Estrelas do meu céu

Primeiramente, posto este vídeo como complemento ao texto que escrevi anteriormente, e aproveito para introduzir o assunto: amizade.

Os meus verdadeiros amigos de longa data, certamente, sabem o quanto eu não consigo separar essas duas coisas (amor e amizade), justamente, porque acredito que haja uma ligação entre esses dois sentimentos (ou momentos). Um não existe sem o outro, e essa é uma situação que poucos conseguem entender, porque não conseguem aceitar o desapego emocional, justamente por falta de independência nesse âmbito.

Ou seja, o Flávio Gikovate resumiu esse contexto e ainda me instigou a querer entrevista-lo um dia a respeito desse e outros muitos assuntos. Ele seria um exemplo de amigo com quem gostaria de conversar por longas horas!

Escrever sobre isso me leva a refletir sobre muitas coisas. Uma delas é a maneira como as pessoas são “colocadas” em nossas vidas. De tal forma que chegamos a pensar que é obra de algo superior. Algo do gênero passa por nossas mentes: “Como podemos conversar por longas horas com algumas pessoas e ainda termos assunto?“, “Temos muitas coisas em comum“, “Me sinto bem ao lado dessa pessoa“, e por aí vai.

Há quem chame de anjos, eu chamo de almas afins. Um dia, ainda neste blog, escrevi um texto com esse título (Almas Afins), me referindo justamente a almas que se reencontram ao longo de muitas vidas para ficarem juntas nesta, com o intuito de evoluírem dentro de um relacionamento amoroso ou não. É uma situação diferente, mas nem tanto! Penso que temos muitas almas afins e, dentre elas, escolhemos aquela com quem temos uma afinidade maior e capaz de nos fazer querer construir coisas ainda maiores e profundas no futuro, começando agora.

A amizade se constrói por meio de afinidades, que nos ajudam a ser melhores do que somos e a expandirmos nossa capacidade de doar nossas qualidades, que são infinitas, e que nem conseguimos imaginar, muitas vezes, a dimensão.

A amizade nasce a partir de uma conversa acolhedora, de uma expressão empática de carinho, de um ato solidário, de uma disposição para ser inteiro para o outro, de um cuidado, de uma pamigosalavra de conforto. A amizade acontece com uma sequência de atitudes sinceras, as quais conquistam uma confiança ímpar, que garante o desapego, a lealdade, a cumplicidade, a sincronia. É aí que vejo nascer o amor, porque essa é a descrição das qualidades desse sentimento, que pode ser multiplicado e vivido de muitas maneiras. Na amizade, ora sou ouvido, ora me calo; e essa troca não exige cobranças.

A amizade resolve quase tudo com um abraço. O amor, com um beijo. Talvez essa seja a única diferença que separa esses dois sentimentos no que tange o sentido literal e físico dessas definições, porém, ambos se sustentam com a convivência, a cumplicidade, o diálogo. E mesmo que, por algum motivo, haja separação, o sentimento fica latente, e recomeça exatamente de onde parou. Artur de Távora chamou isso de Afinidade, em um de seus textos. Para mim, faz parte do mesmo kit: amizade + amor.

A verdade é que o que movimenta a vida são as relações que construímos. São elas que nos permitem ser quem realmente somos. A partir delas, nos desligamos de nós a fim de vivermos a essência do outro, com o intuito de ajudar, compartilhar, dividir, somar e multiplicar. São contas básicas, mas que às vezes nos desnorteiam pelo excesso de pensamentos individualistas, os quais insistem em nos invadir em momentos de crise.

Hoje, tenho muitos amigos. E, descubro com cada um deles, a minha capacidade de expansão através da minha essência, repleta de carinho, que transfiro como gratificação. São estrelas no meu céu, as quais insisto em buscar.

O ser humano tem até de experimentar o amor, para que compreenda bem o que é a amizade.” (Sébastien-Roch Chamfort)

Amizade: casamento de dois seres que não podem dormir juntos.” (Jules Renard)

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Amor Romântico Sadio

duplaevolutivaHá algum tempo venho pensando sobre essa palavra que assusta muitos corações masculinos, e encanta a alma feminina: o amor. Essa palavra doce e profunda, capaz de modificar a razão com sutilezas emocionais, quando vivida de forma sadia.

Infelizmente, poucas são as pessoas que conseguem entender a dimensão desse sentimento, que não acontece de uma hora para outra, mas é construído na calma e certeza da reciprocidade e individualidade, que é também respeitada.

Esse amor, que leva o título de “romântico” em sua caracterização de intensidade, fidelidade e compreensão, é a mais perfeita forma de viver a vida com maturidade em prol da evolução mútua e da humanidade, porque é através desse amor – de sua construção –  que seremos capazes de nos tornar incondicionais para quem quer que necessite de nossa ajuda, ao cruzar nosso caminho. Tudo isso porque esse amor transcende, nos humaniza e faz crescer

Quando, há alguns anos, compreendi, que não existe ‘príncipe encantado‘, mesmo que em meu íntimo já soubesse, minha maturidade me fez enxergar com mais clareza a beleza da vida, a partir da troca fraterna, do olhar seguro, da paz de espírito, do verdadeiro amor – não sendo perfeito, mas sublime, entendedor da serenidade de “deixar ir o que não quer permanecer“, e plenamente desapegado, independente.

O segredo talvez esteja no entendimento de quem se é; no autoconhecimento, que te permite aceitar as diferenças a partir da solidariedade. Não existe união sem que haja solidão, por isso, é preciso ser inteiro para, então, poder multiplicar por dois.

O amor romântico sadio é autônomo, mas repleto de energias favoráveis à alma adorada. Os dois buscam o crescimento e, por isso, se ajudam, possuem congruência em suas atitudes, sem ignorar suas singularidades. Possuem seu próprio espaço, mas não se abandonam porque entendem o verdadeiro sentido da vida como sendo fraternal.

Existe, sim, a euforia do início, mas nunca abandonando suas responsabilidades prioritárias, quando em estado de paixão  (ou encantamento – fase inicial de um relacionamento).

É importante conhecer o processo da aproximação de duas pessoas a fim de que não cometamos o erro crasso de criticarmos definições, inclusive, afundando em sofrimentos desnecessários, os quais só nos manterão em atraso com nossos princípios e metas para essa vida.

As várias posições científicas na área convergem no considerar que o amor acontece no cérebro através de um conjunto de reações de índole química. 

A primeira fase é chamada “fase do desejo” e é desencadeada pelas nossas hormonas sexuais, a testosterona nos homens e o estrogênio nas mulheres.

Quase paralelamente, “fase da paixão”, uma das primeiras reações é a secreção de um neurotransmissor chamado feniletilamina que provoca sentimentos de excitação, prazer, gerando sentimentos de alegria (“estou apaixonado(a)”). A feniletilamina controla a passagem da fase do desejo para a fase do amor e é um composto químico com um efeito poderoso sobre nós, tão poderoso, que pode tornar-se viciante. O nosso corpo desenvolve naturalmente a tolerância aos efeitos da feniletilamina e cada vez é necessário maior quantidade para provocar o mesmo efeito (Ribeiro-Claro, 2006). Ao mesmo tempo são libertados outros agentes químicos como a dopamina. Por outro lado, as glândulas supra-renais libertam adrenalina que justificam a sensação de nervosismo, como a falada “borboleta na barriga”, aceleração do ritmo cardíaco e outros sintomas que sucedem quando um pessoa está posicionada perante situações de ansiedade (e.g. mãos suadas).

Posteriormente, “fase de ligação”, um dos hormônios produzidos é a oxitocina, conhecida como a hormônio do carinho, essencial na ligação mãe-bebé (produção de leite para a amamentação).

Estabelecida uma relação amorosa, o cérebro liberta endorfinas, que tem um efeito de relaxamento que provoca os sentimentos de segurança e confiança.
Quando tal sucede, os níveis de feniletilamina descem e os seus efeitos vão enfraquecendo, o que leva a muitas pessoas a considerarem que a relação perdeu o interesse e a direcionarem-se para outra relação.

Aparentemente, a feniletilamina é degradada rapidamente no sangue, pelo que não haverá possibilidade de atingir uma concentração elevada no cérebro por ingestão (Ribeiro-Claro, 2006).

De forma sucinta, quando conhecemos uma pessoa, assim como quando estamos perante um novo estímulo, desconhecido, o nosso cérebro reage de forma a apreender o novo como um todo, integrando-o numa espécie de base conhecida. Com o decorrer do tempo, perante o mesmo estímulo, como é o exemplo duma relação, adaptativamente o nosso cérebro despende gradualmente menos energia para poder estar disponível para todos os novos estímulos do dia-a-dia, essencial de serem processados. Não seria “econômico” para o nosso cérebro gastar sempre a energia máxima perante um único estímulo continuadamente” – (informação retirada do site http://oficinadepsicologia.blogs.sapo.pt/165698.html).

É válido saber que a responsabilidade por determinadas informações é grande e, por isso, faz-se necessário assumi-las, quando em uma relação. O diálogo é o melhor remédio para quem teme o término de um relacionamento. A pessoa nem deveria começar se tem medo, mas é interessante analisar que a tentativa já é um ato de coragem, e também faz parte da superação o bom entendimento de como as coisas funcionam para não existirem reincidências em erros.

Falei do diálogo porque é a base de qualquer relacionamento saudável, sendo o que sustenta a monotonia diária. Um bom papo deve estar na lista dos principais atrativos no momento da “escolha” da pessoa para um envolvimento mais profundo e duradouro. Os casais deveriam, antes de mais nada, pensar em ser amigos. Aliás, falei “escolha do par” por mera falta de melhor definição, porque a procura deve sempre se resumir na edificação do próprio ser e ajuda ao próximo. O amor é uma simples consequência de tudo isso.

A psicologia também explica que é natural quando um relacionamento termina e a pessoa vive seu “luto”. É a maneira como ela encontrou de encarar esse sofrimento por meio da transferência, do amor para o ‘ódio’. No entanto, o perigo está no tempo desse momento fúnebre. Se ele for relativamente longo, já se torna doentio.

O amor com base na confiança vai muito além de um anel no dedo. As provas de amor inexistem, porque se consegue ver a essência do outro através de um simples olhar, sentir a intensidade pelo abraço, pelo toque e pelo sabor dos lábios. Esse tipo de amor se conquista com uma percepção mais ampliada da realidade das coisas, inclusive, da vida. Não é qualquer um que consegue entender, porque exige doação e libertação do ser amado ‘para o mundo’, que anseia por cuidados.

Há o romantismo necessário, porque a sensibilidade é o principal afrodisíaco dessa relação, mas a maturidade é o que preenche o aparente vazio aos olhares alheios. Não existem rituais que descobrem o véu do rosto da noiva e, muito menos, as juras eternas de amor, infundadas na incerteza da duração necessária ao coração inseguro.

Quando se entende que é muito melhor optarmos por viver a vida durante o processo, e não ansiando pelo “happy end”, o que, segundo a fenomenologia existencial se entende por “ser aquilo que é, e não outra coisa”, passa-se a viver de forma mais intensa, sem esperar demais pelo depois, confiando sempre que tudo o que se tem é por mérito próprio. Não existem idealizações nem cobranças, mas realidades compartilhadas.

Cada um é responsável pelas questões da própria vida e “minha existência é sempre minha”. Então, partindo desse princípio, a autoconfiança leva ao sucesso, inclusive, da relação.

Prefiro aceitar o que existe de verdade e é mais palpável para mim. E o que existe é a completude, o diálogo, honestidade, respeito, cumplicidade, carinho, individualidade, compreensão, sensibilidade, troca, serenidade, e muita amizade traduzida em amor. E isso tudo é eterno…

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Almas Afins

almasafinsO amor é transcendente e cresce a medida em que é alimentado ou valorizado. Para quem acredita, existem almas afins, que se encontram uma vez e, inconscientemente, permanecem ligadas por laços profundos de amor.

Algo muito forte acontece toda vez que se encontram e até quando pensam uma na outra. Suspeito até que haja transmissão de pensamentos. Nem sempre elas ficam juntas, porque a Vida se dispõe a nos mover sempre para processos de escolhas, ou livre arbítrio. Quando isso acontece, é porque um pode não estar tão pronto para continuar o processo junto com o ser amado. Precisa viver outras coisas a fim de não “atrapalhar” o crescimento evolutivo e pessoal do outro.

Essas almas não sentem medo do fim, porque ele não existe. A certeza do amor é tão grande, que quando o olhar se cruza, a emoção é notável (até mesmo nas lembranças). A segurança existe porque a certeza da eternidade é o que os une. A única necessidade que carregam é a de se manterem juntos, mesmo distantes. As “coincidências” que os rodeiam são tão intensas, que já não se surpreendem mais, justamente pela compreensão que possuem de todas as suas afinidades.almasafins2

Eles se respeitam. Aceitam as escolhas um do outro, porque acreditam na sinceridade de seus sentimentos. São autênticos. Não existem máscaras que se sustentem quando estão juntos. Não há ciúmes, não há medos, não há loucuras, só amor.

Eles se entregam e se amam a cada encontro, a cada vontade, a cada saudade. E, mesmo que não estejam juntos fisicamente, estão unidos pela eternidade.

Alguns chamam de Almas Gêmeas. Eu acredito que sejam Almas Afins, que viveram muitas vidas juntas em uma construção rodeada de amor, cumplicidade e amizade, que carregam dentro de si mesmos, como uma espécie de instinto que aflora toda vez que estão juntos.

Eles têm a certeza de que significam tudo um para o outro, que não estão “juntos” por acaso, e que não há razão capaz de explicar a lógica desse amor. Sabem e sentem que se amam. Não dependem um do outro, mas se pertencem por toda vida.

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Lógica da Vida


Um sorriso, um abraço, uma palavra que demonstra compreensão. Um gesto de carinho, uma atitude de louvor, generosidade, carisma, atenção, olhares, palavras, afeto.

Sentir com – essa é a palavra que faz você se sentir envolvido com outra pessoa. Tudo é energia e, por tudo ser energia, atraímos aquilo que transmitimos e consequentemente tudo aquilo que corresponde ao que somos, porque somos o que transmitimos.

Se tudo é energia, é preciso darmos atenção a tudo o que nos rodeia. Ás vezes, em um determinado momento de nossas vidas, nos deixamos atrair por pessoas negativas, justamente por estarmos negativos, e acreditamos que aquilo é o destino falando mais alto, quando na verdade, somos nós quem estamos longe da realidade. Constantemente nos iludimos com os relacionamentos que mantemos, não só por comodidade, mas porque acreditamos que seja verdadeiro, quando na verdade ele é apenas fruto daquilo que fomos em determinado momento de nossas vidas.

Nossos sentimentos devem ser valorizados todos os dias e a todo momento, porque são eles que determinam nosso sucesso, nossas alegrias e até nossas tristezas. Quando deixamos nossos sentimentos falarem mais alto, estamos escutando verdadeiramente a voz de nossa alma. E quando nossa alma fala, estamos cada vez mais nos aproximando da real felicidade.

É preciso que encontremos em um sorriso a vontade de também sorrir, na palavra a vontade de escutar, na solidão a vontade de ficar junto e sentir com. É preciso que encontremos em alguém a vontade de nos apaixonar todos os dias, a necessidade de descobrirmos coisas novas e buscarmos a evolução conjunta.

Mas, para que isso tudo aconteça e, principalmente, antes que tudo isso aconteça, é preciso darmos vazão às nossas emoções. É preciso que escutemos nosso coração falar a cada instante – é nossa intuição – e é ela quem nos permite viajar para mundos somente nossos. É preciso, antes de mais nada, nos sentirmos bem conosco mesmos.

A alma possui suas cores e, para que duas auras formem um arco-íris, é preciso permitir que esse encontro aconteça na paz de dois corações, que conhecem perfeitamente seu papel na Terra, sua missão.

O encontro de duas almas afins acontece quando estão preparadas para esse encontro, da mesma forma como os desafios se apresentam para nós exatamente quando estamos prontos para enfrentá-los.

Essa é a matemática da vida: nos deparamos com tudo aquilo que colabora com a nossa evolução porque permite nossa compreensão de uma realidade maior, nos servindo de complemento para o “quebra-cabeça” da vida. O acaso não existe!

Esteja sempre pronto!

Significado de Afinidade

s.f. Conformidade, aproximação, relação, simpatia: afinidade de gostos, de caracteres; afinidade entre a música e a poesia.
Química Tendência dos corpos a se combinarem: o carbono tem afinidade pelo oxigênio.
O parentesco que se contrai, pelo matrimônio, com a família do cônjuge: cunhado é parente por afinidade.

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