e pés frios ou suados;
8- Náusea;
9- Tensão muscular;
10- Dor de barriga ou diarreia.

Caso você fique ansiosa (o) por um período prolongado ou significativo, sem que nenhuma ação seja tomada a respeito, pode ocorrer Ataque de pânico, também conhecido por crise de pânico ou crise de ansiedade. Seguem os sintomas:

1- Sensação de nervosismo e pânico incontroláveis;
2- Sensação de morte;
3- Aumento da respiração;
4- Aumento da frequência cardíaca;
5- Tonturas e vertigens;
6- Problemas gastrointestinais.

FONTE: Site “MinhaVida”.

O que fazer no caso de um Ataque de Pânico?

Caso esteja vivenciando um ataque de pânico, ou venha a presenciar alguém em crise, preste atenção nessas dicas. Utilize a técnica mnemônica do Acalme-se abaixo:

Aceite sua ansiedade (não brigue com ela porque vai passar).
Contemple as coisas a sua volta.
Aja com sua ansiedade.
Libere o ar de seus pulmões bem devagar.
Mantenha os estados anteriores (repita cada passo).
Examine os seus pensamentos (você pode estar antecipando coisas).
Sorria. Você merece todo crédito por esse esforço.
Espere o futuro com aceitação.

Já deu para ter uma ideia de quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso podem estar ligadas aos sintomas que tem sentido. Mas, espere até saber mais a respeito de uma síndrome pouco abordada, mas que se assemelha ao infarto.

Sofrer por amor faz mal ao coração

Quem nunca afirmou que após o término de uma relação ficou com o coração partido? Pois é, existe uma doença relativa a este órgão chamada de Síndrome do Coração Partido. Trata-se de um transtorno que afeta o sistema cardiovascular de pessoas que vivem um longo período de tristeza. Você pensou que já estava sabendo tudo sobre quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso, não é?

Então, confira mais detalhes sobre a Síndrome do Coração Partido:

Sintomas. Dor no peito e taquicardia ao pensar no ser amado são os principais sintomas que caracterizam o distúrbio:

1- Alterações no eletrocardiograma;
2- Alterações nos marcadores de sofrimento do músculo do coração;
3- O coração fica com a ponta e a base paradas, parecendo com um cesto usado no oriente para caçar polvo.

Heart organ isolated vector illustration

Pode-se perceber que os sintomas se assemelham ao infarto. No entanto, o diagnóstico diferencial é a ausência de entupimento nas artérias do coração. Veja também que para que haja o diagnóstico dessa síndrome, faz-se necessário exame médico.

A Síndrome do Coração Partido ocorre porque o fator emocional tem grande influência no funcionamento do coração. Os principais fatores que geram essa síndrome são a ansiedade, a depressão e o estresse causados pelo fim da relação.

Guardar emoções como ódio, rancor ou mágoa reflete negativamente no organismo, fazendo com que os órgãos do corpo liberem grande quantidade de hormônios como o cortisol ou adrenalina que, produzidos em um nível elevado, podem ser prejudiciais. Para se ter uma ideia, alguns autores relacionam essa síndrome à morte por amor. A doença é mais comum em mulheres do que homens, embora haja homens que também possam desenvolver a síndrome.

Tratamento. A doença é autolimitada, o que significa que com tratamento medicamentoso, depois de algumas semanas, o coração retorna ao tamanho e funcionamento normais, sem sequelas ou complicações. As chances de acontecer novamente são pequenas, embora haja relatos a respeito.

Dentro de quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso já listamos, não poderia deixar de reforçar o parágrafo anterior sobre as emoções reprimidas.

Lembre-se: emoções reprimidas e não elaboradas sempre serão sinônimo de doenças somáticas. Por isso, cuide de tratá-las, pensando sempre que a cura é de dentro para fora, literalmente.

Tendo isso em mente, você jamais terá que se preocupar em buscar informações a respeito de quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso.

Buscar ajuda é importante

Agora que você já sabe quais as doenças ligadas ao sofrimento amoroso, saiba que buscar ajuda é importante.

Você pode agendar sua sessão comigo pelo telefone (45) 99131-3177 (WhatsApp). Realizo sessões online ou presenciais.

Agora que você já sabe a importância de trabalhar com suas emoções para não ter consequências além das emocionais, que já são complexas, transcendendo para a parte somática, podendo te gerar limitações, mais do que nunca precisa buscar alternativas para lidar com essa dificuldade emocional. Se não der para investir em terapia neste  momento, sugiro o curso online “Ressignificando as emoções com auto-hipnose“, abaixo.

Nesse curso, o aluno será apresentado a uma gama de induções capazes de ressignificar o conteúdo emocional presente. O participante receberá instruções de como preparar sua própria indução gravada e mais de 20 áudios prontos para a sua prática de auto-hipnose preparados pela equipe do ISEC para uso imediato. Os áudios são elaborados com sons e frequências mixados e direcionados para questões específicas e genéricas para o melhor aproveitamento do participante. Esse curso não substitui um tratamento psicoterápico mas, pode auxiliar na prática do autoconhecimento e da elevação da autoestima. O curso fica disponível por seis meses e pode ser acessado quantas vezes o aluno quiser nesse período. Certificado emitido pelo próprio sistema no final do curso.

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